Entrevista exclusiva com Marcelo Catalão

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Zé Dudu – Marcelo, você vem se mantendo em evidência na política local já faz um bom tempo.  Fez uma ótima campanha e liderou o ranking dos candidatos de Parauapebas nas últimas eleições. Chegou a hora de se candidatar a prefeito?

Marcelo Catalão –   Sim, resolvi entrar na vida pública motivado pela indignação de ver os modelos políticos que estão aí há anos, que trazem na campanha política uma esperança de renovação e acabam se transformando em grandes decepções. Falam de austeridade e geram corrupção, falam de renovação e praticam a mesmice, falam de planejamento e remendam tudo, falam em valorizar a nossa gente e trazem pessoas de fora para nos governar, falam de amor a Parauapebas e a abandonam. Essa indignação que me fez entrar na política em 2014 e me motiva a continuar. Fiz parte do processo de emancipação, sou praticamente filho de Parauapebas, constitui minha família aqui, amo esta cidade, não vou abandoná-la e chegou a hora de renovarmos e dar oportunidade ao Novo.

ZD – Estamos vendo as movimentações políticas, principalmente depois do segundo semestre, quando os principais candidatos buscam partidos para viabilizar politicamente uma  candidatura.  Você tem feito esse trabalho, tem buscado partidos aliados que viabilizem sua candidatura?

MC – Sim, já tivemos e continuamos tendo contatos com várias lideranças e com todos os partidos políticos que comungam do mesmo sentimento de renovação no sentido de conhecer os seus projetos e colocar também os nossos em discussão com o objetivo de criar uma frente ampla baseada na renovação.

ZD – Você tem pouca experiência administrativa, no âmbito municipal você tem em seu curriculum um período como Secretário municipal de Fazenda na gestão de Darci Lermen. O que você tem feito para adquirir maisxperiência e, principalmente, para transmitir ao eleitor que tem condições de ser prefeito de Parauapebas?

MC –  Sou um administrador oriundo de uma família empreendedora, com preocupação social, este é o meu perfil, comecei a trabalhar aos 9 anos de idade, levantando as três horas da manhã. No setor privado exigimos resultados, no público também não é diferente. Tenho andado bastante, escutado a população, presenciado de perto condições que beiram o caos. Participo de vários conselhos na cidade como meio ambiente, do emprego, da FLONA Carajás, alimentação, comunidade dentre outros. Sou presidente de uma entidade que representa o setor mais importante da economia, o agronegócio que já vem há anos segurando a economia brasileira.

ZD – Quais, em sua opinião, são os principais problemas do município e o que fazer para corrigi-los?

MC – Visitando e ouvindo as pessoas fica fácil perceber que os principais problemas que preocupam nossa gente são desemprego, saúde , educação, falta de saneamento básico e corrupção. Para corrigi-los é preciso um planejamento eficiente compatível com a realidade do nosso município, valorização do funcionalismo público e o combate a corrupção que vai evitar a evasão de recursos podendo este ser aplicado corretamente.

ZD – A queda na arrecadação, segundo o atual prefeito, tem provocado dificuldades administrativas ao município. Com a capacidade de investimento diminuindo, o que fazer para que saúde, educação, saneamento básico, obras de infraestrutura em geral continuem a receber recursos?

MC –  Acredito no que o Sr. Prefeito está dizendo, mas a arrecadação começou a diminuir no último ano. Onde foi aplicada a grande arrecadação dos últimos 12 anos? Parauapebas é conhecida nacionalmente pela sua renda. Se nos últimos 12 anos tivéssemos um planejamento, uma boa gestão, não teríamos os problemas de saúde, desemprego, ruas sem rede de esgoto e asfalto. Para corrigir os erros cometidos nos últimos 12 anos vamos precisar de competência, seriedade, dedicação e austeridade a frente do governo.

ZD – Nosso principal produto, o minério de ferro, está com preços muito aquém do desejado, e todos temos conhecimento que a mineração é finita. Caso você vença a eleição em 2016, o que pretende fazer para criar novas matrizes econômicas para o município?

MC – Como nós sabemos, caro Zé Dudu, controlar o preço do minério de ferro está fora da nossa governabilidade. Então temos que desenvolver uma política voltada ao incentivo de atrair industrias para o nosso Pólo Indutrial que foi criado erroneamente voltado para Mineração. Esse Pólo industrial tem que ser atrativo para indústrias independentes da mineração. Como fazer isso? Criar condições e oferecer infraestrutura para as mesmas. Outro viés é fomentar um Pólo de Conhecimento, buscando parcerias para ampliação, trazendo novos cursos para Universidade Federal (UFRA)que aqui temos. São muitos projetos. Preocupando com o meio ambiente podemos desenvolver o Turismo. Eu venho do agronegócio, Parauapebas já tem um estudo vocacional realizado pelo Ex Ministro de Planejamento Paulo Haddah o qual identificou as áreas dos Cederes por serem mais planas ideais para a fruticultura por exemplo, sem falar que hoje em dia a agricultura evoluiu muito e aplicando novas técnicas a terra podemos aumentar a produtividade preservando a mesma. Uma cidade com tamanha capacidade de produção rural aliada a implementação de técnicas agrícolas tem confortavelmente condições de suprir sua produção de hortifrúti por exemplo. Há supermercados em Parauapebas que compram rúcula, agrião, tomate, vagem e até farinha de fora. É muito viável a instalação de uma indústria para beneficiar a Mandioca, hoje a tapioca (subproduto da mandioca) é a queridinha dos nutricionistas. E por aí vai. Então temos muito o que desenvolver e por fazer em Parauapebas com um planejamento sustentável.

ZD -.2015 foi um ano atípico politicamente. O município conviveu com prisão de vereadores e intervenções da Polícia Federal que buscou investigar supostos desvios de recursos públicos na atual administração. Qual sua opinião sobre isso, e, o que fazer para combater a corrupção?

MC – É lamentável perceber que Parauapebas só apareça na mídia com essas notícias ruins. Para combater é imprescindível punir os responsáveis, dar um bom exemplo e o povo escolher melhor os seus representantes.

ZD –  Caso confirme sua candidatura em 2016, você terá como principais concorrentes um ex‐prefeito bastante popular e que está em campanha há mais de seis meses e um prefeito que buscará a reeleição. O que fará para se sobressair durante a campanha e conquistar os votos?

MC –  A minha postura é a mesma que me levou a ter a maior votação para Deputado Federal em Parauapebas em 2014. Ouvir a sociedade, saber dos anseios da mesma, perceber as necessidades de perto afim de construir um plano de governo compatível com essas demandas. Agindo sempre com transparência e ética a humildade e tolerância são atributos indispensáveis a qualquer ser humano.

ZD – Apenas para que o leitor do Blog conheça um pouco mais o Marcelo Catalão… qual a sua opinião: sobre : 

O homossexualismo – Em relação ao Homossexualismo como cristão, parto do pressuposto que somos todos filhos de um mesmo Pai, como disse o Papa Francisco quem sou eu para julgar

O aborto – Sou a favor da vida.

A Mineradora Vale – é uma parceira fundamental, temos que ter com a Vale o mesmo que fomos buscar na Embaixada da China, parceria, desenvolver projetos onde o centro das atenções seja o ser humano para construir uma cidade sustentável, com qualidade de vida.

As administrações municipais anteriores – Sobre as administrações anteriores, uma teve maior oportunidade por ter na época as três esferas do poder governados por um mesmo partido (PT), mas o que passou, passou. Prefiro falar do futuro.

A atual administração municipal –   Sobre atual administração esta também não correspondeu aos anseios da população.

ZD -. Você é presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas – Siproduz ‐, e Parauapebas tem cerca de ¼ dos seus eleitores ligados ao campo e/ou aos movimentos sociais que lutam pela terra. Qual sua opinião sobre o Movimento dos Sem Terras e sobre a reforma agrária no país?

MC –   Os movimentos sociais são legítimos e a reforma agrária está pelo menos há cem anos atrasada tendo em vista que o Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial, 8.51 milhões de km2 e possui a maior área de terras agricultáveis do mundo. Os conflitos por terra no país acontecem por falta de planejamento, políticas públicas e também pela corrupção.Com dinheiro que foi roubado da Petrobrás daria para fazer a maior reforma agrária do mundo. Se tivermos bom governo teremos justiça social sem conflitos no campo.

ZD – Durante a última FAP você foi muito criticado por ter interrompido o show do cantor Leonardo para afirmar que a PMP não havia contribuído em nada para a realização da festa. Por que motivo a cena se deu?

MC  – Para quem presenciou o show pode perceber que fui chamado várias vezes pelo cantor para comparecer ao palco naquele momento. É a maior festa popular da nossa cidade há mais de 20 anos, teve gente que não gostou e teve quem me parabenizou. Se a Prefeitura não ajudar em 2016, o SIPRODUZ vai realizar a Feira novamente. Foi um momento de alegria e desabafo pois não tivemos ajuda da mesma.

ZD -.Você é praticamente um filho de Parauapebas. Você acredita que isso terá um peso maior na hora do eleitor escolher o seu prefeito ?

MC –   Sim, minha família participou no processo de emancipação desta cidade porém não somos mais importantes do os que chegaram depois, mas esse fato cria nas pessoas uma expectativa maior aumentando assim a minha responsabilidade.

ZD –  Porque o eleitor de Parauapebas deveria votar em você para prefeito no ano que vem?

MC –   Pela renovação, por tudo que eu já mencionei aqui anteriormente, pelo compromisso com a população de combate a corrupção, pelo comprometimento de fazer uma administração participativa e transparente com um planejamento eficiente compatível com as necessidades e possibilidades do munícipio, além de criar novas matrizes econômica independentes da mineração gerando emprego e renda. Pelo nosso compromisso em desenvolver um Pólo Educacional e olhar com todo carinho para a nossa cidade que não comungam de uma rede de esgoto aumentando a fila no único hospital municipal que nós temos. Por falar em saúde, é preciso aumentar e ampliar os postos de saúde em nossa cidade, há bairros que não possuem um único posto de saúde. É necessário dar uma vida mais digna aos munícipes de nossa cidade.

ZD –  Algo mais que não foi tocado que você gostaria de mencionar?

MC –  Queremos cada vez mais tratar bem a mineradora, mas é hora de Parauapebas ser a cidade das pessoas, cidade planejada, um lugar de ser feliz. Parabenizo-o pela iniciativa e seriedade com que vem desempenhando este trabalho trazendo informações através deste importante veículo de informação. Agradeço a oportunidade de poder lhe responder estas questões inerentes ao nosso município e as eleições 2016.

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