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Redenção

Moradores inconformados reclamam de situação precária de rua em Redenção

Prefeitura afirma que está trabalhando no bairro, com cascalhamento, patrolagem, drenagem e pavimentação de vias
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A cidade de Redenção vem crescendo de forma desorganizada. Hoje, o município, com 36 anos de emancipação e quase 100 mil habitantes, vive com sérios problemas na infraestrutura e saneamento básico. Cerca de 60% das ruas não são asfaltadas e, nesta época do ano, os moradores sofrem com a intensa poeira, devido o período de verão. Além da poeira, os moradores da Rua Seis, no Setor Marechal Rondon, são obrigados a conviver com os buracos e as famosas crateras que estão concentradas no meio da via.

Cleide Barbosa, moradora, disse que já perdeu a conta das vezes que pediu à prefeitura para arrumar a rua. “É vergonhoso vivermos assim, quero dizer para o prefeito que aqui moram filhos de Deus”, reclamou ela.

Para fugir dos buracos e, até mesmo da água que está parada, os moradores jogaram entulho dentro deles, para tentar amenizar o problema. Domingas Barbosa, outra moradora, disse que, recentemente, cortou um pé de manga e jogou os galhos dentro da cratera. “Joguei para tentar evitar acidentes, porque, aqui em Redenção somos nós que temos de fazer os serviços que, a meu ver, seria da prefeitura”, protestou.

Outro lado

Ouvida pelo Blog, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Redenção afirmou que o Setor Marechal Rondon está sendo beneficiado com “obras de pavimentação superimportantes”, ligando as ruas daquele bairro, as quais já estão sendo cascalhadas e patroladas. E ainda recebendo drenagem, resultado de convênio celebrado com o governo do Estado e contrapartida da prefeitura.

A assessoria informa que, no período de inverno, realmente as obras andaram em ritmo lento, mas, agora, com a chegada do verão, várias frentes de serviço foram abertas em diversos setores, com trabalhos de cascalhamento, pavimentação, canalizações, drenagem, reformas de escolas, reforma do Hospital Municipal e criação da Farmácia Municipal, “uma série de melhorias em todas as áreas”.

“Com relação a saneamento, a BRK (antiga Saneágua), empresa responsável, acabou de concluir os trabalhos nos setores São Luiz e Setor Serrinha, este o bairro mais populoso de Redenção. E agora passou para o Novo Horizonte. Inclusive, em algumas ruas que serão pavimentadas já está sendo feito o serviço de canalização da água. E existe um projeto, este em médio prazo, de água e esgoto”, informou a Assessoria de Comunicação.

Transporte

Presidente do BNDES diz que ferrovia paraense é estratégica para o País

“O Pará é um estado que, ao longo de sua história, tem contribuído muito com o Brasil.Mas agora é a hora do Estado escrever o seu próprio futuro”, reconhece Paulo Rabello. .
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, já tinha duas convicções formadas quando saiu da sala de reuniões da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia Pará (Sedeme), na noite desta sexta-feira (24), após um encontro de 90 minutos com o secretário Adnan Demachki.

A primeira convicção é de que já está na hora de tirar do papel e tornar realidade o projeto da Ferrovia Paraense, uma das mais importantes apostas do governo local para consolidar o potencial logístico e aproveitar a localização estratégica do Estado. “Chega de conversa. Vamos agir!”, prometeu Rabello, sem esconder o entusiasmo e deixando claro que o BNDES tem interesse em participar do financiamento.

A segunda certeza do economista carioca, um dos profissionais mais respeitados do País, doutor pela Universidade de Chicago, ex-coordenador do Movimento Brasil Eficiente e presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até assumir o BNDES, em junho de 2017, é de que o Pará está no caminho certo na busca pelo crescimento sustentável. Ele elogiou o Projeto Pará 2030, que é o grande guarda-chuva das ações do Estado, com alcance transversal e impacto em todos os segmentos produtivos identificados como prioritários.

O projeto é fundamentado na verticalização de 14 cadeias de produção e alinhavado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizados pela Organização das Nações Unidas, com foco no combate à desigualdade e à pobreza.

“Fiquei muito bem impressionado com a proposta desenvolvimentista planejada pelo governo do Estado, visando levar o Pará a se equiparar à renda média do Brasil em 2030”, destacou. “O Pará é um estado que, ao longo de sua história, tem contribuído muito com o Brasil”, reconhece Paulo Rabello. “Mas agora é a hora do Estado escrever o seu próprio futuro”.

O projeto

No encontro com Adnan Demachki e membros da equipe da Sedeme, Paulo Rabello conheceu os detalhes da Ferrovia Paraense, fez questionamentos e declarou-se satisfeito com os esclarecimentos. O presidente do BNDES e o secretário estadual de Desenvolvimento trocaram ideias acerca da viabilidade do projeto, do envolvimento dos futuros usuários e, é claro, da possibilidade de o Banco Nacional de Desenvolvimento tornar-se parceiro no financiamento da obra.

“A Ferrovia Paraense tem um grande valor estratégico. A conexão prevista com a Ferrovia Norte-Sul dá ainda mais relevo à sua importância nacional”, aponta. “Mesmo que não houvesse essa conexão, ela já é uma ferrovia estratégica, porque vai escoar a produção paraense, dos setores mineral, agrícola e pecuário, mas também dos produtores vizinhos, principalmente do Mato Grosso”, observa.

“Nós, do BNDES, temos o maior interesse em que esse projeto da ferrovia, assim como outros grandes projetos do Pará que estão sob análise do banco, saiam do papel e virem realidade”, disse. Ele ainda garantiu que vai tratar do assunto com os técnicos do BNDES, que já receberam a proposta do Pará e estudam a melhor maneira de viabilizá-la. “Vamos trabalhar para resolver isso no menor prazo possível”, garantiu.

Ambiente preservado

A Ferrovia Paraense terá 1.312 km de extensão, passará por 23 municípios, vai conectar todo o leste do Pará, desde Santana do Araguaia até Barcarena, atendendo a uma das maiores províncias minerais do mundo e a grande fronteira do agronegócio, que ainda carecem de logística apropriada, com potencial para o transporte mais barato de ferro, bauxita, grãos, fertilizantes e combustíveis, entre outras cargas.

O projeto permite o acesso de produtores de minério e do agronegócio em todo o País a uma rota estratégica de exportação, pelo Porto de Vila do Conde, que encurta a distância entre o Brasil e os principais destinos das exportações: os portos de Rotterdam, na Europa; de Xangai, na China; e de Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, normalmente acessados pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Todo o traçado da ferrovia foi definido para produzir o menor impacto possível ao meio ambiente. Além disso, a ampliação do modal de transporte ferroviário, por si só, já garante a redução de fatores de poluição ambiental, como as emissões de dióxido de carbono (CO2) e monóxido de carbono (CO), gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa.

Outra vantagem da Ferrovia Paraense é o fato de que ela também transportará passageiros, tal e qual faz a estrada de ferro Carajás. Isso vai facilitar a integração dos paraenses e reduzir o tráfego de veículos, principalmente na rodovia PA-150.

O presidente do BNDES disse que, tão logo chegue ao Rio de Janeiro, vai tratar do assunto com o corpo técnico da instituição. (APN)

infraestrutura

Prefeitura investe em obras de infraestrutura na zona rural de Parauapebas

Já foram recuperados 42 quilômetros de estradas na Palmares Sul e 81 quilômetros da PA Rio Branco, que interliga diversas localidades.
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As melhorias de infraestrutura chegaram às diversas localidades da zona rural de Parauapebas. Desde janeiro deste ano, o governo municipal trabalha para garantir melhorias no tráfego nas estradas vicinais. Na Palmares Sul, já foram recuperados 42 quilômetros de estradas. No total, 69 quilômetros receberão serviços de limpeza, encascalhamento e terraplanagem.

A Secretaria Municipal de Obras (Semob) também está recuperando 81 quilômetros da PA Rio Branco, que interliga diversas localidades. Essa via permite aos agricultores o escoamento de seus produtos com maior rapidez e segurança até a zona urbana.

Outra localidade que está recebendo obras é a Vila Paulo Fonteles. As vicinais Esperança, VS11 e dos Placas que estavam intrafegáveis, segundo os moradores, agora começam a mudar. “Essas estradas estavam sem condições de tráfego, principalmente nas rotas do transporte escolar. Eu ando todos os dias nessas vicinais e agora já começo a ver mudanças com essas obras”, diz Moacir Souza, morador da Vila Paulo Fonteles. Somente na região, a prefeitura vai recuperar 34 quilômetros de estradas.

Como tem sido praxe, a secretária de Obras, Silvana Faria, acompanha de perto os serviços. “Estamos com maquinários em vários pontos da zona rural. Já recuperamos mais 800 quilômetros de estradas. Estamos melhorando o acesso às comunidades mais distantes”, afirma ela.

Silvana Faria informa que as obras devem continuar. Um novo contrato já permite a colocação de aduelas, e em breve serão realizadas a reforma e a construção de pontes, vistoriadas pela secretária. “Para 2018, novas obras estão sendo estudadas para melhorar ainda mais a infraestrutura do município”.

A notícia foi bem recebida pelo motorista Francisco Nóia, 65 anos, morador da zona rural. “Nossa região já está recebendo serviços e melhorou 50% nas ladeiras e vicinais. Acredito que pode melhorar mais, com novas obras”, comenta ele.

As regiões Palmares II, Cedere, APA do Gelado, Vila Sanção, Valentim Serra, área do eixo Itacaiúnas e Beiradão também receberam os serviços da Semob.

Texto: Liliane Diniz
Fotos: Piedade Ferreira
Assessoria de Comunicação – Ascom | PMP

infraestrutura

Presidente Michel Temer assina amanhã Ordem de Serviço para construção de ponte ligando o Pará ao Tocantins

Ele desembarca em Marabá e segue de helicóptero para Xambioá (TO), onde assina a OS às 11h. Às 14h a cerimônia se repete em São Geraldo, no Pará
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Eleutério Gomes – de Marabá

O presidente Michel Temer (PMDB), segundo previsão do Cerimonial da Presidência da República, desembarca amanhã, quinta-feira (14), às 8h40 no Aeroporto “João Correia da Rocha”, em Marabá, e da pista de pouso mesmo, embarca em helicóptero que o levará a Xambioá, no Tocantins. Ali, às 11 horas, assina a Ordem de Serviço para a construção da ponte que liga aquele Estado ao Pará, com 1.721 de extensão, orçada em R$ 160 milhões. Do lado do Pará, em São Geraldo do Araguaia, a cerimônia se repete às 14 horas. A ponte ligará dois trechos da rodovia federal BR-153, separados pelo Rio Araguaia, cuja travessia atualmente é feita de balsa.
A assinatura terá a presença dos ministros Helder Barbalho (Integração Nacional) e Maurício Quintella (Transportes), que farão parte da comitiva que vem de Brasília, desembarca em Araguaína (TO) e segue para Xambioá. Já a comitiva de Belém desembarca em Marabá e segue para São Geraldo.
A construção da ponte, há muito esperada tanto pelo Pará quanto pelo Tocantins é resultado da união de esforços das bancadas federais paraense e tocantinense para que a obra fosse incluída no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Amanhã, no ato da assinatura da Ordem de Serviço é que será anunciada a data do início das obras.

Infraestrutura

Governo Federal une esforços para agilizar obras do Pedral do Lourenço

Expectativa é de que os serviços sejam iniciados no segundo semestre de 2018. Nova rota vai estimular o desenvolvimento regional no Norte do país
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O governo federal deu mais um passo para acelerar a obra que irá garantir a navegabilidade permanente da hidrovia Tocantins-Araguaia. As questões ambientais para o derrocamento do Pedral do Lourenço pautaram a reunião do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta segunda-feira (3), com representantes do governo e da DTA Engenharia Ltda., empresa responsável pelas obras. Na oportunidade, o ministro solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) maior celeridade nos processos.

“Essa obra permitirá com que nosso rio Tocantins possa ter navegabilidade durante o ano todo e trará uma repercussão absolutamente extraordinária para a região Norte. Hoje, tivemos a oportunidade de debater e, acima de tudo, cobrar para garantir com que as etapas possam ser cumpridas da forma mais célere possível”, afirmou o ministro Helder Barbalho.

Modais integrados

O derrocamento do Pedral do Lourenço soma-se a outras iniciativas do governo federal para reforçar a logística de transporte de cargas no Norte do país, integrando os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário com a garantia do escoamento da produção agrícola, mineral e também pecuária de estados como Maranhão,  Tocantins, Pará, Mato Grosso e Goiás. Com isso, há o fortalecimento do Arco Norte como um importante corredor logístico  que também estimulará o desenvolvimento regional, gerando mais emprego, renda e favorecendo também as comunidades ao longo do trecho.

Participaram da reunião a coordenadora-geral de Meio Ambiente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Ângela Parente; o coordenador de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gabriel Angotti; e o presidente da DTA Engenharia, João Acácio.

 Segundo semestre de 2018

De acordo com o presidente da DTA Engenharia, João Acácio, a previsão é de que os serviços sejam iniciados no segundo semestre de 2018. A empresa é responsável por todas as etapas, desde os levantamentos de campo, a elaboração dos projetos básico e executivo – já concluídos, do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA), do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e a execução da obra.

Está em análise pelo Ibama a documentação necessária à Autorização para a Captura, Coleta e Transporte de Material Biológico (ACCTMB), conhecida como Abio. A partir dessa etapa, a DTA Engenharia estará autorizada para ir a campo realizar esses procedimentos, que irão auxiliar os estudos para o licenciamento ambiental federal.

Por se tratar de uma obra prioritária para o desenvolvimento da região, o ministro Helder Barbalho entrou em contato com a presidente do Ibama, Suely Araújo, que garantiu a análise da dos processos com a maior brevidade possível. O coordenador de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gabriel Angotti, assegurou que até a próxima quarta-feira (5) a autorização estará liberada.

“Vamos trabalhar com a meta de conseguir, em seis meses, as licenças necessárias para as obras. Estamos lutando pelo destravamento da hidrovia e para consolidar essa importante iniciativa em favor da população do Norte”, disse o ministro Helder Barbalho.

O próximo passo será a conclusão e entrega do EIA/RIMA para análise do Ibama. Durante a reunião, o presidente da DTA Engenharia, João Acácio, anunciou que essa documentação será protocolada até o fim do ano. Os estudos sobre desenvolvimento sustentável e prevenção são fundamentais para a obtenção do licenciamento ambiental, uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente. A análise dura em média de seis meses a um ano e conta com discussões e audiências públicas.

Entenda a obra

O derrocamento do Pedral do Lourenço consiste em desgastar as formações rochosas que impedem a navegação de embarcações com cargas durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso. O edital para a escolha da empresa responsável pela obra foi lançado em março de 2014. A DTA Engenharia Ltda. foi a vencedora, com a proposta de R$ 520,6 milhões, o que representou economia de R$ 40 milhões ao governo federal, reduzindo em 7,15% a previsão para a execução da obra.

A abertura de um canal de navegação permitirá a circulação de embarcações no trecho de aproximadamente 500 quilômetros entre Marabá e Vila do Conde, no município de Barcarena (PA), durante o ano todo, sobretudo no período de águas rasas. A retirada das rochas dará lugar a um canal de 140 metros de largura.

35 x 6 mil toneladas

O deslocamento hidroviário, além de representar redução de custos para os produtores, é uma modalidade de transporte sustentável, menos poluente. Um comboio de 150 metros com capacidade de seis mil toneladas, equivale a 172 carretas de 35 toneladas. Outro benefício da obra é o uso contínuo da eclusa de Tucuruí, que teve investimentos de R$ 1,6 bilhão para que pudesse operar com a capacidade de permitir o transporte de até 40 milhões de toneladas ao ano pelas vias navegáveis da região poderá enfim operar a plena carga.

Com mais uma via regular para escoar a safra, o derrocamento do Pedral do Lourenço beneficiará projetos financiados pelo Ministério da Integração, por meio dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), importantes instrumentos de promoção do investimento regional no Brasil. Essas ações são desenvolvidas nas áreas de atuação das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco).

Infraestrutura

Pará se consolida como principal corredor logístico do Arco Norte com novas concessões na área de portos e ferrovias

Ministro Helder Barbalho trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico
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Anunciada terça-feira pelo governo federal, a segunda fase do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) consolida o Pará como principal corredor logístico do Arco Norte para escoamento da produção agrícola e mineral, gerando mais empregos e renda para a população. O programa prevê para o segundo semestre o edital para obras nas áreas de portos, rodovias e ferrovias – incluindo a Ferrogrão, que vai ligar o Mato Grosso ao porto fluvial de Miritituba, no oeste do estado. A prorrogação da concessão de um terminal de contêineres em Barcarena também consta da nova fase do PPI.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que desde sua gestão à frente da Secretaria de Portos trabalhou pelo Pará e pelo desenvolvimento do Arco Norte, destacou que a combinação de ferrovias e portos permite que novos empreendimentos possam chegar ao estado, assegurando sua competitividade. Segundo ele, esses ingredientes diferenciam o Pará dos demais estados do país:

“Festejo, comemoro e continuarei acompanhando esse processo no sentido de efetivar a execução dos projetos”, reiterou o ministro, que, desde outubro de 2015, quando assumiu a Secretaria de Portos, já atraiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos para o Pará.

Com o crescimento da produção nacional de grãos, o Pará tem expandido sua atuação nacional no setor logístico. Segundo Helder Barbalho, o PPI vai reforçar de forma significativa a economia paraense.

“De uma maneira muito positiva, eu entendo que, neste momento, novos investimentos representam a oportunidade de geração de emprego e de renda e o aquecimento da economia, reafirmando o potencial do estado do Pará de se consolidar através do Arco Norte, como o grande propulsor da logística e da competitividade do nosso país”, afirmou o ministro.

Nesta segunda fase do PPI, o governo autorizou a prorrogação antecipada do contrato do Terminal de Contêineres Convicon, concedido à empresa Santos Brasil, até 2033, com investimentos de R$ 143,8 milhões no porto de Vila do Conde, em Barcarena. Com isso, a capacidade total passará de 35.363 contêineres/ano para 72.762 contêineres – um aumento de 106% na capacidade operacional.

Para a Santos Brasil, essa prorrogação dá garantias de manutenção do cronograma de investimento da companhia no Pará. Os recursos serão usados na ampliação do pátio de armazenagem, em edificações e tecnologia. O investimento total na operação em Vila Conde está calculado em R$ 622 milhões, sendo R$ 70 milhões a curtíssimo prazo, como informa Santos Brasil, que opera o terminal desde 2008. O terminal emprega hoje 300 funcionários e a previsão é de aumento da força de trabalho com estes investimentos.

Ferrogrão vai gerar boom de investimentos no Pará, diz CNI

Já o edital da Ferrogrão, outro importante braço do corredor logístico que leva o Pará à condição de destaque no Arco Norte, acontecerá no segundo semestre deste ano. A ferrovia de 1.140 quilômetros de extensão, ligando o município de Sinop, no Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, deve ultrapassar R$ 12 bilhões em investimentos e será a principal rota de acesso para exportação da produção de grãos no Brasil. Aguardam pela obra gigantes do setor de exportação, como Amaggi, ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus e a Estação da Luz Participações (EDLP).

Para o gerente-executivo de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Wagner Cardoso, o anúncio das concessões vai proporcionar ao Pará um boom de empreendimentos. Segundo ele, os negócios serão ampliados não somente pelas companhias que operam no estado, mas também pelas que chegarão a reboque desse novo movimento.

“Certamente veremos dezenas de terminais portuários sendo erguidos na região de Miritituba e em demais áreas. Cargil, Bunge, Hidrovias do Brasil já estão com obras em andamento. O Pará já vinha sendo a bola da vez da logística no país, e esse movimento reforça essa posição. Haverá em um primeiro momento aumento da movimentação da carga de soja. Depois, fertilizantes e, mais à frente, diferentes tipos de carga”, garante Cardoso.

Hoje, a produção de soja e milho acima do paralelo 16 (região do Mato Grosso) é de 104,7 milhões de toneladas, mas somente 19,4 milhões de toneladas foram exportadas pelo Arco Norte. Os dados, fornecidos pela CNI, referem-se à safra de 2015 e mostram o alto potencial de crescimento da atividade de transporte de carga na região. O gasto com o frete do escoamento de grãos também deverá cair de US$ 120 por tonelada para US$ 80 por tonelada.

Com o anúncio da Ferrogrão e a iniciativa do governo de finalizar as obras da BR 163, Cardoso afirma que os modais interligados vão tornar o estado ainda mais competitivo.

“O principal mote desse anúncio do PPI é a Ferrogrão. Essa ferrovia, quando pronta, levará o Pará a uma nova realidade no cenário logístico brasileiro. Somada à BR 163, juntas, vão gerar aumento de movimentação de carga, mais emprego, mais renda, mais empresas. Haverá carga para todos, sem competições. Miritituba vai ser um porto alimentador com comboios hidroviários que levarão a carga para os terminais, que as levarão para os navios maiores. São obras muito esperadas”, reforça Cardoso.

Também faz parte do cronograma desta nova fase do PPI a renovação antecipada do contrato de operação da Estrada de Ferro Carajás, que tem 892 quilômetros de extensão e liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, ao Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. A cada ano, são transportadas 120 mil toneladas de carga, além de 350 mil passageiros. Procurada, a Vale não comentou sobre a renovação do contrato.

Ministro trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, tem como marca de sua gestão a busca incessante por mais investimentos e recursos que propiciem à população paraense mais emprego, renda e qualidade de vida, levando o estado à merecida posição de destaque no cenário logístico nacional.

Quando ocupava a pasta da Secretaria de Portos, o ministro autorizou a ampliação de investimentos no estado. Entre outubro de 2015 a abril de 2016, enquanto esteve à frente da Secretaria de Portos, Helder conseguiu viabilizar a contratação de R$ 375 milhões em investimentos para os portos no Pará. Foram autorizados R$ 372 milhões de empresas em Terminais de Uso Privado (TUP).

O projeto de revitalização do Porto de Belém também avançou com a presença de Helder na Secretaria de Portos. Hoje em fase de apresentação de projetos, a chamada Belém Porto do Futuro é uma obra de grandes proporções que vai revitalizar completamente a área do porto, levando lazer, entretenimento, negócios e, consequentemente, empregos e renda à população da capital paraense. A iniciativa resultou em uma previsão de investimentos de R$ 1 bilhão na época por parte de empresas. Entre eles, a Estação de Transbordo de Cargas de Miritituba e do Terminal Privado de Vila do Conde, em Barcarena, de responsabilidade da Hidrovias do Brasil. Somente nessa área, por exemplo, a operação consiste na recepção de caminhões e barcaças carregadas de grãos, que são embarcadas em navios graneleiros com capacidade até 120 mil toneladas. O terminal pode movimentar nada menos que 48.000 toneladas/dia. Para Wagner Cardoso, da CNI, o volume de investimentos no estado só irá crescer, com mais empresas instalando terminais privados no estado.

Em seu permanente diálogo com o governo federal, Helder, já à frente da pasta de Integração Nacional, lutou para que a Ferrogrão entrasse na pauta de importantes obras do país. Com a sua construção, Miritituba e região do oeste do estado entram no mapa do desenvolvimento nacional, com a previsão de instalação de empresas de exportação e criação de novas frentes de trabalho.

Como representante do estado do Pará no Governo Federal, o trabalho do ministro Helder Barbalho tem sido o de construir um ambiente atrativo para investimentos para toda a região e, especialmente, o Pará. Via Fundo Constitucional de Investimentos do Norte (FNO), o ministro festejou projetos aprovados na Sudam, entre eles, também no setor logístico e no valor de R$ 76,8 milhões, o projeto de ampliação e melhorias do Terminal de Grãos Ponta da Montanha, no município de Barcarena, aumentando a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de produtos como minério de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo, soja e fertilizantes.

A partir da movimentação do Pará como protagonista do crescimento do Arco Norte como corredor de exportação, a multinacional francesa Louis Dreyfus Company também decidiu, em março de 2016, investir em um sistema logístico que inclui a construção de transbordos e portos em Vila do Conde e arredores e anunciou estudos para construção de um porto às margens do Tapajós. Os investimentos giram em torno de R$ 1 bilhão.

Infraestrutura

Marabá: “Batalhão” de engenheiros analisa fissuras na ponte

Carlos Fugante, projetista da ponte, foi chamado às pressas de Curitiba, para Marabá, para analisar a situação da ponte.
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Ulisses Pompeu – de Marabá

A reportagem publicada em primeira mão pelo blog do Zé Dudu sobre as rachaduras na ponte sobre o Rio Itacaiúnas, em Marabá, gerou uma enxurrada de compartilhamentos e comentários nas redes sociais, além de ter mobilizado mais de duas dezenas de engenheiros civis, que alugaram embarcações para analisar as fissuras.

Só na tarde desta segunda-feira, 30, pelo menos seis engenheiros estiveram no local em momentos diferentes para verificar as dimensões e os tipos de fissuras na obra que tem 500 metros de extensão e 12 de largura.

Dois desses engenheiros acompanharam a Reportagem do blog. São eles Thiago Koch e Franco Vilhena. O primeiro tem 13 anos de experiência e trabalhou na Secretaria de Obras de Marabá e o segundo tem atuação em engenharia estrutural e desenvolve projetos nesta área há cinco anos.

Koch explica que a trinca está localizada próxima à junta de concretagem e avalia que um esforço adicional que não estava previsto foi realizado para que ela acontecesse. É na transversal (de um lado a outro da ponte) e merece uma avaliação técnica mais apurada, observando que o DNIT precisa dar uma resposta para que a população não fique tão preocupada. “Como vereador, enviei um ofício ao DNIT, com cópia da Reportagem do blog do Zé Dudu e do jornal CORREIO, solicitando informações sobre o que está acontecendo com esse recalque diferencial e as rachaduras na ponte”.

Na avaliação de Thiago Koch e Franco Vilhena, realizar os reparos que são necessários na ponte não dependem, necessariamente, de interromper o tráfego de veículos, mas quem deve dar uma resposta do ponto de vista técnico, com laudo, deve ser o DNIT.

Thiago descarta a possibilidade levantada por leitores do blog, dando conta que as carretas incendiadas no meio da ponte em meados do ano passado tenham causado danos à ponte pela alta temperatura. Ele observa que o incidente com o caminhão ocorreu a mais de 20 metros do ponto em questão.

Os dois engenheiros confirmaram que as trincas longitudinais nos dois blocos de concreto da interligação do pilar com a fundação da ponte mais velha precisam de reparo porque a obra existe há mais de 36 anos. “Há mais de dois pontos em que os blocos estão rachados completamente. Caso isso não aconteça, com a entrada de água, pela ação das enchentes, a ferragem pode ficar comprometida”, adverte.

O prefeito Tião Miranda também enviou ao local uma equipe de engenheiros para analisar a notícia da rachadura. Eles foram numa voadeira e participavam da comitiva o engenheiro estrutural Gabriel Conceição, professor universitário, e Honório Ayres, arquiteto. Eles demoraram cerca de meia hora embaixo da ponte, fizeram fotografias com uma lente de longo alcance e não quiseram tecer comentários sobre o que viram.

A reportagem do blog foi avisada que a empresa CMT Engenharia também tinha enviado uma equipe, que estava em terra, embaixo da ponte. Ao chegar ao local, encontramos ninguém menos que o engenheiro Carlos Fugante, projetista da ponte que foi chamado às pressas para vir de Curitiba, onde reside, para Marabá, a fim de analisar a situação.

Em meia hora de conversa com a Reportagem, Fugante reconheceu que houve deformação na estrutura da ponte, mas afirmou que esse processo é natural. Todavia, disse que recomendaria aos responsáveis pela obra para realizar uma nova topografia para saber o quanto ela deformou em sete anos. Dois anos depois, deverá ser feito o mesmo trabalho para comparação.

“É preciso que se faça a manutenção da obra. Os manuais de engenharia recomendam isso. Acompanhei a construção permanentemente, os escoramentos foram bem feito e, ao final da construção, contratou-se uma empresa especializada que realizou uma prova de carga dinâmica. O relatório garantiu a qualidade dos materiais e comparou o comportamento dela com o modelo de cálculo. Colocaram um caminhão com peso conhecido e instrumentaram a ponte toda. O caminhão andava e o equipamento registrava as deformações e vibrações. Esse relatório é conclusivo que a ponte estava funcionando de acordo com o cálculo. Depois de cinco anos, deveriam ter feito novos ensaios de controle para avaliar se estava envelhecendo”, informou.

Fugante disse que toda vez que houver um evento incomum – como o ocorrido ano passado, quando bandidos colocaram fogo em duas carretas em cima das pontes – é necessário que se faça uma nova avaliação de controle para analisar as avarias, o que não aconteceu. “Este é um patrimônio público e deve-se cumprir as recomendações normativas, tanto da ponte nova quanto da velha”.

Ele também questionou a ausência de balança controlando a carga para analisar se não há excesso de peso passando pela ponte. “Não vi aqui nenhuma deterioração grave, mas sim deformação, o que é bem diferente”.

Infraestrutura

Ponte sobre o rio Araguaia vai estimular desenvolvimento no Norte do país

Edital de licitação foi aberto nesta quinta-feira (17)
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Empreendimento terá grande impacto no escoamento da produção agropecuária. Edital de licitação foi aberto nesta quinta-feira (17).

O projeto de uma nova ponte sobre o rio Araguaia, no trecho da BR-153 entre os municípios São Geraldo do Araguaia, no Pará, e Xambioá, no Tocantins, começa a se tornar realidade. A abertura das propostas do edital para elaboração dos projetos básico e executivo e para execução das obras aconteceu nesta quinta-feira (17), em Brasília. Os ministros Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil) e Helder Barbalho (Integração Nacional) participaram da análise das propostas.

Antiga reivindicação da população dos dois estados, a ponte terá 1.727 metros de extensão e será construída no trecho da BR-153 que interliga as malhas viárias do Tocantins e do Pará. Hoje, a travessia é realizada por meio de balsas, prática que dificulta a logística para escoamento da produção local e regional. O fluxo diário é de aproximadamente 1.200 veículos.

“Hoje conseguimos concluir o processo de licitação, por meio do Dnit e do Ministério dos Transportes. Nos próximos dias assinaremos a Ordem de Serviço para a construção desta ponte que permitirá a interligação da BR-153, do estado do Tocantins com o estado do Pará, não mais necessitando de balsas, facilitando o escoamento da produção e desenvolvendo a nossa região”, afirmou o ministro Helder Barbalho.

O empreendimento e seus acessos também vão otimizar o tempo e os custos com transporte para veículos que trafegam com destino às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A iniciativa soma-se a outros projetos do Governo Federal que buscam integrar regiões e fomentar o desenvolvimento, como a remoção do Pedral do Lourenço, que vai viabilizar a navegação permanente na hidrovia Tocantins-Araguaia.

Além de ser um importante eixo de ligação das regiões Norte e central do país, a BR-153 permite a integração multimodal entre a hidrovia Tocantins-Araguaia e a ferrovia Norte-Sul.

A nova ponte está contemplada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e será executada pela modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, é o órgão executor.

A Comissão de Licitação do Dnit fará a análise individual das nove propostas e da documentação das empresas concorrentes. “Esta é uma grande conquista para os dois estados”, pontuou o diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira. O menor valor apresentado para a execução das obras foi de R$ 130 milhões.