A Holanda anunciou nesta segunda-feira (26), um dia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que investirá até US$ 500 milhões no Mecanismo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), iniciativa voltada ao financiamento da conservação de florestas tropicais. Com o anúncio, o total de contribuições públicas prometidas ao mecanismo chega a US$ 7,8 bilhões.
O aporte holandês se soma aos compromissos de países como Brasil, Indonésia, Noruega, Alemanha, França, Luxemburgo e Reino Unido. A participação de novos governos é considerada fundamental para ampliar os recursos disponíveis e viabilizar a implementação do fundo, que busca criar incentivos financeiros de longo prazo para manter as florestas em pé.
O TFFF pretende tornar a conservação florestal uma alternativa economicamente mais vantajosa do que o desmatamento, remunerando países que preservam suas florestas tropicais. A iniciativa reúne governos, investidores, instituições internacionais, povos indígenas e comunidades locais, com a proposta de direcionar recursos à proteção desses ecossistemas.
O anúncio ocorreu durante a COP17 da Biodiversidade, na Armênia. Segundo o WWF, em 2025 o mundo perdeu 4,3 milhões de hectares de florestas tropicais, área equivalente, aproximadamente, à extensão territorial da Holanda.
Em comunicado, o WWF celebrou o investimento holandês e afirmou que a contribuição fortalece a coalizão internacional em torno do TFFF. Para a organização, o aporte também pode ajudar a atrair novos investimentos públicos e privados para o mecanismo.
O diretor-executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic, destacou a importância do financiamento para o país, especialmente pela função da Amazônia na regulação do clima, na conservação da biodiversidade e nos ciclos da água. “O TFFF pode ajudar a mudar a lógica econômica que ainda favorece a destruição florestal, reconhecendo o valor de manter as florestas em pé e criando condições para que os países e as populações que as protegem sejam beneficiados. O compromisso da Holanda é um passo importante, mas precisamos que mais países e investidores se juntem a essa iniciativa para torná-la uma solução duradoura, à altura do desafio ambiental que enfrentamos”, comemorou.
((o) eco)