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Tucuruí

Promotores revelam desvio de mais de R$ 100 milhões na Prefeitura de Tucuruí

Ex-prefeito Sancler Ferreira era “orquestrador do esquema” e é considerado foragido da Justiça

Em entrevista coletiva por volta de 13 horas desta terça-feira, 3, na sede do Ministério Público Estadual em Tucuruí, os promotores de Justiça Carlos Alberto Fonseca e Amanda Sales Lobato revelaram detalhes sobre a operação em que a Justiça decretou a prisão preventiva e domiciliar de 13 pessoas, acusadas de participação em fraudes em licitação na Prefeitura de Tucuruí.

A operação teve apoio das polícias Civil e Militar e prendeu 10 pessoas em Belém e Tucuruí. Segundo os promotores, a investigação iniciou no Ministério Público Federal (MPF), que posteriormente encaminhou os documentos para o MPE, porque ficou caracterizado que os recursos desviados eram dos cofres municipais e estaduais.

Os crimes teriam sido cometidos entre os anos de 2010 a 2015, com esquema de superfaturamento com uso de máquinas pesadas.

Para chegar aos 13 nomes da lista famigerada de prisões desta terça-feira, houve quebra de sigilo telefônico e fiscal dos acusados e ficou constatado que a verba pública era distribuída entre várias contas manipuladas entre diversos réus. Com isso, a Justiça determinou o bloqueio dos bens das pessoas físicas e jurídicas  envolvidas. “Havia laranjas, ex-prefeito, ex-secretários municipais e assessores particulares que representavam as empresas contratadas”, disseram os promotores.

Segundo os representantes do MPE, foram desviados mais de R$ 100 milhões em valores corrigidos por meio de processos licitatórios fraudulentos envolvendo a empresa Construpar. O esquema alcançava vários núcleos: político, de licitação, medições e de fiscalização. “Houve participação de servidores que não cumpriram seu papel”, revelaram.

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Dos 13 mandados de prisão, foram cumpridos dez, estando foragidos o ex-prefeito Sancler Ferreira, Lucas Fernando da Costa Menezes e Orlando de Deus e Silva Neto. “A polícia foi aos dois endereços de Sancler em Tucuruí e ele não estava. Em seu apartamento, em Belém, só estava a esposa. A partir de agora é considerado foragido da Justiça”, disse o promotor Carlos Alberto.

Entre os presos, Adriana de Souza, Aline Furtado e Cristiane de Moraes, que têm filhos menores de idade, vão cumprir prisão domiciliar, já que não há disponíveis tornozeleiras eletrônicas para elas.

Foram presos hoje Ronaldo Lessa Voloski, Francisco Souto de Oliveira Júnior, Raimundo Germano de Souza, Anísio Pacheco Ribeiro, Marilely Beliche de Sousa, Marcio Hiroshi Moreira Kamizono, Luana Pereira Pantoja, Edson Andrey Furtado da Costa, Adval Patricio Gouveia Souza, e Luis Guilherme da Silva Araújo.

Luana Pantoja, que trabalhava na Secretaria de Finanças, foi presa e encaminhada para o Presídio Feminino de Marabá.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Comentários ( 3 )

  1. É mais um político que pertence a quadrilha do pior governador do Estado do Pará dos últimos tempos o corrupto e cassado Tucanalha Jateve!
    Se continuar as investigações poderá prender mais Tucanalhas, que durante os doud mandatos do Jateve saquearam nosso Estado.

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