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Marabá

Jovens de Marabá levam cultura afro-amazônica a fórum nacional em Minas Gerais

No coração do projeto está a transformação do aparelho celular em recurso criativo de futuros sustentáveis

Rios de Encontro, um projeto ecocultural e socioeducativo enraizado na comunidade Cabelo Seco, em Marabá, leva dez jovens, estudantes e diversos profissionais da cidade para participarem do 2º Fórum Bem Viver, em Moeda, MG, no período de 12 a 19 de novembro. A culminância do projeto nacional ‘Redes de Criatividade’, financiado pelo Ministério da Cultura e coordenado pelo Rios de Encontro, reúne 10 projetos regionais juvenis que mostrarão o modo de viver ‘bem viver’ indígena-atual como alternativa socioambiental à militarização e ‘tecnificação’ da escola. No coração do projeto está a transformação do aparelho celular em recurso criativo de futuros sustentáveis.

“Esse fórum acontece num momento inédito quando fake news estão sendo disseminadas nas redes sociais para fomentar preconceito contra projetos comprometidos a transformar pânico sobre violência e corrupção em confiança na escola, família, democracia e justiça socioambiental. Uma semana após a eleição de um presidente que quer excluir pensamento crítico na escola, cinco milhões de alunos estavam interpretando questões sociais no ENEM, analisando a mudança de comportamento pela manipulação de dados pessoais”, analisa Dan Baron, coordenador do Redes de Criatividade.

O único projeto amazônico entre dez projetos nacionais premiados, Redes de Criatividade destaca a questão socioambiental. Os 10 polos do projeto vêm descobrindo em escolas e comunidades como transformar a força viciante e isolante da micro-tecnologia de refúgio na fantasia consumista. “O celular prejudica o sono, a visão, equilíbrio emocional e relações familiares e sociais”, reconhece Elisa Neves, co-coordenadora do projeto Salus que incentiva hortas medicinais em Cabelo Seco.

Com uma visão mais ampla, ela pondera que o celular e as redes sociais vêm prejudicando a democracia no mundo, criando conflitos, aumentando pânico, depressão e suicídio. “Nenhuma escola, família ou país escapa”, avalia.

Vinte jovens de Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Pará, São Paulo, Distrito Federal e Maranhão vão trocar vídeos próprios entre eles e construir uma ação audiovisual coletiva com arte-educadores, médicos, advogados, pedagogos, policiais e engenheiros através de residências. “Três jovens do Cabelo Seco foram escolhidos para ser oficineiros, documentaristas e artistas de bem viver”, comemora Manoela Souza, gestora do projeto. De acordo com Manoela, os jovens estão liderando um projeto na Escola Irmã Theodora, em Marabá, mas agora aprenderão sobre como integrar novas tecnologias e redes sociais para consultar, tomar decisões informadas e criar modelos de governança comunitária inclusiva, guiados pela alfabetização cultural e informativa.

A ABRA escolheu Moeda para se solidarizar com o município de Mariana-MG, que sofreu o maior crime ambiental da história do Brasil. Mas Moeda também é o único município na região que recusa as mineradoras acessem a sua riqueza. “A cidade já é símbolo de resiliência verde.

Inspirados pelo primeiro fórum em Cabelo Seco, convidamos parceiros de Rios de Encontro em Nova Zelândia a doarem placas solares à primeira escola municipal em Moeda, que se tornará símbolo de bem viver”, afirma Sol Bueno, cantora internacional e arte-educadora que mora em Moeda.

Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas com Manoela Souza, pelo fone (91)98107-8021 (Whatsapp)

Brasil

Relatório do senador Flexa Ribeiro da MP das Loterias é aprovado

A medida regula a transferência de recursos das loterias para áreas como segurança pública, esporte e cultura

Foi aprovado na quarta-feira (7), em reunião na Comissão Mista da Medida Provisória das Loterias, o relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA). A medida regula a transferência de recursos das loterias para áreas como segurança pública, esporte e cultura e segue agora para a análise do Plenário da Câmara dos Deputados e, depois, para o do Senado.

A Medida Provisória 846/2018 substituiu a MP 841/2018, editada em junho e já sem validade. O novo texto surgiu de uma articulação dos Ministérios da Cultura e do Esporte, após pressões de entidades dos dois setores, uma vez que a MP anterior diminuía os repasses das loterias para essas áreas a fim de aumentar os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). O governo prevê que a MP das Loterias garantirá o repasse anual de cerca de R$1 bilhão para a área da segurança pública, R$630 milhões para o esporte e R$443 milhões para a cultura.

Mais recursos pra a Cultura
Dos recursos arrecadados com as loterias esportivas, a MP estabelece a transferência para o FNSP de 11,49% neste ano e de 2% a partir de 2019. O fundo também receberá 5% dos recursos das loterias federais em 2018 e 2,22% a partir de 2019. Já para o Fundo Nacional de Cultura (FNC), a transferência será de 1% dos recursos das loterias esportivas. Dos recursos das loterias federais, a cultura também vai receber 0,5% a partir do ano que vem. O FNC ainda receberá 0,4% dos recursos da Lotex.

Esporte também será beneficiado
Entre outras determinações, a MP também estabelece que a participação do Ministério do Esporte na arrecadação das loterias esportivas será de 10% em 2018, caindo para 3,1% a partir de 2019. A cota do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) fica fixada em 1,63%, enquanto o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) fica com 0,96% dos recursos das loterias esportivas. A MP destina aos prêmios das loterias esportivas o valor referente a 37,61% até o fim de 2018 e 55% a partir do ano que vem.

Flexa informou que, ao longo do seu trabalho na comissão, procurou atender as demandas de deputados, senadores e representantes de entidades ligadas ao esporte e à cultura. Ele acrescentou que foram apresentadas 41 emendas, das quais aproveitou 11, de forma total ou parcial.

A MP beneficia duas entidades sociais: anualmente, a renda de dois concursos da loteria esportiva deve seguir para a Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Fenapaes) e para a Cruz Vermelha. O relator, Flexa Ribeiro, incluiu a Federação Nacional das Associações Pestalozzi como beneficiária. O relatório estabelece ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) deverá fiscalizar a aplicação dos recursos destinados ao COB, ao CPB e a outras entidades ligadas ao esporte.

Por Val-André Mutran, correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília.
Teatro

Parauapebas e Marabá recebem “A Mulher de Bath” em novembro

Encenado pela atriz global Maitê Proença, em comemoração aos seus 40 anos de carreira, o monólogo mostra uma mulher à frente de seu tempo, que não teme dizer o que pensa

Em turnê pelo País com o monólogo “A mulher de Bath”, que marca seus 40 anos de carreira, a atriz global Maitê Proença estará na região em novembro próximo. No dia 8, ela se apresenta em Parauapebas, na Bahamas Casa de Shows, às 21 horas; e, no dia 10, para o público de Marabá, no teatro do Centro de Convenções, também às 21 horas. “A Mulher de Bath” é uma mulher à frente de seu tempo, que não teme dizer o que pensa. Trata-se de uma das figuras basilares da literatura ocidental, precursora de Shakespeare e do indivíduo moderno.

À beira de uma estrada, em plena Inglaterra medieval, uma mulher experiente, bem humorada e de franqueza desconcertante conta a história de sua vida: seus cinco maridos e a vida sexual, suas paixões, seus rancores e vinganças, seu profundo conhecimento dos homens e da alma humana. “Se não houvesse em toda a Terra imensa, autoridade além da experiência, a mim isso seria suficiente, pra fazer um relato contundente, das mazelas da vida de casada”, assim se apresenta ao público “A Mulher de Bath”. Fogosa e cheia de vida, essa viúva em série está em busca do sexto marido.

O texto é do escritor e filósofo inglês Geoffrey Chaucer (1343-1400), reconhecido como o pai da literatura inglesa, e faz parte de sua obra inacabada “Os Contos da Cantuária”, publicada pela primeira vez em 1475 e tida como uma das mais importantes da literatura inglesa e um clássico da literatura mundial. A tradução, de José Francisco Botelho, foi indicada ao Prêmio Jabuti e já é
considerada uma referência contemporânea na tradução de Chaucer. “É um texto de interesse universal. Uma mulher falando dos jogos e artimanhas do amor, das guerras infernais no casamento, do sexo e suas armadilhas, das diferenças entre homens e mulheres, da necessidade da soberania feminina, de seu pleito por liberdade. São as mesmas questões de hoje. Ele foi surpreendente em sua época, e continua a surpreender agora”, conta Maitê Proença, atriz  e idealizadora do projeto.

A direção é de Amir Haddad, professor de teatro premiado diversas vezes, com participação do ator e músico Alessandro Persan. A duração é de 70 minutos e a classificação indicativa é de 16 anos.

Serviço
Os ingressos custam R$ 60,00 e, em Parauapebas, podem ser encontrados no CS Clube, no Shopping Partage, Drogaria Popular do Pará, no Cidade Jardim, Farmácia Zero Hora no Cidade Nova e Vila Texana no Shopping Partage.

Em Marabá os ingressos estão à venda nos seguintes locais: Farmaformula, Savassi calcados, Drogaria São Félix e Faculdade Carajás.

Canaã dos Carajás

Núcleo de Iniciação Cultural começa a sair do papel em Canaã dos Carajás

A “Terra Prometida” é a única no Norte do País a conseguir financiamento por meio do Programa Itaú Social

A expectativa é de que 150 crianças e adolescentes, com idade entre seis e 17 anos, que apresentam situação de vulnerabilidade social e moradores do Residencial Canaã sejam atendidos pelo projeto, que conta com o financiamento da Fundação Itaú Social. As inscrições para os moradores iniciaram na manhã desta quinta-feira (16).

O Núcleo de Iniciação Cultural na Garantia de Direitos (NIC) é um programa financiado por meio da Fundação Itaú Social, em parceira com o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e tem como objetivo, atender os cidadãos proporcionando contato com manifestações culturais, como música, dança, pintura e grafismo além de palestras socioeducativas e oficinas de cultura popular. No Norte do País, Canaã é a única cidade beneficiada com esse recurso.

“Temos alguns critérios para essa participação. Por exemplo, quem já é beneficiado por outros projetos não pode participar, pois a ideia é que toda a população seja contemplada de alguma forma por algum programa do governo”, destacou Gidalto Rodrigues, diretor da Funcel (Fundação de Cultura, Esporte e Lazer).

Ao todo, o núcleo deve beneficiar diretamente 1.300 pessoas, entre crianças, adolescentes e famílias em toda a cidade. Além do Residencial Canaã, bairros como o Novo Brasil, Paraíso das Águas e Vale da Benção serão beneficiados com o projeto. Música, danças, pinturas, grafismos e artes plásticas estão entre as principais atividades previstas.

As ações buscam garantir a defesa dos direitos de crianças e adolescentes em nível municipal. Para a presidente da Associação dos Moradores, Vera Lúcia, a expectativa é de mudança na vida dos beneficiados. “A expectativa é de que o projeto mude muita coisa no dia-a-dia dessas crianças e adolescentes daqui. As pessoas estão otimistas e eu acredito que muita coisa vai melhorar para esses jovens e suas famílias”, previu.

Parauapebas

Cooperação coloca em funcionamento novo Centro Cultural de Parauapebas

Parceria foi oficialmente firmada na sexta-feira, 10, entre prefeitura e Vale, quando também foi assinado termo de cooperação para obras de mobilidade urbana

A assinatura de um termo de cooperação entre a mineradora Vale e a Prefeitura de Parauapebas na última sexta-feira, 10, vai permitir que o novo Centro Cultural do município passe a funcionar efetivamente a partir de agora.

Inaugurado em 9 de dezembro de 2017, o espaço é um dos maiores e mais bem estruturados do Pará. Conta com um belo teatro, salas de dança, de áudio e de vídeo e com um auditório com capacidade para 200 pessoas.

 

Ao lado do prefeito Darci Lermen, estiveram presentes na assinatura os secretários municipais de Cultura, Popó Costa; de Obras, Silvana Faria; e de Assistência Social, Jorge Guerreiro; do chefe de Gabinete, Roque Dutra; e dos representantes da Vale, João Coral e Plínio Tocchetto.

De acordo com o titular da Secult, Popó Costa, a assinatura do termo é a continuidade de um trabalho que vem sendo realizado em conjunto e a parceria deverá propor projetos e ações de incentivo à cultura, que formarão o calendário de programação do novo espaço.

“Temos uma equipe de 24 profissionais, técnicos da arte, da dança e da música, que vão atuar na operacionalização do centro. Essa equipe vai construir uma agenda de trabalho para funcionamento do centro, rotina de atendimento e projeto para atender a comunidade. A ideia é formar público e mais artistas e ainda garantir o espaço aberto para quem já produz na área da cultura. Ao todo, (o trabalho) envolve equipes de administração e artística”, explicou Popó.

Segundo o gerente de Sustentabilidade Norte da Vale, João Coral, “o objetivo é fomentar as atividades culturais no município e formalizar essa parceria para que o município possa da melhor forma possível usufruir da infraestrutura disponível junto à comunidade”.

Na próxima segunda-feira, 20, será iniciada a Semana da Dança, que irá dar o pontapé inicial na programação cultural do centro.

MOBILIDADE URBANA

Na assinatura também foi formalizado o termo de cooperação para execução de obras voltadas para a melhoria da mobilidade urbana de Parauapebas. As obras integram condicionantes ainda da construção do Ramal Ferroviário.

Pelo termo, a Vale irá executar a construção de dois viadutos no bairro Nova Carajás, assim como adequar o viaduto da PA-275 com a PA-160, além de repassar recursos para construção de uma praça no lago do Nova Carajás.

O prefeito Darci Lermen ressaltou a importância da parceria com a Vale. “Já assinamos outros termos, como na parte social e educação, e hoje reforçamos mais uma vez essa parceria com Vale. Então, o que queremos é fazer a construção de nossa cidade de forma coletiva em todas as áreas, e o centro cultural é exemplo e agora mobilidade urbana com a construção de viadutos na entrada da cidade”, declarou o gestor.

A previsão é de que até o final deste ano as obras possam ser iniciadas.

Texto: Liliane Diniz
Fotos: Bruno Cecim
Assessoria de Comunicação – Ascom | PMP
Canaã dos Carajás

CANAÃ: “Do pixel ao pincel” é a nova amostra na Casa da Cultura

Exposição chega à Canaã dos Carajás como parte do Programa e Itinerância Cultural

Os traços precisos trazem consigo histórias das mais diversas regiões do País. Nas telas, imagens, lembranças vivas de Cyro José, um artista e amante da arte de trazer e deixar recordações a quem aprecia uma boa paisagem.

Entre uma técnica e outra, surge um novo romance entre o homem e a arte visual, algo quase que indescritível.

Desde a manhã desta terça-feira (7), a exposição “Do pixel ao pincel” está em cartaz na Casa da Cultura de Canaã dos Carajás. Os trabalhos destacam os temas da natureza e da cultura popular registrados pelo homem da terra do “Uai”, que andou pelas regiões mais remotas do País, fotografando tanto o ambiente, como o homem que vive nesse meio.

Lúdicas, incidentais ou premeditadas, as lentes e o olhar de Cyro premiam os visitantes com imagens que podem ser percebidas como aquarelas, óleos, grafismos, estampas ou variadas texturas. Um curioso resultado de qualidade pictória que só se alcança por meio da interação entre homem e máquina. A técnica, somada à emoção e ao fazer continuado, empenham-se em produzir de resultado o que entende-se como arte.

Natural de Formiga–MG, Cyro José Soares é um fotógrafo com mais de 30 anos de carreira e tem diversos livros publicados, além de vários prêmios em concursos nacionais. O destaque de seu trabalho são os temas da natureza e da cultura popular.

A exposição já esteve em cartaz no Memorial de Minas Gerais Vale, entre abril e maio de 2018, e chega à Casa da Cultura de Canaã dos Carajás como parte do Programa e Itinerância Cultural.

Entre as atrações, o “gabinete das coisas invisíveis”, uma espécie de caixa mágica que tem atraído a atenção dos visitantes, que ficam curiosos para desvendar o mistério de seu interior.

A amostra segue aberta ao público até o próximo dia 21 de setembro, de terça a sábado, das 8h às 18hs.

Parauapebas

Antigo prédio da Câmara pode ser transformado em teatro

Caso Executivo não destine recursos para a obra, vereador Luiz Castilho garante sua emenda parlamentar para a reforma do prédio

Em entrevista à Rádio Arara Azul FM na manhã desta segunda-feira, 6, o vereador Luiz Castilho falou sobre o projeto de transformar o antigo prédio da Câmara Municipal de Parauapebas em teatro, com o objetivo de fortalecer as ações culturais do município. Localizado na Rua E, o prédio está abandonado desde que o Poder Legislativo foi transferido para um espaço mais amplo e moderno, na Rua F, Bairro Beira Rio II.

O vereador Castilho, que é líder do governo na Câmara Municipal, foi à Arara Azul acompanhado de Doddy Amâncio, coordenador da Associação de Teatro de Parauapebas e Patrick Zarack, ator e produtor cultural. O trio foi entrevistado pelo radialista Elson Brito, no Programa “Alerta 96”.

Castilho reconhece que o prédio da Câmara está intimamente ligado à história do próprio município, tendo abrigado projetos sociais como “Barriga Cheia”, mas que atualmente está ocioso, embora em um “lugar nobre”. Ao sugerir que aquele patrimônio seja transformado em teatro, o vereador ressalva que é uma forma de valorizar a própria história. “A indicação é fruto de uma mobilização da Associação de Teatro de Parauapebas, que recolheu centenas de assinaturas. Temos muitos artistas em nossa cidade, mas ainda somos pobres na estrutura para abrigar os grupos que atuam neste segmento”, reconheceu Castilho.

O líder do governo foi quem ingressou com a indicação de doação do prédio à ATP, que foi aprovada pelos colegas parlamentares. Embora muitas pessoas espalhassem boatos de que a estrutura do prédio estaria comprometida, a pedido de Castilho uma equipe técnica da Secretaria de Obras foi até o local, fez uma vistoria e não identificou nada que condenasse o prédio. “A intenção é realizar algumas adequações, mas manter a fachada, que faz parte da história do município”.

Questionado pelo radialista sobre a origem dos recursos para a reforma do antigo prédio da CMP, Luiz Castilho lembrou que, como vereador, não tem autonomia para determinar a realização de obras. “Todavia, tenho a prerrogativa das emendas parlamentares.

Está prevista na LDO que, para 2019, e a Câmara terá 3% do orçamento bruto do Executivo.

Dividido entre os 15 vereadores, este ano temos o montante individual de R$ 2,3 milhões. “Então, caso o Poder Executivo não direcione verba para essa finalidade, repasso minha emenda, de forma integral, para a reforma do prédio e, assim, fortalecer o movimento cultural de nossa cidade”.

Castilho disse que não tem dimensão do custo da reforma, mas que o valor da emenda a que tem direito será direcionado integralmente para esse projeto. O vereador esclarece que não há necessidade de aprovar um projeto de lei para que o prédio seja transformado em teatro e que a liberação de recursos também não passa por burocracia. “Se houver dinheiro, pode ser executado de imediato. Estamos preocupados em elaborar um projeto funcional pela Secretaria de Obras e talvez isso se estenda até o final deste ano, para que em 2019 as obras iniciem, após licitação”.

O parlamentar ressalta que a Associação de Teatro vai participar do projeto, dando dicas sobre a concepção estética, porque serão eles que vão utilizar.

Doddy Amâncio, coordenador da Associação de Teatro de Parauapebas, elogiou a iniciativa de Luiz Castilho e disse que ele está sendo chamado também de “vereador da Cultura” no município, pela aproximação e sensibilidade que tem demonstrado com os grupos artísticos.

Informou que a ATP existe há três anos e durante esse período tem feito um trabalho de formiguinha, mapeando os grupos que atuam em Parauapebas com este segmento, congregando 17 deles atualmente. “Quando se fala em linguagem teatral, é importante perceber que eles se fazem presentes também nas igrejas, nos movimentos sociais, na sensibilidade de um professor que trabalha com arte e literatura na escola. Com isso, temos uma ampla formação de agentes culturais em vários locais”.

O coordenador também ressalta que a Associação de Teatro de Parauapebas é a única do gênero nas regiões sul e sudeste do Estado, mas que enfrenta inúmeras dificuldades, entre as quais a necessidade de criar meios para promover a formação de atores. “Precisamos de um local específico para realizarmos apresentações artísticas das dezenas de grupos de teatro que temos no município, mas ao mesmo tempo o prédio servirá para formação de profissionais da área. Não temos ninguém que trabalhe com iluminação cênica e precisamos formar mão de obra local neste segmento”.

Para Doddy Amâncio, além de acolher os grupos de teatro, o prédio passaria a sediar também ações de grupos de literatura, cinema e artes plásticas, com realização de exposições. “Temos aqui 13 matrizes culturais efervescentes, com exceção da ópera e do circo e por que não fortalecer esse trabalho tão importante para nossa comunidade? ”, indaga Doddy.

Patrick Zarack, ator e produtor cultural, testemunhou que sua vida foi transformada depois que passou a se envolver com o movimento artístico por meio do teatro. “Vi na arte um caminho para mudar minha história de vida. Como eu, muitos jovens veem uma oportunidade de crescimento, mas acaba faltando apoio institucional porque há um certo preconceito.

Algumas pessoas não têm noção que em nossa cidade há um trabalho artístico realizado com pessoas competentes”.

Quem quiser mais informações sobre as ações da ATP, pode procurar no endereço abaixo: Rua Afonso Arino, número 186, Bairro da Paz, entre as ruas Castro Alves e Padre Josimo. Ou através dos telefones: (94) 99212-8084 / 99301-8605.

Parauapebas

Profissionais de dança se reúnem para criar associação em Parauapebas

Eles acreditam que, reunidos em uma entidade, terão mais visibilidade e força para reivindicar do Poder Público políticas culturais e projetos voltados para essa importante arte

Encabeçada pelo professor de dança Carlos Henrique Monteiro, aconteceu, no último sábado (4), a primeira reunião de dirigentes de grupos e profissionais de dança de Parauapebas, a fim de gestar a criação da Associação de Dança do município. Ele defende que os grupos, reunidos numa entidade séria e legalizada, terão muito mais força para reivindicar do Poder Público mais investimentos no setor, como capacitação, cursos de dança e projetos culturais voltados para essa arte.

Carlos Henrique é professor de dança há 15 anos, 12 deles em Tucuruí e o demais em Parauapebas, onde vem notando que os diversos grupos, em geral, trabalham isoladamente e para plateias muito restritas ao meio em que convivem, como parentes, amigos, colegas de trabalho, não tendo assim grande visibilidade.

Carlos Henrique afirma ainda que foi informado de que está sendo criada a Companhia Municipal de Dança e lembra que, com uma associação, “formada com identidade e respeito dentro do município”, os projetos que forem desenvolvidos por um governo não serão esquecidos pelo governo seguinte, “como acontece em quase todos os municípios do Brasil” onde um gestor, por questões meramente políticas, não da continuidade ao trabalho do antecessor.

“Queremos políticas públicas voltadas para a comunidade, para a sociedade, para a criança e ao adolescente. E o Poder Púbico deve ter a obrigação de nos ajudar, com ou sem apoio político da nossa parte, criando leis do incentivo à cultura”, enfatiza Carlos Henrique.

Da reunião de sábado, proposta pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC), onde os agentes culturais envolvidos com o segmento da dança manifestaram seus anseios e necessidades, saíram os seguintes encaminhamentos: 1 – Políticas públicas voltadas para o coletivo da dança municipal; 2 – Reflexões sobre a formação artística dos envolvidos, com a dança na terra do minério; e 3- Criação de uma entidade que lute pelo segmento e o represente como um todo.

Essas e outras propostas deverão ser discutidas e analisadas em uma nova reunião, ampliada, da categoria, marcada para o próximo sábado (11), às 19 horas, na Rua Gabriel Pimenta, 50 (atrás da Loja Maranata) Bairro Rio Verde.