Sudeste do Pará Ganha espaço histórico na futura direção do Sinjor-PA

Jornalista Carlos Magno, de Canaã, integra chapa única para o triênio 2026–2029

O jornalismo do sudeste do Pará caminha para ampliar sua representação na direção do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA). O jornalista Carlos Magno de Oliveira, de Canaã dos Carajás, integra, como Secretário de Interior, a única chapa inscrita para disputar a direção da entidade no triênio 2026–2029.

A chapa é encabeçada pela jornalista Simone Romero, atual vice-presidente do Sindicato e profissional de longa trajetória no jornalismo paraense. No pleito anterior, realizado em 2023, Romero foi eleita na chapa liderada por Vito Gemaque.

Segundo o calendário divulgado pelo Sinjor-PA, a eleição para a nova direção está marcada para 5 de novembro.

A presença de Carlos Magno na chapa coloca o sudeste paraense em posição de destaque no processo eleitoral do sindicato e cria a expectativa de maior aproximação com os profissionais que atuam fora da Região Metropolitana de Belém, especialmente nos municípios do sul e sudeste do estado.

DE CANAÃ DOS CARAJÁS PARA GRANDES COBERTURAS

A indicação para a Secretaria de Interior ocorre após uma trajetória construída, em grande parte, longe dos grandes centros de comunicação.

Radicado em Canaã desde 2002, Magno é apontado, em registros publicados sobre sua trajetória, como o primeiro jornalista a atuar profissionalmente no município, acompanhando de perto o crescimento de uma cidade que se transformaria em um dos principais polos econômicos e minerais do Brasil.

Ali, participou diretamente da história da comunicação local: atuou na implantação dos primeiros canais de televisão do município, trabalhou na comunicação institucional da prefeitura e exerceu, ao longo dos anos, funções como assessor de comunicação, chefe de gabinete e ouvidor público.

Mas foi também fora das fronteiras do sudeste paraense que o jornalista construiu parte significativa de sua trajetória.

Carlos Magno participou da cobertura da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em 2007, e esteve na cobertura da visita do então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2011. Registros da época documentam sua presença nessas duas coberturas.

No esporte, acompanhou jogos e atividades da Seleção Brasileira, tendo sido credenciado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante a preparação para a Copa do Mundo de 2014. Publicações daquele período registram sua participação em diferentes coberturas envolvendo a Seleção.

Recentemente, ampliou sua atuação em grandes encontros internacionais, com coberturas da Cúpula do G20, da Cúpula do BRICS, da Cúpula do Clima de Belém e da 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30). Sua trajetória inclui ainda credenciamentos em instituições nacionais e internacionais.

É uma trajetória que parte do interior da Amazônia e chega a acontecimentos acompanhados pela imprensa mundial — experiência que ele pretende colocar a serviço dos jornalistas que trabalham longe da capital paraense.

PRÊMIO VLADIMIR HERZOG MARCA OUTRO CAPÍTULO DA TRAJETÓRIA

Em junho de 2026, outro acontecimento ganhou significado especial na trajetória profissional de Carlos Magno: a participação no 48º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, uma das mais tradicionais e respeitadas premiações do jornalismo brasileiro.

Ele inscreveu, na categoria Produção Jornalística em Texto, reportagem sobre a história do agricultor e ambientalista Benedito dos Santos Aguiar, o Seu Bené, morador da Gleba Joana Peres, no município de Portel, no Pará. O texto retrata a trajetória de um homem da Amazônia que, durante décadas, dedicou-se à preservação de uma extensa área de floresta nativa, abordando também questões ambientais, fundiárias e sociais da região.

A participação ganha significado especial por se tratar de uma produção jornalística originada no interior do Pará, distante das grandes redações e dos principais centros de comunicação do país.

O Prêmio Vladimir Herzog reconhece trabalhos jornalísticos relacionados à defesa da democracia, da cidadania, da justiça e dos direitos humanos e preserva a memória do jornalista morto em 1975 durante a ditadura. Ao longo de sua história, a premiação reuniu trabalhos de algumas das principais redações e profissionais do jornalismo brasileiro, tornando-se referência nacional no reconhecimento de produções relacionadas aos direitos humanos.

Para um jornalista cuja carreira foi construída majoritariamente no interior da Amazônia, participar da 48ª edição representa um marco profissional e ajuda a projetar nacionalmente o jornalismo produzido no sudeste paraense..

A sessão pública de julgamento e divulgação dos vencedores acontecerá no dia 30 de setembro, às 14h, com transmissão ao vivo. Já a solenidade oficial de premiação será realizada em 20 de outubro, às 19h30, no Tucarena, em São Paulo.

Independentemente do resultado da edição, a participação coloca uma reportagem produzida por um jornalista radicado em Canaã dos Carajás no universo de uma das premiações mais tradicionais do jornalismo brasileiro, projetando também histórias e personagens da Amazônia.

O INTERIOR COMO PRIORIDADE

Ao comentar sua participação no Sinjor-PA, Carlos Magno afirma que uma de suas prioridades, caso a chapa seja eleita, será aproximar ainda mais o sindicato dos profissionais que trabalham nos municípios do interior, dedicando atenção especial às regiões sul e sudeste.

Entre as propostas estão a realização de visitas às diferentes regiões do estado, o incentivo à sindicalização, a orientação dos profissionais sobre a regularização de sua documentação e o fortalecimento da representação institucional da categoria.

“É uma honra participar desse processo de renovação da direção do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará. Quero colocar minha experiência à disposição dos colegas, principalmente daqueles que trabalham no interior e muitas vezes estão distantes das entidades representativas da nossa profissão”, disse.

A proposta inclui ainda buscar aproximação com novos profissionais que estão chegando ao mercado de trabalho e com jornalistas formados pelas instituições de ensino da região. “Precisamos estar presentes nos municípios, conversar com os colegas e mostrar a importância da organização da categoria. Quero viajar pelo interior do Pará, ouvir os jornalistas, conhecer suas dificuldades e ajudar a aproximá-los do sindicato”, resume.

UM SINJOR MAIS PRESENTE NO INTERIOR

A interiorização ganha relevância diante das próprias características geográficas do Pará. Em documento sobre os profissionais atingidos pela covid-19, o sindicato já registrou a dificuldade de levantar informações no gigantesco território paraense e apontou a existência, no interior, de profissionais atuando em pequenos veículos sem sindicalização ou mesmo sem registro profissional.

Para Carlos Magno, esse cenário demonstra a necessidade de presença sindical permanente além da capital.

A atuação do Sinjor-PA, porém, não se limita à organização administrativa da categoria. Ao longo de sua história, a entidade tem participado de negociações trabalhistas e de ações relacionadas às condições de trabalho, remuneração e à defesa da liberdade de imprensa.

Em agosto de 2026, por exemplo, uma Assembleia Geral da categoria aprovou uma nova Convenção Coletiva de Trabalho, com reajuste salarial e aumento dos pisos. A entidade também mantém atuação pública em casos envolvendo ameaças, agressões e restrições ao trabalho de jornalistas.

O próprio Carlos Magno já recebeu tal apoio institucional. Em abril de 2026, o Sinjor-PA publicou nota de solidariedade ao jornalista diante de ameaças denunciadas em Canaã e informou ter articulado medidas para a proteção do profissional.

Essa atuação demonstra, na prática, a importância de uma entidade sindical organizada e presente na defesa dos jornalistas.

“O SINJOR É FORTE COM SEUS FILIADOS”

Magno defende que a expansão da presença sindical no interior deve ocorrer por meio da união e da participação dos próprios jornalistas.

“O Sinjor se fortalece com seus filiados, e os jornalistas também se tornam mais fortes quando têm uma entidade atuante ao seu lado,” explicou. “Precisamos ampliar essa união e fazer com que o profissional que está em Canaã dos Carajás, Marabá, Parauapebas, Redenção, Tucuruí ou em qualquer outro município saiba que faz parte de uma categoria organizada em todo o Pará”.

Para ele, ocupar a Secretaria de Interior representará, sobretudo, uma missão de aproximação: “Quero percorrer as regiões do Pará, conversar com os colegas, incentivar a regularização profissional, a sindicalização e fazer essa ponte entre o jornalista do interior e o Sinjor. O sindicato precisa estar cada vez mais próximo de quem está na ponta fazendo jornalismo todos os dias”.

CHAPA ÚNICA PARA O TRIÊNIO 2026–2029

A chapa liderada por Simone Romero reúne profissionais de diferentes áreas e experiências do jornalismo paraense.

Na Diretoria Executiva, Simone Romero concorre à Presidência; Lucas Contente, à Vice-Presidência; Carol Pombo, à Secretaria-Geral; Byanka Arruda, à 1ª Tesouraria; Jaime Ferreira, à 2ª Tesouraria; Taymã Carneiro, à Secretaria de Mobilização e Formação Sindical; Adnaldo Siqueira, à Secretaria de Sindicalização, Registro e Fiscalização do Exercício Profissional; e Carlos Magno, à Secretaria de Interior.

Como suplentes estão Max Costa, Anderson Araújo e Geisianne Dias.

Para a representação junto ao Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), a chapa apresenta Enize Vidigal como delegada titular e Silvia Giese como suplente.

A Comissão de Ética é formada por Avelina Castro, Adison Ferreira, Brenda Taketa, Edyr Falcão e Marlu Almeida. Para o Conselho Fiscal estão Rose Gomes, Ticiane Rodrigues, Aguinaldo Ferreira, Elias Serejo e Sara Portal. A DRTAP reúne Júlio César Antunes, Meiry Rejane e Cristiane Sales.

UMA PONTE ENTRE O SINJOR E O SUDESTE PARAENSE

A participação de um profissional radicado em Canaã dos Carajás na chapa que disputa a Diretoria Executiva amplia a representação regional e, caso seja eleita, poderá estabelecer uma ponte mais direta entre o Sinjor-PA e os jornalistas do sudeste paraense.

Para Carlos Magno, o desafio será transformar essa representação em presença efetiva nos municípios.

Depois de uma carreira que o levou de Canaã a coberturas envolvendo presidentes, papas, chefes de Estado, grandes cúpulas internacionais e a Seleção Brasileira — e, agora, à participação em uma das mais tradicionais premiações do jornalismo nacional — Magno assume um novo desafio: contribuir para levar ao centro da representação sindical as demandas dos profissionais que fazem jornalismo diariamente no interior do Pará.

Filiado ao Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (SINJOR-PA), à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e à Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), ele resume o espírito que pretende imprimir à Secretaria de Interior, caso a chapa seja eleita: “Um Sinjor forte precisa de jornalistas unidos. E jornalistas fortes precisam de um sindicato presente, atuante e cada vez mais próximo do interior”.

PRÓXIMAS ETAPAS DO PROCESSO ELEITORAL

Com o encerramento do prazo para inscrição das chapas, o processo eleitoral do SINJOR-PA entra agora em suas próximas etapas.

A Comissão Eleitoral analisará a documentação apresentada e deliberará sobre a homologação da chapa única inscrita para concorrer à direção da entidade no triênio 2026–2029. A votação está marcada para o dia 5 de novembro, quando os associados do Sinjor-PA decidirão, por meio do voto, sobre a eleição da chapa única para conduzir a entidade no próximo triênio.

Cumprida essa etapa, os associados aptos a participar do processo eleitoral serão chamados às urnas.

A votação está marcada para o dia 5 de novembro de 2026, quando os associados do SINJOR-PA decidirão, por meio do voto, sobre a eleição da chapa única para conduzir o Sindicato no próximo triênio.

Somente após o cumprimento dessas etapas e a proclamação do resultado estará concluído o processo de escolha da nova direção do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará para o período 2026–2029.

Uma resposta

  1. Parabéns Meu amigo Carlos Magno, essa sua iniciativa de juntar o interior aos grandes centros, e trazer a responsabilidade para si em unir a classe, me deixa a vontade de te dizer, Obrigado amigo por estar sempre pensando na nossa união.
    Que Deus abençõe este mandato…Felicidades Mano…

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