“Tudo leva a crer que há envolvimento dessa advogada no homicídio do nosso colega Dácio”, afirma presidente da OAB/PA

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Para falar da prisão da advogada Betânia Maria Amorim Viveiros, que ocorreu ontem (18) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Pará, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado do Pará (OAB/PA), Alberto Antônio de Albuquerque Campos, concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (19), na sede da Subseção Parauapebas.

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Betânia Maria Amorim Viveiros, ao lado dos PM’s Silva e Sousa e Kacilio, e o capitão Dércilio Júlio, é suspeita de ser a mandante do assassinato do seu sócio, o também advogado Dácio Antônio Gonçalves Cunha, em 2013. O que se percebeu também foram alguns “burburinhos” entre os advogados que também foram prestigiar a solenidade de posse do posse da nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Parauapebas. Muitos, inclusive, demonstravam surpresa com os últimos acontecimentos.

De acordo com Alberto Campos, na manhã de quinta-feira, a OAB foi comunicada de uma diligência do Gaeco, na qual havia o envolvimento de busca e apreensão da advogada Betânia. O atual presidente Deivid Benasor acompanhou os oficiais. “Tudo leva a crer que, na verdade, há o envolvimento dessa advogada no homicídio do nosso colega Dácio, efetivado em 2013” afirmou.

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O presidente da OAB Pará disse que, na época do assassinato de Dácio, ele era vice-presidente da Ordem. “Estive aqui e foi um crime que consternou a advocacia de Parauapebas”, declarou. Alberto explicou que a investigação está correndo em segredo de justiça e por isso não dispunha de maiores detalhes, contudo, ele ressaltou o papel da OAB neste momento. “A OAB irá preservar o direito da advogada a ter uma prisão de estado maior. Determinei isso à Comissão de Prerrogativas da capital quando ela foi transferida para lá. Ela está recolhida em um local que preenche os requisitos desse tipo de prisão”, declarou.

O advogado deixou claro que a Ordem dos Advogados não compactua com crimes e que irá acompanhar o andamento da ação penal. “Se por ventura ela vier a ser denunciada como mandante do crime de homicídio, a OAB estará no lado contrário como assistente do Ministério Público”, garantiu. No entanto, deixou claro que todas as medidas que a Ordem for tomar, dependem da conclusão do procedimento que está ainda na primeira fase.

“É claro que quando há medidas extremas como essa, e a prisão cautelar é uma medida excepcional, já há indícios suficientes de crime claro e de autoria praticamente certos. A Ordem não só irá se habilitar como assistente da ação penal, mas também tomará as medidas administrativas para responsabilizar no âmbito do conselho da seccional a advogada envolvida no crime”, disse. Ele completou falando que ao final do inquérito policial, caso a advogada seja realmente indiciada, um processo ético-disciplinar será instaurado no qual será solicitado ao Tribunal de Ética e Disciplina a suspensão preventiva do exercício da advocacia de Betânia Maria Amorim Viveiros. 

Fonte: www.conectacarajas.com.br

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