Câmara de Parauapebas: até quando os vereadores vão usar a tribuna para lavar roupa suja?

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on twitter
Twitter
Share on print
Imprimir

Continua depois da publicidade

A vereadora Irmã Luzinete, do PV, usou seu tempo durante a sessão da Câmara Municipal de Parauapebas de ontem (12) para se defender de denúncias que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual, dando conta que a mesma estava pressionando um empresário local que fornece para a CMP para que o mesmo lhe pagasse propina. Luzinete afirmou que não pediu propina para o empresário e que já teria passado por acareação com o vereador Odilon, que se encontrava no local no momento em que o fato teria se dado.

No vídeo acima, a íntegra da fala da vereadora. É importante ressaltar que alguns edis que fazem parte daquela casa de leis estão precisando de uma reciclagem, ou, no mínimo de entender  o que é política. Senão vejamos:

  • Em agosto passado, o vereador Josineto Feitosa (SDD), então presidente da CMP, disse da tribuna, quando acuado por seus pares:  “Não caio    sozinho, levo     o prefeito e toda a Câmara de Vereadores de Parauapebas comigo“;
  • Em março passado, vereadores de oposição rasgaram o Regimento Interno da Câmara e deram posse a vice-prefeita;
  • No final do mês passado o vereador Odilon (SDD) foi execrado  em âmbito  nacional por declarar  que seu salário, de  R$10 mil  bruto,   mal  dava  para  sobreviver;
  • Durante a sessão de ontem a vereadora Luzinete (PV), sem dar nome aos bois, afirmou que ofereceram a ela R$250 mil para que ela votasse em outro vereador senão o Braz para presidente da Câmara de Parauapebas;
  • A mesma vereadora afirmou ainda, sem novamente dizer quem, que lhe ofereceram R$1 milhão para que ela deixasse de ser oposição ao governo Valmir;
  • A vereadora Eliene (PT) chamou o advogado Mauro Santos, que supostamente prestou assessoria  jurídica ao  legislativo,  de ladrão,  afirmando  que  o  mesmo  teria dado sumiço em documentos oficiais da CMP;
  • O vereador Pavão (SDD), da tribuna, chamou um fornecedor da prefeitura de Parauapebas de moleque safado. Isso em virtude do fornecedor ter feito um Boletim de Ocorrência onde declara que Pavão e Charles Borges (SDD) tentaram extorquí-lo, fato que gerou uma representação que foi dada entrada ontem na CMP onde um popular pede a cassação do mandato de ambos;
  • Ontem ainda, o vereador Josineto Feitosa disse que um funcionário do executivo era “veado”, acredito que sem saber que fazer apologia à homofobia é crime previsto em lei.
São atitudes e declarações que ferem, e muito, o decoro parlamentar aos quais os nobres edis estão sujeitos. Se alguma atitude não for tomada por parte da mesa diretora para coibir os excessos, não se sabe onde é que vai parar o respeito às instituições, aos adversários e colegas políticos. Vereadores estão confundindo o plenário da Câmara com quintal de casa, onde, com raras exceções, se lava a roupa suja.
É sabido que ao vereador cabe a imunidade parlamentar, todavia, a ética, a sensatez e o bom senso deve sempre prevalecer para que os poderes vivam em harmonia e a política seja usada apenas no campo ideológico, deixando as picuinhas e as rixas pessoais de lado, sempre em prol do engrandecimento do município.

Publicidade

Relacionados