Voz ao leitor

Grande obra habitacional do governo Darci Lermen.

Moro no Bairro Nova Vida , mais precisamente no Loteamento Bambuí e cerca de 1 mês atrás, após várias reclamações na SEMOB, SEMURB e outras secretarias, nós moradores do loteamento assistimos à uma ação conjunta das mencionadas secretarias para desocupar um terreno invadido por sem-tetos, pertencente à Prefeitura, onde ficava um antigo lixão, às margens do Rio Parauapebas.

Segundo nos foi repassado pelo próprio gabinete do prefeito, a área se destina à construção de uma escola e uma praça, isso levando-se em consideração 3 fatores:

1- Trata-se de uma área de risco, pois como funcionava no local um lixão , o lugar deveria passar por uma grande obra de infra-estrutura e compactação para receber qualquer tipo de construção;

2- O local fica às margens do rio Parauapebas, próximo à captação de água que abastece a cidade;

3- A necessidade premente de atender a comunidade no que tange a construção de uma escola, já que o bairro , na verdade, a área em questão é muito habitada e não possui nenhuma escola próxima para atender as crianças que tem que se deslocar por vários quilômetros até chegar em uma mais perto.

Acontece que há duas semanas aconteceu uma nova invasão, no mesmo lugar.

Dessa vez a invasão foi “legalizada” e amparada pela Secretaria de Habitação que orientou os invasores a permanecerem no local por um período de três anos até que fossem incluídos no programa do governo “Minha casa, minha vida”.????????

Segundo o presidente da Associação dos Sem-Teto do Nova Vida, senhor Francisco, são cerca de 308 famílias cadastradas e que estão prontas para se apoderarem do seu lote no terreno e ainda estão recebendo novos cadastros.

O local está fervilhando de pessoas num ir e vir frenético de carroças trazendo materiais de construção . As casas estão estão sendo feitas de modo aleatório, sem orientação para ruas, fossas,banheiros, uma verdadeira bagunça.

O mais incrível é que na invasão passada os casebres levantados eram feitos de pedaços de árvores , cobertos de folhas, plásticos, restos de construções, ou seja , casas sem nenhuma condição de habitação.

Hoje, percebe-se que a coisa está mais organizada, casas de até três compartimentos, madeiras novas, carros e mais carros trazendo material de construção para o local.

É caminhão com areia,ferro, pedras. Incrível para os padrões de sem-tetos. Aonde eles arranjaram dinheiro para construir desse jeito? Ou será que acharam algum patrocinador? Será?

Querem separar o Pará em três estados federados, Concordo! Mas as práticas do antigo Pará parecem muito vivas aqui . Os nossos políticos , aprenderam muito bem a lição dada pelo famigerado Jáder Barbalho.

Cerca de 15 anos ou mais, o ilustre governador do Estado do Pará , autorizou a invasão de 4 conjunto habitacionais em Ananindeua, cidade adjacente à Belém e que estavam apenas com a definição dos lotes, a água e o esgoto prontos.

Tratava-se dos Conjuntos Pará, Amapá, Amazonas e Roraima, mais conhecido hoje em dia como o PAAR, a maior invasão da América Latina em todos os tempos.

Resultado: Até hoje, o curral eleitoral do Jáder é Ananindeua, sendo que seu filhinho querido Elder Barbalho é o prefeito reeleito da cidade e nunca mais perderam uma única sequer eleição.

Hum,Hum!!! Lição de casa bem feita!

Rosita Naym
Parauapebas-PA