José Jacinto da Silva, de 30 anos de idade, acusado de ter assassinado, a tiros, o casal de servidores públicos Katiana Lopes da Silva e Valfrendyson Alves, foi preso em Sapucaia, 90 km distante do local do crime. Os assassinatos ocorreram nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (15), na Avenida Agenor Paiva, Bairro Monte Castelo, e foram testemunhados por uma filha do casal, de seis anos de idade.
De acordo com Edvânia da Silva, mulher de José Jacinto, o marido é proprietário de um lava a jato e tinha um contrato no valor de R$ 10 mil, pelo qual os carros de uma locadora do casal seriam lavados ali, não importando quantos fossem os veículos.

Acontece que Katiana Lopes da Silva não sabia da negociação entre o marido e José Jacinto, que envolvia uma quantia pertencente a ela, usada sem autorização. Quando ela soube, deu início a uma confusão na qual José Jacinto passou a ser agredido verbal e fisicamente pelo casal, descambando para ameaças de morte contra ele, cada vez mais veementes. A versão de Edvânia é confirmada pelo advogado do acusado, Claudion Morais.
Na manhã desta segunda, a situação chegou ao limite, a ponto de José Jacinto, assediado mais uma vez com ameaças de morte, ter ligado para o 190 da Polícia Militar pedindo ajuda. Porém, quando a guarnição da PM chegou ao local, a tragédia já havia acontecido.
Ouvido por repórteres que estavam na Delegacia de Polícia Civil de Canaã dos Carajás, assim que chegou preso, José Jacinto disse que matou para não morrer e se disse arrependido pela situação ter chegado a esse ponto.
“Foi uma tragédia anunciada. Meu cliente já havia registrado Boletim de Ocorrência, com bastante antecedência, relatando agressões verbais e físicas. Ele me procurou, relatando todas essas agressões, fez BO, realizou exame de corpo de delito, mas os ataques não cessaram. Então, hoje, chegou ao limite e ele agiu em legítima defesa”, defende o advogado.
(Eleutério Gomes)