Contradição gritante: quero você, mas não tão perto!

O momento é de discutir política, e antes de mais nada quero informar que adoro essa época. Um dos motivos é que fico sabendo dos papos que rolam antes que se fechem as alianças políticas visando formar um grupo para a disputa eleitoral. É nesse momento que a gente toma conhecimento de quanto vale o capital político e até o caráter de cada pretenso candidato.

Outro dia uma liderança partidária me informou que ao procurar um bom candidato para compor em seu grupo recebeu inconteste a contraproposta: alguns milhões no meu bolso, a vaga de vice, alguns caraminguás para os candidatos a vereador do partido e uma secretaria. Segundo meu informante, a proposta foi recusada, pois o capital político do cidadão não é lá essas coisas.

Bom também é ouvir o papo de pré-candidatos a vereador. Alguns deles parecem não ter a verdadeira consciência do que realmente é uma disputa eleitoral. Outros se valem dos votos conseguidos em eleições anteriores, sem pensar que a realidade hoje é outra. Não levam em conta a situação da eleição passada.

Já dos candidatos à eleição majoritária, verdadeiramente consolidados,  o que se ouve é que existe a formação de uma blindagem extremamente difícil de ser rompida pela maioria dos aliados. Os leões de chácara que acompanham alguns candidatos não deixam os que o apoiam (sem dinheiro) nem chegarem perto a mando dos que organizam as campanhas. Isso tem feito com que os “menosprezados”, que geralmente são pré-candidatos sem muito poder político, abandonem o candidato por não terem seus egos massageados.

A fila da política anda. E é necessário que o candidato majoritário reserve um tempo para todos, não se deixando levar pelos caciques da campanha e nem deixando que a campanha não tenha o seu perfil. Geralmente, burocratas e diretores de campanha têm uma visão diferente do candidato popular. Cabe a este verificar até onde seguir as orientações do marqueteiro profissional ou dos organizadores da campanha.

Quem melhor lidar com essa situação, melhor grupo terá. E, em eleição, quem tem o melhor grupo geralmente vence !

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