Equipe de Marabá participa pela primeira vez de campeonato nacional de robótica

Além do desenvolvimento de um robô, Fúrias do Norte também criou projeto de inclusão de jovens surdos na robótica
Equipe de robótica Fúrias do Norte

Continua depois da publicidade

A equipe de robótica educacional Fúrias do Norte, do município de Marabá, participa pela primeira vez do maior torneio de robótica educacional do país, o Festival SESI de Educação. O evento ocorre em São Paulo, entre os dias 4 e 8 de março, na Bienal do Ibirapuera, e reúne estudantes de todo o Brasil em competições, exposições e atividades voltadas à inovação e tecnologia. 

A Fúrias do Norte, composta por alunos do Serviço Social da Indústria (SESI Marabá) compete na categoria FIRST Tech Challenge (FTC), voltada para robôs de porte médio que disputam provas de agilidade, precisão e programação. A modalidade reúne estudantes de 14 a 18 anos.

A estudante Maria da Silva, de 16 anos, conta que a experiência no festival tem sido marcante para toda a equipe. “Essa temporada foi muito desafiadora porque é a primeira vez que a nossa equipe participa da competição de FTC. Já alcançar o nacional logo no primeiro ano foi algo muito marcante e que exigiu muita persistência da equipe. Foi também uma temporada muito evolutiva, porque tivemos que aprender muitas coisas em pouco tempo. Comparado com equipes que já têm mais experiência, sermos novatos e já chegar ao nacional é algo muito impressionante”, destacou a aluna.

Projeto de inclusão

Além do desenvolvimento do robô, as equipes também realizam ações sociais que fazem parte da avaliação técnica da competição. Nesse contexto, a Fúrias do Norte desenvolveu o projeto “Criar”, que promove a inclusão de jovens surdos no universo da robótica.

A partir da formação dos integrantes da equipe em Libras, foi criado um time de robótica formado por oito adolescentes surdos, chamado LibrasBots. A iniciativa amplia o acesso à inovação e à tecnologia para esse público, que tradicionalmente têm menos oportunidades de participação em atividades desse tipo.

A técnica da equipe, Maiane Souza, explica como surgiu a iniciativa. “Percebemos a necessidade de levar a robótica para quem ainda não tinha acesso. Fizemos todo um processo de capacitação, com curso de Libras para a equipe e a criação de um glossário específico para traduzir os valores da FIRST em sinais. Foi algo novo para todos e uma grande conquista ver a evolução deles. Hoje, a equipe já montou o próprio robô e ele está funcionando perfeitamente. Nossa intenção é levar o time para a competição regional ainda este ano”, afirmou.

O estudante Werverton Sousa, de 16 anos, que atua como mentor da equipe LibrasBots, conta que o projeto tem ampliado o aprendizado dos participantes.“A participação no projeto foi incrível. Gostei e aprendi muito. Criamos um robô, aprendemos a montar, desenvolver projetos e ampliar nossos conhecimentos”, disse.

As competições seguem ao longo do final de semana. As finais ocorrem no domingo, quando serão definidas as equipes que representarão o Brasil nas etapas internacionais da competição.

Deixe seu comentário

Posts relacionados