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São Félix do Xingu

Kayapó ocupam a Prefeitura de São Félix exigindo recuperação de vicinais

A ocupação durou cerca de quatro horas. A prefeitura disse que está disposta a colaborar no que for possível, mas precisa que a Funai também faça sua parte, viabilizando recursos

Na manhã desta terça-feira (31), logo no início do expediente, dezenas de indígenas da etnia Kayapó, muitos deles com pinturas de guerra e armados de flechas e facões, ocuparam o prédio sede da Prefeitura São Félix do Xingu, no sul do Estado e expulsaram os servidores. Nada satisfeitos, eles exigem que a Administração Municipal recupere imediatamente cerca de 80 km de vicinais, as quais estão sem condições de tráfego, dificultando o escoamento da produção e, sobretudo, o transporte de idosos e doentes.

Pelo WhatsApp, uma servidora contou que todos ficaram muito nervosos na hora em que  a prefeitura foi totalmente tomada: “Eles mandaram todo mundo ir embora e disseram que agora  eles é que mandavam em tudo. Uma colega minha até desmaiou”, narrou ela.

Entretanto, tudo não passou de cara feia mesmo. Com a chegada do secretariado municipal, os caciques se reuniram e ouviram, da secretária de Governo, Jaqueline Silva, que a prefeitura estava disposta a colaborar, mas precisava da parceria da Funai, pois, para recuperar tantas vicinais, o gasto é muito alto.

Ela justificou ainda que a prefeitura dispõe de poucos equipamentos e hoje todos estão sendo empregados em obras na Zona Urbana e na Zona Rural. Os indígenas, então, concordaram em desocupar o prédio e disseram que iriam, imediatamente, procurar a Gerência Regional da Funai, no sul do Estado, para falar a respeito dos recursos necessários para a recuperação das vicinais. O órgão, segundo Jaqueline, já foi contatado duas vezes, mas não deu resposta.

A prefeita Minervina Barros Silva reiterou as palavras da secretaria e disse que todos estão dispostos a ajudar, mas que a Funai também deve fazer a sua parte. Segundo ela, no dia 15 de agosto próximo, as máquinas começam o trabalho nas vicinais.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá

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