O Governo Federal está intensificando a implantação e a integração da Inteligência Artificial (IA) nas universidades federais como parte estratégica do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (2024–2028). A iniciativa combina investimentos robustos, expansão da formação acadêmica e definição de diretrizes éticas para aplicação da tecnologia no ensino, na pesquisa e na gestão universitária.
Investimento de R$ 390 milhões
Um dos pilares do programa é o aporte de R$ 390 milhões destinados à modernização da infraestrutura tecnológica e ao desenvolvimento de soluções baseadas em IA. O objetivo é otimizar processos administrativos, ampliar a capacidade de pesquisa e fortalecer a inovação científica nas instituições federais.
Expansão da oferta de cursos
A formação de profissionais qualificados é outro eixo central. A oferta de cursos de bacharelado em Inteligência Artificial no Sisu saltou de 4 para 24 opções em apenas um ano. Universidades como a Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão entre as que ampliaram suas vagas e criaram novos cursos voltados à área.
A expansão responde à crescente demanda do mercado de tecnologia por profissionais especializados em ciência de dados, aprendizado de máquina e automação inteligente.
Diretrizes éticas e uso responsável
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apresentou diretrizes para o uso ético da IA nas universidades, com foco na automação de processos administrativos, personalização do ensino e preservação da integridade acadêmica.
Além disso, instituições como a Universidade Federal do Ceará (UFC) já publicaram portarias específicas para regulamentar o uso da Inteligência Artificial na pós-graduação, incluindo mecanismos de verificação de similaridade e prevenção ao uso indevido da tecnologia em trabalhos acadêmicos.
Consulta pública e regulamentação
O Ministério da Educação (MEC) também abriu consulta pública para estabelecer normas nacionais sobre o uso da IA na educação superior. A proposta é garantir inovação com responsabilidade, transparência e segurança jurídica para estudantes, professores e pesquisadores.
Carlos Magno
Jornalista DRT/PA 2627







