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Canaã dos Carajás

Integrantes do MST tentam invadir propriedade rural mas são expulsos a bala

Na revista ao acampamento, os seguranças encontraram 12 motocicletas, um carro e uma espingarda calibre 20 que, foram deixados para trás durante a fuga
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O conflito aconteceu neste domingo (2), na região da Fazenda Marajaí, localizada a cerca de 30 quilômetros de Canaã dos Carajás. Segundo relatos, os seguranças da fazenda se  preparavam para a troca de turno quando notaram um acampamento montado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), em meio à propriedade.

Os funcionários não souberam precisar o número de invasores, mas, na polícia, contaram que, ao constatar a movimentação, os invasores dispararam algumas vezes contra o carro dos vigilantes que, em uma reação rápida, não revidaram no primeiro momento. Seguiram em busca de reforços para retirar os invasores. Pouco tempo depois, os funcionários retornaram ao local, já acompanhados de outros seguranças. Houve troca de tiros e os invasores deixaram o local.

Ainda não se sabe há quanto tempo o acampamento estava montado dentro da fazenda. Na revista ao local, os seguranças e encontraram 12 motocicletas, um carro e uma espingarda calibre 20, deixados para trás durante a fuga. No confronto, nenhum funcionário da fazenda se feriu, apenas a porta do motorista do carro em que estavam foi atingida por um único disparo.

Quando tudo se acalmou, três pessoas ligadas ao grupo retornaram ao local para recuperar os objetos. Segundos eles, um homem conhecido como “Loirinho” foi o responsável pelos disparos. Os três integrantes do movimento foram conduzidos à sede da Polícia Civil de Canaã dos Carajás onde foram interrogados, com a fuga, os demais membros não foram identificados.

Eldorado dos Carajás

Produtores rurais entram em “guerra midiática” contra as invasões de terras no sul do Pará

Marcelo Freitas, da Fazenda Serra Norte iniciou uma campanha para que o país conheça a situação no sul do Estado
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Na região de Eldorado dos Carajás (PA), o produtor Marcelo Freitas enfrenta uma situação complicada, que representa a violência que se emprega no sul do estado a respeito da disputa de terras. Freitas teve sua fazenda, a Serra Norte, invadida no último dia 28 de outubro, quando ocorreu queima da sede e de veículos e morte dos animais, fruto de uma ação de guerrilha.

No início da semana, os invasores retornaram a fazenda e atiraram à distância contra os pedreiros que estão reconstruindo a sede. A fazenda, segundo o proprietário, tem como atividade principal a pecuária e já estava com a área preparada com o milheto para iniciar o primeiro plantio de soja do município.

Consternados com a situação, Marcelo e outros produtores resolveram iniciar uma ação midiática, com um vídeo em formato de comercial, com 30 segundos, para distribuir a todas as redes eletrônicas do Brasil, relatando a situação ocorrida no estado e procurando iniciar uma “guerra ideológica”. O produtor aponta que os produtores “não querem guerra, querem a paz”. Veja o vídeo:

Invasão

O produtor descreve os invasores como “guerrilheiros” e “tudo, menos produtores rurais sem-terra”. “O produtor rural trabalha e não tem tempo de fazer o que eles estão fazendo. Eles atacam, roubam e estão prejudicando a produção do estado”, diz.

Marcelo conta que os animais roubados estão sendo abatidos ilegalmente e suas carnes estão sendo vendidas para os açougues sem inspeção sanitária e sem controle, trazendo problemas também para o setor produtivo do Pará, que se vê pronto para ser certificado como livre de Febre Aftosa.

No período entre 8 de agosto, quando a fazenda foi invadida pacificamente e o produtor entrou com uma liminar de reintegração de posse e 28 de outubro, quando a sede foi invadida com armamentos, o gado de Marcelo vinha sendo roubado.

Ele descreve que na última invasão, foram sequestrados funcionários e pessoas –  entre elas deficientes e crianças de colo – foram humilhadas e ameaçadas com revólveres na cabeça. Houve também a explosão feita com bananas de dinamite, que foram recolhidas pelo exército na propriedade.

Chegou também a informação de que um funcionário do exército estaria envolvido com os guerrilheiros, o que justificaria a presença de armas que não são permitidas aos cidadãos. O produtor comunicou ao Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que respondeu que iria averiguar a situação. Ele também entrou em contato com o Exército em Brasília, mas não obteve resposta.

Situação atual

Marcelo Freitas relata que o clima na região de Eldorado dos Carajás continua “muito tenso”, com grupos de invasores agindo em outras fazendas depois do dia 28 de outubro. A situação segue amedrontando os produtores, que são molestados com telefonemas de números desconhecidos com ameaças a respeito da posse das fazendas.

A fazenda de Marcelo, assim como várias outras, foram adquiridas diretamente do governo estadual. “É um título do estado, 100% documentado, que cumpre o estatuto social”, conta o produtor rural.