Agenda Pública debate desenvolvimento sustentável nos territórios mineradores

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Programação, que fez parte do encerramento da EXPOSIBRAM Amazônia, mostrou a necessidade da mineração incentivar atividades econômicas baseadas em outras cadeias produtivas

De que forma um empreendimento mineral pode gerar desenvolvimento sustentável nas comunidades onde atua? Como deve ser a interação do poder público, empresas e sociedade? E que legado ficará para comunidade no final do ciclo? Esses foram alguns questionamentos que instigaram os participantes do minicurso “Diálogos para o desenvolvimento: experiências e modelos para o desenvolvimento de territórios com mineração”, ministrado nesta quinta-feira (20), último dia da EXPOSIBRAM Amazônia 2014 pelos diretores da OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Agenda Pública, Bruno Gomes e Sérgio Andrade, e pela facilitadora e psicóloga, Ligia Pimenta. 

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Mais do que falar das contribuições, relatando experiências de sucesso, o minicurso veio com a proposta de provocar a curiosidade das pessoas e dos atores do Pará que participaram da EXPOSIBRAM para outros aspectos que parecem mais importantes e que tem o intuito de fazer da mineração um fator de desenvolvimento sustentável em qualquer território, especificamente no Pará que é local com potencial minerador gigantesco. “O minicurso trouxe alguns conceitos e noções, mas também experiências e novas abordagens de como tratar a mineração e pensar de que forma os empreendimentos de mineração podem apoiar e promover o desenvolvimento territorial na questão social, econômica, ambiental e também política, em especial no desenvolvimento de políticas públicas. Essas quatro dimensões são essenciais”, pontuou o sociólogo e diretor da Agenda Pública, Bruno Gomes.

O especialista ressaltou que apesar da mineração não ser uma atividade sustentável todo o tempo, pelo fato de ter reservas limitadas, ela pode promover sustentabilidade e criar condições para implantação de atividades, com crescimento econômico baseado em outras cadeias produtivas, com maior participação da sociedade civil e com politicas e serviços públicos de maior qualidade para a população. “A mineração pode proporcionar isso com o cuidado sempre de que essas ações possam ser apropriadas pelas pessoas que vivem naquele território. Acredito que esse é o fator de sustentabilidade principal”, avaliou.

Cláudia Salles, gerente de Assuntos Ambientais do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração) acredita que o minicurso na EXPOSIBRAM deu a oportunidade de construir diálogos, colocando numa mesma discussão pessoas que representam o setor da mineração, poder público e sociedade civil para proporcionar a troca de experiências. “A ideia de conseguir construir um diálogo que ensina da temática de mineração é importante para que essa atividade seja um catalisador para o benefício das comunidades. A ideia é entender e construir coletivamente essa possibilidade. Essa temática de território é um assunto que o IBRAM vem tratando em diversos seminários, congressos. Também estamos fortalecendo a parceria com a sociedade civil e transmitindo a informação para os nossos associados da importância de ser transparente e de se construir o diálogo na comunidade onde a atividade mineral está inserida”, destacou.

Eder Rezende, engenheiro de Produção Mecânica da Secretaria de Obras de Parauapebas, participou do minicurso e disse que o encontro mostrou o quanto é importante que prefeituras e mineradoras estejam trabalhando em parceria para o desenvolvimento dos territórios. “É muito importante também que o poder público municipal como um todo esteja envolvido no processo. Foi muito bom ter conferido alguns exemplos que eles implementaram em cidades mineradoras para trazer essa nova visão e gestão e promover formas de diálogos com a população. Com certeza, a nossa visão se amplia e vamos buscar entender como a prefeitura pode atuar de forma institucional e mais eficaz nos programas assistenciais, de saúde e de infraestrutura”, comentou.

4 comentários em “Agenda Pública debate desenvolvimento sustentável nos territórios mineradores

  1. Eder Resende Responder

    Caro leitor Otimista,
    o programa apresentado pela Organização Agenda Pública ocorre há 4 anos em Barro Alto (GO), passou por mudança de governo, possui o apoio dos órgãos executivo e legislativo do município e é financiado pela ANGLO AMERICAN. O projeto possui indicadores claros desenvolvidos a 4 mãos com a comunidade local e a projeção é para 40 anos.
    Seja Realista com Visão e Ação. Não apenas Otimista!

  2. Analista político local ! Responder

    OSCiP artifício para desfio de recursos públicos de forma deslavada e descarada !

  3. Analista político local ! Responder

    As transferencia de recursos para OSCIP caracteriza o maior saco em fundo e desfio de recursos públicos e o resultado ninguém vê !
    Isto mais uma manobra de espertos encima de pobres agentes sociais s conhecimento do setor mineral e suas responsabilidade !
    Porque não propõe este debate nas cidades mineradoras de Minas Gerais !
    Porque aqui enganar a sociedade ainda uma gestão de ignorância funcional e uma grande oportunidade de ludibriar a população desinformada .
    Cuidado com estes oportunista !

  4. Otimista ! Responder

    Esta historia velha conhecida de nossa sociedade !
    Sao programas repetitivos sem consistencia pratica de mais um ciclo de catequeses e pior patrocinado pelo terceiro setor sem transparencia e objetividade

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