Cooperativa de Parauapebas será inaugurada no dia 17 de março.

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Alavancar de forma cooperada a economia local dos municípios de Paragominas e Parauapebas, no Estado do Pará, é o objetivo de moradores e empresários das duas regiões que estão investindo na constituição de duas cooperativas de crédito de livre admissão. São instituições financeiras que vão atender, a partir de março, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. As vantagens do sistema cooperado são inúmeras: atendimento personalizado, taxas de juros menores, facilidade na abertura de contas.

 

A cooperativa de Paragominas abrirá suas portas no dia 16 de março. A instituição financeira já conta com 163 cooperados, entre empresários, funcionários públicos e profissionais liberais. O capital já chega a aproximadamente R$ 489 mil. Cada cooperado entra com uma cota no valor de três mil, que pode ser paga de forma parcelada. "Para batermos a meta de 400 integrantes serão criadas cotas menores, entre um e dois mil reais", diz a presidente da cooperativa, Cláudia Dalmazo.

Já a cooperativa de Parauapebas será inaugurada no dia 17 de março. Sua composição conta com 238 cooperados e um montante de capital de R$ 714 mil. De acordo com o presidente da cooperativa, José Leonel, a cota do cooperado varia entre um real e R$ 3 mil. Assim como a cooperativa de Paragominas, a proposta é que posteriormente sejam criadas cotas mais baixas, para que se chegue também ao número de 400 cooperados.

As cooperativas vão oferecer produtos e serviços semelhantes aos fornecidos pelos bancos: empréstimos pessoais; conta corrente/cheque especial; recebimento de contas/débitos em conta; cartões de afinidade e de crédito; aplicações financeiras (recibo de depósito a prazo, recibo de depósito cooperativado com taxas pré e pós fixadas); entre outros serviços.

“As taxas de juros cobradas pelas cooperativas são baixas em relação aos bancos. Isso porque essa modalidade de instituição financeira não tem como objetivo alavancar lucro. Na cooperativa, os associados contribuem para a formação do capital da entidade, que é controlada democraticamente”, explica o gerente de Expansão do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), Márcio Oltromari.

De acordo com Aramando Corrêa de Melo, analista da Unidade de Atendimento Individual do Sebrae/PA, os dois municípios contam com agências dos principais bancos do País, porém não em número suficiente para atender a demanda de duas regiões que estão em franca expansão.

"Parauapebas é o oitavo município com maior Produto Interno Bruto (PIB) do País, tendo a exploração mineral como sua principal fonte econômica. Paragominas também conta com a extração mineral e um pólo moveleiro. As agências bancárias não conseguem atender a todos de forma rápida e eficiente".

Atento a essa defasagem, o Sebrae/PA vem, desde 2005, desenvolvendo ações de sensibilização e divulgação do cooperativismo de crédito em todo o Estado. Além do Sebrae, as cooperativas tem contado com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) na Amazônia.

As duas instituições financeiras integram o Sicredi, que atua no Mato Grosso e está em processo de expansão nos Estados de Rondônia e Pará. Atualmente, o Sistema está assessorando as duas cooperativas na prospecção de novos sócios, registros nos órgãos competentes, contratação e treinamento dos colaboradores e na capacitação dos dirigentes das duas cooperativas, entre outras atribuições.

Já o Sebrae/PA tem promovido a capacitação dos cooperados e a divulgação do cooperativismo de crédito, além de apoiar a prospecção de novos sócios. “A atuação do Sebrae visa fortalecer e consolidar o Sistema Cooperativista de Crédito no Estado do Pará, na Amazônia e no Brasil”, afirma Aramando Corrêa.

Desenvolvimento cooperado

As cooperativas de crédito de todo o País, com suas taxas menores e custos reduzidos, geram um diferencial de renda para seus associados na ordem de R$ 154 milhões ao mês, estimando-se R$ 1,84 bilhões ao ano, conforme dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). São recursos que representam investimento e consumo, havendo circulação de mercadoria no comércio local.

Portanto, o cooperativismo vai gerar, adicionalmente, por meio de pagamento de impostos pelos associados, uma contribuição aos governos estaduais e federal, algo em torno de R$ 47 milhões no mês e R$ 561 milhões ao ano.

É dessa forma que as cooperativas de crédito têm contribuído para a transformação da realidade de muitas localidades espalhadas pelo Brasil. De acordo com o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, no fim de 2008, existiam conveniadas à organização, 7.672 instituições cooperativas de 13 ramos diferentes, proporcionando 250.961 empregos diretos. Elas somam 7,7 milhões de associados, representado 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Agência Sebrae de Notícias