Governo eleva tarifas de importação de mais de 1.200 produtos, incluindo computadores, celulares e componentes eletrônicos

Decisão federal reajusta impostos para mais de mil itens, gerando debate entre a defesa da produção local e o risco de encarecer tecnologia e insumos essenciais.

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O governo federal anunciou nesta semana um aumento expressivo no Imposto de Importação que atinge 1.252 produtos, especialmente dos setores de tecnologia, máquinas e equipamentos, incluindo computadores, celulares, componentes eletrônicos e outros itens de informática.

A medida foi aprovada no início de fevereiro pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) e começa a valer em grande parte a partir de 1º de março de 2026. Parte das alterações, contudo, já está em vigor desde o começo do mês.

Novas alíquotas e justificativas

Com a mudança, o governo reajustou as tarifas para faixas que variam entre 7,2% e 25%, com níveis intermediários de 10%, 12,6%, 15% e 20% — dependendo do tipo de produto e da classificação fiscal.

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o objetivo é fortalecer a indústria nacional, que enfrenta forte concorrência de importações, e recompor alíquotas defasadas há anos. O governo também afirma que o ajuste contribuirá para o equilíbrio da balança comercial e para a proteção de empregos na produção local.

Ainda conforme o MDIC, o impacto dessa recomposição não deve ser tão sentido no preço ao consumidor, já que muitos dos produtos afetados — como celulares — já são fabricados majoritariamente dentro do Brasil.

Reações e críticas

Por outro lado, entidades como a Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP) avaliam que a medida pode aumentar custos para empresas que dependem de componentes importados, refletindo em preços mais altos de produtos e insumos industriais.

Representantes do setor apontam que parte dos itens impactados é formada por bens intermediários e componentes eletrônicos essenciais à produção, o que pode elevar o custo de fabricação e prejudicar a competitividade de empresas brasileiras em mercados externos.

Principais produtos afetados

Entre os itens que terão tarifas elevadas estão:

•Computadores e notebooks

•Telefones celulares (smartphones)

•Roteadores e servidores

•Equipamentos médicos

•Componentes eletrônicos variados

•Máquinas industriais

•Equipamentos agrícolas e de construção

Fonte: O Globo