O que deveria para ser apenas mais uma tarde de patrulhamento, terminou com o registro de extrema crueldade e covardia. Na sexta-feira (16), durante a Operação Piracema, nas proximidades da ponte Ana Miranda, sobre o Rio Itacaiúnas, a Guarda Municipal de Marabá e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) se depararam com um ato que choca e revolta: um filhote de cão da raça Boiadeiro Australiano foi jogado vivo no rio, dentro de uma caixa, como se sua vida não tivesse qualquer valor.
O crime veio à tona quase por acaso. O guarda municipal Bezerra, ao registrar imagens da ponte, flagrou o exato momento em que a caixa era arremessada nas águas. O que poderia ter sido uma sentença de morte transformou-se em resgate graças à rápida ação da equipe. Com o apoio do GM J. Borjes e de agentes ambientais, o filhote foi localizado e retirado do rio, sobrevivendo milagrosamente à queda e ao abandono.
Levado ao Hospital Universitário da Faculdade Anhanguera, o caso ganhou contornos ainda mais revoltantes. Após a imagem circular em grupos de mensagens, um médico veterinário reconheceu o animal e revelou que ele já havia sido atendido anteriormente e precisava passar por cirurgia.
A principal linha de investigação aponta que o próprio tutor, para fugir dos custos do procedimento, teria optado pelo caminho mais cruel: descartar o animal, condenando-o à morte.
Mesmo com buscas imediatas realizadas pela Guarda Municipal nas imediações da ponte, nenhum suspeito foi localizado. O caso segue agora para as medidas administrativas e criminais, sob enquadramento na Lei de Maus-Tratos a Animais (Lei nº 14.064/2020), que prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais.
Mais do que um caso policial, o episódio expõe a face mais sombria da indiferença humana e reforça que crueldade contra animais é crime — e deve ser tratada como tal.
(Da Redação)







