Santa Maria das Barreiras: Adepará realiza cadastramento e atualiza estudo sobre suínos

A ação visa atualizar o cadastro de suínos para o inquérito soroepidemiológico da Região III do Plano Estratégico Brasil livre de Peste Suína Clássica. O Pará pertence à zona não livre de Peste Suína Clássica (PSC) e está em processo de erradicação da doença desde o ano de 2016
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A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) realiza, no município de Santa Maria das Barreiras, no sul do Pará, uma ação para cadastramento e atualização de cadastros de suínos para o inquérito soroepidemiológico da Região III do Plano Estratégico Brasil livre de Peste Suína Clássica. A ação segue até o dia 6 de setembro.

Durante esse período, a Adepará irá coletar amostras sorológicas em propriedades rurais de outros cinco municípios próximos a Santa Maria das Barreiras e enviá-las para o Laboratório Federal De Defesa Agropecuária de Minas Gerais. A Região III compreende uma parte do Pará constituída pelas mesorregiões do Baixo Amazonas, Sudoeste e Sudeste, exceto a microrregião de Paragominas.

Segundo a Fiscal Estadual Agropecuária da Adepará (FEA), Renata Pereira, o estudo visa suprir a deficiência de informações e ações de vigilância, aprimorar a caracterização do sistema produtivo de suínos e da condição epidemiológica da Peste Suína Clássica (PSC). Em busca da erradicação da doença, o Pará e outros estados pertencentes à zona não livre de Peste Suína Clássica estão em processo de erradicação da doença desde o ano de 2016.

Por isso, destaca a Agência, o cadastramento e estudo no Pará deverão servir de orientação ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) e corpo técnico do órgão, que devem promover ações de atendimento às notificações, colheita de amostra, envio de material, controle de trânsito e o cadastramento de suínos, que já se iniciou.

Nesse processo, observa a Adepará, o produtor também desenvolve um papel imprescindível para a erradicação da doença, mantendo o cadastro do estabelecimento de criação atualizado junto à Agência, comunicando qualquer suspeita da doença e não alimentando os animais com restos de comida, exceto quando submetido a tratamento térmico que assegure a inativação do vírus da Peste Suína Clássica.

Doença: Segundo a Adepará, a Peste Suína Clássica é altamente contagiosa e mortal para o animal, mas não infecta seres humanos. A contaminação normalmente ocorre por via oronasal.

Fatores como a elevada densidade populacional, assim como a presença de porcos silvestres em determinadas regiões ou mesmo criações de subsistência sem os devidos cuidados sanitários, favorecem a propagação da doença. Os sintomas são depressão, febre alta, conjuntivite e hemorragias. A enfermidade também se manifestar com manchas na pele e em alguns órgãos.

Em caso de suspeita da doença, o produtor deve notificar imediatamente a Adepará, comparecendo ao escritório da Agência onde a propriedade está localizada. Dúvidas sobre o Programa Estadual de Sanidade Suídea (PESS) podem ser esclarecidas pelos telefones (91) 3210-1118 ou (91) 99392-4250.

Tina DeBord – com informações da Adepará