Preço do feijão dispara no Pará e pressiona ainda mais o custo da alimentação

Alta superior a 18% impacta a cesta básica e pesa no bolso das famílias paraenses

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O preço do feijão registrou forte alta no Pará e passou a ser um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da alimentação no estado. Dados do Dieese/PA apontam que o produto teve uma elevação significativa em fevereiro de 2026, influenciando diretamente o valor da cesta básica.

Em Belém, o custo médio da cesta chegou a R$ 674,12 no período, mantendo a tendência de alta observada nos últimos meses. Mesmo com variações mais moderadas em outros itens, o cenário segue preocupante, principalmente para famílias de baixa renda.

Feijão lidera aumento entre alimentos

Entre os produtos essenciais, o feijão apresentou a maior alta no mês. O quilo passou de R$ 5,69 em janeiro para R$ 6,75 em fevereiro.

Isso representa um aumento de 18,63% no período. No acumulado do ano, a alta já ultrapassa 22%, enquanto em 12 meses o avanço passa de 17%, acima da inflação.

Motivos para a alta

De acordo com o Dieese, a elevação do preço está ligada a fatores como queda na produção em algumas regiões, problemas climáticos e redução dos estoques disponíveis.

Além disso, os custos de produção e transporte também tiveram impacto direto no valor final repassado ao consumidor.

Peso no orçamento das famílias

O aumento do feijão afeta diretamente o orçamento, já que o alimento é um dos principais da dieta básica da população.

Atualmente, o trabalhador precisa comprometer uma parte significativa da renda para manter a alimentação, o que evidencia a perda do poder de compra.

Cenário ainda instável

A tendência é de que os preços continuem oscilando nas próximas semanas. Fatores como combustível e logística ainda podem influenciar novos reajustes.

Com isso, o feijão segue como um dos principais vilões da inflação dos alimentos no estado.

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