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Opinião

Valmir Mariano dá mais um tiro no pé e mostra que política não é seu forte!

Quando prefeito, Valmir Mariano costumava dizer que não era um político, mas um engenheiro em um cargo político. As ações malsucedidas de Valmir têm mostrado que, de política, ele não entende bulufas nenhuma.

O ex-prefeito de Parauapebas disputou a eleição deste ano concorrendo a uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará. Sua campanha, porém, claramente tinha outro norte: a eleição municipal de 2020. Até aí tudo bem, faz parte do jogo político o candidato, de olho em um cargo, se candidatar em eleições intermediárias para manter seu nome em evidência. Mas 2018, politicamente para Valmir Mariano, está sendo um grande desastre. Senão, vejamos…

 – Valmir errou ao se candidatar a deputado estadual. A concorrência sempre foi muito grande; faltou-lhe recursos para a campanha; dificilmente se vence uma eleição para deputado estadual tendo votos apenas em um município, mesmo isso sendo possível, levando-se em consideração o eleitorado de Parauapebas.

 – Valmir não deveria ter sido candidato a nada nessa eleição. Os quase 48 mil votos obtidos por ele em 2016 (38,55% dos votos válidos) para prefeito os colocava, até então, como principal concorrente ao atual prefeito nas eleições de 2020, quando fatalmente Darci Lermen buscará a reeleição. Se VQM tivesse ficado quieto esse ano teria mantido essa posição, mas a ingenuidade política do ex-alcaide se sobrepôs e o resultado foi pífio. Menos da metade dos eleitores que nele votou em 2016 repetiu a intenção. Isso porque Parauapebas contou com inúmeros candidatos, o que pulverizou os votos e atrapalhou a performance de Valmir. Essa leitura deveria ter sido feita pelo ex-prefeito e seus asseclas, mas não, a imbecilidade política demostrada na eleição de 2016 que o levou à derrota (primeiro prefeito não reeleito em Parauapebas) voltou a ser repetida.

 – Se Valmir e seus asseclas tivessem decidido por lançar-se candidato a uma vaga para deputado federal a história poderia ter sido outra. Com menos concorrentes locais, Valmir poderia ter o triplo dos votos obtidos para estadual e até ter conseguido uma das 17 vagas. A polarização em torno de seu nome em Parauapebas para federal seria bastante viável, pois teria apoio da maioria que concorreu contra ele para estadual. Além de ser o candidato nato da cidade, poderia ter muitos votos nas imediações, já que seu trabalho como prefeito de Parauapebas é conhecido na região. Eu apostaria que, caso se candidatasse a federal, Valmir teria entre 70 e 85 mil votos. Só pra lembrar, Eduardo Costa (PTB) da mesma coligação de Valmir, se elegeu com 75 mil votos.

Pois bem, Valmir não ouviu quem deveria ter ouvido (como sempre), disputou a eleição para estadual, perdeu capital político e, não satisfeito com os erros, cometeu mais um. Este o pior dentre os tantos que cometeu politicamente em 2018: gravou um vídeo declarando apoio ao candidato do MDB no segundo turno da eleição para o governo do Estado. Ora, mas de onde foi que Valmir tirou essa?

Veja também:  Diretório do PT descarta união com Helder Barbalho em Marabá

Os arranjos políticos no segundo turno de uma eleição majoritária são normais. Candidatos buscam apoio de figuras bem votadas, com cacifes políticos, visando sua eleição. Em troca, oferecem cargos, apoio em eleições futuras e/ou ajuda financeira para socorrer as contas de campanha, que quase sempre estão no vermelho.

Passei o fim de semana pensando quais os benefícios buscou o ex-prefeito quando declarou apoio a Helder Barbalho e, confesso, não encontrei nenhum, salvo ajuda jurídica nos diversos processos que tramitam contra ele nas esferas estadual e federal. Helder eleito governador poderia por um pano frio em alguns processos, não em todos.

Helder tem um acordo com Darci Lermen, prefeito de Parauapebas, celebrado em 2015, quando Darci ingressou no então PMDB para disputar a prefeitura de Parauapebas. Esse acordo garantiu uma legenda forte a Darci e em troca garantiu o apoio a Helder agora em 2018. Só que esse acordo não termina agora. Ele, caso Helder vença a eleição, será prolongado para 2020, o que descarta que o apoio de Valmir no segundo turno a Helder tenha sido discutido a traição ao MDB local. Dinheiro não me parece ter sido o motivo, já que Valmir gravou vídeo logo após uma publicação deste blog – informando que suas contas de campanha haviam sido bloqueadas pela justiça do trabalho – dizendo que todas as suas contas estavam sendo quitadas naquele mesmo dia.

Apoiar Helder (nada contra o candidato) foi um tiro no pé, mais um, de Valmir Mariano. A única chance de Valmir voltar ao Palácio do Morro dos Ventos seria com uma eventual vitória de Marcio Miranda com apoio irrestrito de Valmir. Assim, com a ajuda  da máquina estadual, Valmir poderia ter alguma chance frente a Darci, que sabe usar o poder que tem e dificilmente perderá a reeleição. Apoiando Helder Barbalho, Valmir fecha a única porta que poderia levá-lo de volta ao Morro dos Ventos, assina sua sentença de morte política e corrobora para que sua vida política termine no ostracismo.

Quando prefeito, Valmir Mariano costumava dizer que não era um político, mas um engenheiro em um cargo político. As ações políticas malsucedidas de Valmir têm mostrado que, de política, ele não entende bulufas nenhuma. É um elefante em uma sala de cristais, um político com breve carreira!

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  1. Quando o hospital ficou sem energia até à noite não foi publicado, quando a hemodiálise foi reduzida uma hora por falta de pagamento não foi publicado, mas agora sobre política e publicado ? É de se pensar

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