No último domingo, 25/6, cerca de 25 pessoas, que se identificaram como ligadas à Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf) tentaram, novamente, invadir a Fazenda Montanha pertencente à Vale, em Parauapebas, construindo no local um barracão com madeiras cortadas do interior da própria área. A fazenda fica próxima ao viaduto que corta a PA-275, na entrada da cidade.
Houve imediata atuação por parte da equipe de segurança da empresa, que conseguiu impedir a continuidade da invasão do imóvel, sem qualquer incidente.
Em nota, a Vale reforçou que invasão de imóveis é crime. A empresa já adotou as medidas judiciais cabíveis para responsabilização dos líderes e demais invasores. A Polícia Militar foi acionada e foi registrado Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil do município.
Esta é a segunda tentativa de invadir a Fazenda Montanha e ações como essas têm preocupado a empresa e os proprietários rurais da região, pois é notório que existe um esquema de agenciamentos de invasões que vem dando lucro para poucos, e que deve ser investigado pelas autoridades. Investidos de lideranças, eles organizam invasões anunciando que as terras invadidas seriam devolutas ou não estariam com a documentação correta junto aos órgãos fiscalizadores e que estariam aptas à Reforma Agrária, mas cobram e recebem valores para cadastrar os “futuros assentados”, caracterizando o crime.
Um pedacinho de terra para plantar é, sem dúvida, o sonho de muitos, todavia, não é pagando à pessoas inescrupulosas uma taxa para se cadastrar que esse sonho se tornará realidade. Existe uma forma correta de se cadastrar para receber um terreno da Reforma Agrária e não há a necessidade de pagar para se cadastrar.




