HACKER DE PARAUAPEBAS É PRESO EM SÃO LUIZ

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Na madrugada de ontem, policiais da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam Nelson Silva Oliveira Filho, de 22 anos, acusado de participar de um esquema que desvia dinheiro de contas bancárias. Ele foi preso por volta de 1h da manhã, em uma mansão na estrada do Parque Vitória -São Luiz – MA, juntamente com três amigos, todos de Parauapebas.

A Deic, no entanto, está investigando se os amigos de Nelson estão mesmo envolvidos no esquema, uma vez que o acusado confessou em depoimento o crime e afirmou ser o responsável pelos desvios que chegavam ao valor mensal de R$100 mil.

Material apreendido com o hacker de Parauapebas
De acordo com o delegado da Deic, Paulo Aguiar, a prisão foi realizada após uma denúncia que dava conta do esquema e do endereço onde tudo acontecia. Durante a madrugada os policiais seguiram para o referido endereço e quando chegaram ao local, apreenderam três notebooks, quatro computadores, três modems para internet, duas impressoras multifuncionais, 13 cartões de crédito e um veículo Volkswagen Bora, avaliado em R$ 64 mil.

A mansão havia sido alugada por Nelson, e lá a polícia encontrou também um estúdio onde o acusado realizava as transações bancárias. Ele possuía um programa chamado “Trojan”- Cavalo de Tróia, instalado no computador, que tinha a finalidade de enviar e-mails falsos para roubar a senha e os dados cadastrais de correntistas de vários bancos que faziam movimentações pela internet. Quando as mensagens eram abertas, permitiam a instalação de códigos maliciosos nos computadores. Quando a vítima acessava seu banco pela internet, senhas e informações sigilosas eram copiadas.

Segundo Paulo Aguiar, de posse da senha bancária, Nelson conseguia fazer compras em diversos sites, realizar transferências, saques e pagamentos fraudulentos utilizando as contas bancárias pela internet, sem o conhecimento das vítimas. Nelson ainda cobrava metade do valor das faturas para poder pagá-las. Ele deve ser indiciado pelos crimes de furto mediante fraude, ormação de quadrilha e violação de sigilo bancário.

Jully Camilo – São Luiz /MA
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