Caso Ana Karina: em off

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Tática de protelação? Falta de argumentos? Seriedade com a aplicação da Lei?

A declaração dada à uma emissora de TV essa semana pelo advogado Dácio Antônio, que patrocina a defesa da comerciante Grasiela Barros, foragida da justiça desde maio deste ano, acusada de participação na morte da comerciaria Ana Karina, de que está representando criminalmente contra partes envolvidas no inquérito, quais sejam: o delegado, Dr. André Albuquerque, o promotor público, Dr. Januário Constâncio e a advogada da família da vítima, Drª  Amanda Saldanha, por deliberadamente terem quebrado o sigilo de informações no processo de Ana Karina, caiu como uma bomba na imprensa local e já é comentada nos quatro cantos da cidade.

Há de se fazer algumas ponderações sobre as declarações do nobre causídico. Em tempo algum, os representados repassaram informações confidenciais à imprensa, muito pelo contrário, os que labutam nessa área eram tratados com frieza e desdenho pelas autoridades que pouco, ou quase nada informaram sobre o caso em sua fase investigativa.

Os representados, na opinião do Blogger, agiram de forma ética e responsável, fornecendo apenas informações que não iriam atrapalhar ou atrasar a conclusão do inquérito, que não corre em segredo de justiça, como afirma o advogado. As informações sobre ele são públicas e disponibilizadas no site do TJ-PA pra quem quiser consultar, bastando para tanto digitar o nome de Alessandro Camilo ou um dos outros acusados, inclusive o de Grasiela Barros.

Dr. Dácio Antônio é quem defende Grasiela Barros, e tão somente ela, o que me leva a questioná-lo, em que momento, no transcorrer das investigações,  informações repassadas pelos representados prejudicaram sua cliente, que, segundo ele, inocente, está foragida da justiça por mais de 90 dias. Não estaria ele trabalhando em defesa de outras pessoas?

A imprensa só foi realmente informada dos fatos e pôde questionar os agora representados quando da entrevista coletiva no Plenário da Câmara Municipal de Parauapebas. Ela, não foi temporal quando deixou de revelar a manipulação de provas, os pedidos de prisão, a intervenção da OAB para que patronos não fossem detidos, pelo contrário, agiu eticamente e resguardando sempre imagens de profissionais que militavam no caso, cuidado que o patrono da “inocente” foragida não está tendo.

Parauapebas é mesmo “terra de muro baixo”. No caso Bruno, que tem relevantes aspectos que se assemelham ao de Ana Karina, a imprensa nacional deita e rola, a todo instante o delegado responsável pelo inquérito está na TV dando declarações, anunciando prisões, mostrando evidências sobre o caso. Ninguém da defesa de Bruno questionou a forma como as informações chegam ao público.

Aqui, alguns advogados fazem e desfazem, usam de todas as prerrogativas que a Lei lhes facultam para a boa defesa de seus clientes e, no momento em que se acham prejudicados, usam de artifícios meramente protelatórios para tentar reverter o ônus que sobre seus clientes deveriam recair. Não sei por qual motivo o nobre advogado não representou também contra a imprensa local, pois, se atrapalhar as investigações, usando de táticas muitas vezes espúrias, for crime, mais pessoas certamente deveriam estar atrás das grades. 

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