Um agente do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) morreu baleado na manhã deste domingo (11) em um tiroteio com outros policiais na Gardênia Azul, na Zona Sudoeste do Rio. Outros cinco PMs ficaram feridos.
De acordo com as primeiras informações, o subtenente chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Os outros cinco foram levados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra. Quatro deles são do Bope e outro do 18º BPM (Jacarepaguá).
Dois deles já tiveram alta médica e outros dois passaram por cirurgia e têm quadro de saúde estável, de acordo com a direção do hospital.
O policial morto foi identificado como Glaucio Marcelo Fonseca da Silva. Ele era irmão do terceiro-sargento do Bope que morreu em confronto na megaoperação do Complexo da Penha há quase um ano.
De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), duas faixas da Avenida Ayrton Senna chegaram a ser fechadas pela ocorrência policial, na altura do Espaço Hall, no sentido Linha Amarela, por volta das 6h30.
O Bope emitiu uma nota de pesar assinada pelo comandante do Bope, o tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro.
“Aos 54 anos de idade, o policial militar dedicou grande parte de sua vida à missão de servir e proteger. Em dezembro deste ano, completaria 26 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, uma trajetória marcada pelo compromisso com a farda e com a missão policial”, afirma o comunicado.
“Neste momento de dor, o BOPE se solidariza com seus familiares e amigos, expressando sinceras condolências e desejando força e conforto para enfrentar essa irreparável perda”, complementa. Glaucio deixa três filhos: duas filhas, de 30 e 19 anos, e um filho, de 7 anos.
A PM, em nota, disse que os agentes do Bope estavam fazendo uma abordagem a um carro quando policiais do 18º BPM viram a movimentação e, por conta da escuridão no local, confundiram com criminosos e atiraram.
A Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), apuram as circunstâncias da ocorrência.
Segundo informações da polícia, os agentes do 18º BPM receberam informações de que homens armados estavam na Rua Guilherme Moreira e ao chegarem ao local o tiroteio começou.
Uma foto mostra que a viatura do batalhão local ficou com diversas marcas de tiros. Um vídeo feito pouco depois mostra sangue e cápsulas de munição no chão.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. Uma perícia estava sendo realizada no local por volta de 10h.
A Rua Guilherme Moreira, onde o confronto aconteceu, estava fechada na manhã deste domingo (11). Moradores reclamam das condições do asfalto e da iluminação nesse trecho e afirmam que o local é muito perigoso e escuro durante a noite.
(Fonte: g1)