O preço do feijão registrou forte alta no Pará e passou a ser um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da alimentação no estado. Dados do Dieese/PA apontam que o produto teve uma elevação significativa em fevereiro de 2026, influenciando diretamente o valor da cesta básica.
Em Belém, o custo médio da cesta chegou a R$ 674,12 no período, mantendo a tendência de alta observada nos últimos meses. Mesmo com variações mais moderadas em outros itens, o cenário segue preocupante, principalmente para famílias de baixa renda.
Feijão lidera aumento entre alimentos
Entre os produtos essenciais, o feijão apresentou a maior alta no mês. O quilo passou de R$ 5,69 em janeiro para R$ 6,75 em fevereiro.
Isso representa um aumento de 18,63% no período. No acumulado do ano, a alta já ultrapassa 22%, enquanto em 12 meses o avanço passa de 17%, acima da inflação.
Motivos para a alta
De acordo com o Dieese, a elevação do preço está ligada a fatores como queda na produção em algumas regiões, problemas climáticos e redução dos estoques disponíveis.
Além disso, os custos de produção e transporte também tiveram impacto direto no valor final repassado ao consumidor.
Peso no orçamento das famílias
O aumento do feijão afeta diretamente o orçamento, já que o alimento é um dos principais da dieta básica da população.
Atualmente, o trabalhador precisa comprometer uma parte significativa da renda para manter a alimentação, o que evidencia a perda do poder de compra.
Cenário ainda instável
A tendência é de que os preços continuem oscilando nas próximas semanas. Fatores como combustível e logística ainda podem influenciar novos reajustes.
Com isso, o feijão segue como um dos principais vilões da inflação dos alimentos no estado.

