MÃE DESESPERADA ACORRENTA FILHA

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Depois de buscar ajuda em vários órgãos do município, e não encontrar apoio para internar sua filha de iniciais A.S.F., de 11 anos de idade, usuária de drogas, a dona de casa Lúcia Lopes Feitosa, residente na Rua Paulo Afonso, 113, bairro da Paz, tomou medida drástica: para evitar que sua filha saísse de casa em má companhia, ela comprou dois cadeados e um metro de corrente e amarrou a menina no espelho da cama.

Lúcia Lopes contou que, na quinta-feira (27), sua filha saiu de casa; e não retornou para dormir. Então, no dia seguinte, ela procurou a delegacia para comunicar o desaparecimento da filha: e nem a ocorrência quiseram registrar. No domingo (30), ela tomou conhecimento que A.S.F, havia sido vista em um banho na Vila Palmares II. Momento em que se dirigiu até o local e conduziu a menina para casa e, sem apoio algum, para evitar que algo de pior venha a acontecer com sua filha, a mãe de família acorrentou A.S.F. em casa.

Em seguida, procurou a imprensa para denunciar o descaso por parte dos órgãos que deveriam ajudá-la. Ainda segundo a Lúcia Lopes, seu desespero foi maior ao ver que cruzaram os braços dizendo que nada podiam fazer pela sua filha.

“Procurei a Delegacia, Conselho Tutelar, Ação Social, Promotoria e Defensoria Pública; e a resposta que tive foi que eles não podiam fazer nada, a não ser que ela tivesse matado ou roubado. Minha filha não é delinqüente. Não quero que ela seja levada para uma FEBEM, e sim que seja internada numa clínica de desintoxicação”. Minha filha não quer parar em casa, só quer viver nas ruas em má companhia. Eu fui a vários lugares e não encontrei apoio. Então, só iriam ajudar se ela fosse ladra ou assassina? Acho que não é bem assim. Penso que as coisas tinham que ser resolvidas agora. Essa é a hora de ajudar. Eu quero que alguém se manifeste, pois, vou continuar com ela amarrada até aparecer ajuda”, disse a mãe.

A mãe da menina disse que sua criança vinha recebendo acompanhamento de uma psicóloga, mas que de nada vinha adiantando. Lúcia Lopes almeja encontrar um lugar para internar sua filha que não seja como a FEBEM. Ela disse ainda que em Altamira do Xingú existe um internato, mas ela não tem condições pagar, pois, custa R$ 600,00 a mensalidade.Procurado pela reportagem, o conselheiro tutelar Feliciano Veras disse ter informado para a mãe da criança que a mesma iria ser encaminhada ao Centro de Referência Especial de Assistência Social (CREAS), onde deveria receber atendimento e, logo em seguida, ele iria requisitar uma vaga no Projeto Pipa para que A.S.F. pudesse ter acompanhamento e participar dos programas existentes lá.

Ele afirmou que a mãe da menina teria lhe dito que ela estava sendo acompanhada pelo CREAS e já havia sido encaminhada para o Projeto Pipa. Feliciano disse ainda que informou à Lúcia Lopes que iria requisitar um relatório ao órgão para que o caso fosse analisado e comunicar o Condicap e para Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), que, segundo ele, são os órgãos responsáveis para solicitar internação para jovens usuários de drogas.

Ronaldo Modesto e Caetano Silva
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