Bancários do BB fazem dia de greve contra o fechamento de 300 agências em todo o País

Em Marabá, o protesto se concentrou em frente à agência do Bairro Amapá, uma das que serão fechadas por ordem da presidência do Banco do Brasil
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Bancários do Banco do Brasil, em todo o País, elegeram esta sexta-feira, 29 de janeiro, o Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação do BB. A data está sendo marcada por greves em muitas cidades em protesto contra o fechamento de 300 agências em todo o território nacional, por ordem da presidência da instituição financeira.

“Com essa reestruturação o caixa, o ser humano que trabalha no caixa, vai parar de assistir os clientes. Os colegas vão perder a função. 100 agências vão virar postos de atendimento”, lamenta Heidiany Moreno, diretora do Sindicato dos Bancários, em Marabá, onde o protesto acontece em frente à agência do Bairro Amapá, no Núcleo Cidade Nova, que está na programação do BB para ser fechada.

“O movimento sindical procurou e presidência do Banco do Brasil, deputados, senadores, mas não fomos atendidos, não fomos ouvidos. Hoje, em todo o Brasil o BB não funciona, principalmente os caixas estão paralisados, contra a determinação do governo federal, do ministro Paulo Guedes [Economia]”, afirma a sindicalista.

Em Marabá, o Banco do Brasil conta com cinco agências: uma no Núcleo Pioneiro, duas no Núcleo Nova Marabá e duas no Núcleo Cidade Nova, o que, para Heidiany, ainda é insuficiente, e fechar a do Amapá, dificultará mais ainda a vida dos clientes.

“Estamos denunciando para a população esse absurdo. O banco lucrou bilhões em 2020 e não tem justificativa para fechar essa agencia em Marabá. O Banco do Brasil é importante para o Brasil, importante para o bancário, é importante para o cliente e é um banco do Brasil”, reforça Heidiany.

Com o protesto e o impacto da paralisação, o movimento sindical espera que   isso possa convencer o governo a abrir o ter diálogo com a categoria e evitar que essas 300 agências sejam fechadas.

Ouvidos pelo Blog, alguns clientes, que pediram para ter a identidade preservada, foram unânimes em afirmar que estão “do lado dos bancários”. “Isso é um absurdo. Essa agência aqui veio nos beneficiar muito, quando foi inaugurada. Agora, vamos ter de aguentar de novo aquela agência da Praça São Francisco superlotada”, lamentou uma correntista que mora no Bairro Amapá.            

Por Eleuterio Gomes – de Marabá