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Marabá

Sespa, finalmente, libera oncologia para Marabá

Pacientes do município têm sofrido para realizar tratamento contra o câncer em cidades como Belém e Araguaína

Depois de vários anos lutando, finalmente os marabaenses terão o serviço de oncologia – com atendimento público – mais perto. É que o governo do Pará publicou no último dia 9, no Diário Oficial do Estado, o chamamento público para o credenciamento da Oncoradium, sediada em Marabá, para a prestação de serviços em oncologia (tratamento de câncer), mais especificamente para realização de sessões de quimioterapia.

Na sessão ordinária desta quarta-feira, dia 14, o presidente da Câmara Municipal de Marabá, Pedro Corrêa Lima, lembra que essa luta começou a ser travada ainda em 2002, quando ele era secretário municipal de saúde e participava de reuniões com secretários estaduais de saúde, mostrando a necessidade e a importância de implantar o serviço de oncologia em Marabá. “Em julho deste ano, estive com o secretário de Estado de Saúde, Vitor Mateus, o qual garantiu que o processo de credenciamento da Oncoradium estava em fase final e que iria se empenhar para que a implantação ocorresse ainda nesse segundo semestre”, explica.

Mas Pedro Corrêa reconhece que o contrato inicial, no valor de R$ 1.850.000,00 para um ano, não será suficiente para atender a grande demanda existente no município. Mesmo assim, entende que o importante é iniciar e, posteriormente, ampliar o leque de oferta de sessões de quimioterapia. “Precisamos avançar com realização de exames e o serviço de radioterapia. Vamos procurar o próximo governador (Helder Barbalho) para que ele garanta a ampliação da oncologia em nosso município. Agradeço a todos que se empenharam para que esse projeto se concretizasse, porque esta não é a conquista de apenas uma pessoa. Muitas mulheres se uniram e saíram em passeata pelas ruas da cidade, elaboraram documentos e clamaram ao governo do Estado para garantir o tratamento contra o câncer em Marabá”, relembra Pedro Corrêa.

O presidente lembra que no primeiro semestre deste ano a Câmara Municipal realizou audiência pública para ouvir representantes de vários segmentos, os quais assinaram um documento cobrando do governo do Estado para que oferecesse tratamento contra o câncer em Marabá.

Atualmente, quando um paciente se desloca de Marabá para Belém para tratamento de câncer, por exemplo, ele recebe, via TFD (Tratamento Fora de Domicílio) uma diária no valor de R$ 24,75 sem acompanhante e R$ 49,50 se houver acompanhante. No máximo, durante o mês, pode receber 21 diárias, além de dinheiro para deslocamento.

Dados oficiais do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde mostram que no ano passado, o câncer foi responsável por 131 mortes em Marabá. “Acredito que muitas delas poderiam ter sido evitadas se o diagnóstico e o tratamento tivessem começado mais cedo, ao lado da família”, avalia Pedrinho Corrêa.

Dados recentes da própria Secretaria Municipal de Saúde de Marabá revelam números preocupantes em relação às pessoas que fazem tratamento contra o câncer. De cerca de mil pacientes que estão utilizam o TFD, 40% se deslocam em grandes distâncias para se tratar de algum tipo de câncer. “Se por si só não bastasse o abalo na estrutura familiar da pessoa que tem diagnóstico de uma doença que deixa o paciente física e psicologicamente frágil, quanto mais a dificuldade em ter acesso ao tratamento adequado”, pondera o vereador.

Ulisses Pompeu – de Marabá

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