Marabá: Mais uma morte acontece no cruzamento da Transamazônica com a Folha 33

Motociclista sem habilitação pilotando em alta velocidade atingiu uma mulher no acostamento. De outra parte, retirada de viaduto do projeto de duplicação da via já causou mais de 30 mortes no local

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O motociclista Mateus da Silva Matos, que não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH), portanto não deveria estar dirigindo veículo automotor algum, atropelou e matou, na manhã desta sexta-feira (20), Carla Brito de Sousa. A tragédia aconteceu no perímetro urbano da Rodovia Transamazônica, em Marabá, no cruzamento da Folha 33 já conhecido pelo desafortunado título de “cruzamento da morte”.

A vítima, embora estivesse tentando atravessar uma das pistas fora da faixa de pedestres, estava no acostamento, justamente por onde passou Mateus muito acelerado. Carla que retornava de uma academia de ginástica, não sobreviveu à pancada. Morreu no local. 

Mateus Matos e a mulher dele, que seguia para o trabalho na garupa da moto, saíram do acidente com várias escoriações, foram atendidos pelo Samu do (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e removidos ao Hospital Municipal.

Cadê o viaduto?

Por ocasião das obras de duplicação do trecho de 5,9 km da rodovia, em 2011, do projeto constava um viaduto no cruzamento da Folha 33, trecho de intensa movimentação de veículos. Mas não se sabe por qual motivo, o equipamento foi suprimido, sem a menor explicação.

O fato causou estranheza e revolta dos moradores da Folha 33, que parece terem previsto o que aconteceria sem o viaduto. Comentários não faltaram na época para a retirada do viaduto do projeto: uns diziam que os donos de um centro comercial que seria construído na área fizeram pressão para que não tivesse ali um viaduto, pois, supostamente prejudicaria o acesso ao empreendimento.

Outros comentavam que quem fez a pressão foi o dono de um comércio de combustíveis, localizado no cruzamento oposto, na Folha 32, já que o viaduto, também supostamente, acabaria com o negócio dele. O certo é que nada foi feito para reverter a situação.   

O resultado disso vem se repetindo de forma trágica ano a ano. Desde que a obra foi entregue – mas nunca inaugurada oficialmente -, já são mais de 30 mortes, de pedestres e de condutores. Hoje foi Carla. Amanhã, quem será?

Eleutério Gomes – de Marabá     

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