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Mineração

Projeto irá reduzir rejeitos da barragem do Gelado

A Vale estima que  o Projeto Gelado gere para Parauapebas uma arrecadação de ISS em torno de R$ 22,9 milhões durante a fase de construção.

Em coletiva realizada nesta quinta-feira (29/11), a Vale anunciou novos projetos, que demandarão cerca de 6 mil empregos no pico de obras em 2020. Entre os investimentos, está o Gelado, que consistirá na recuperação do minério proveniente da barragem. Isto irá reduzir a quantidade de rejeito nas estruturas e eliminará a necessidade de alteamentos ou novas barragens em Carajás.

Deverão ser recuperados aproximadamente 10 Mtpa de minério. “O projeto representa um grande avanço em termo de ganho ambiental, onde será possível reaproveitar o rejeito depositado ao longo dos últimos 30 anos nas barragens, reduzindo gradativamente a quantidade”, diz o gerente executivo de Projetos, Carlos Miana.

Na prática, o rejeito será sugado por dragas elétricas (sem o uso de diesel) e depois será direcionado por meio de um mineroduto para nova planta, onde passará por uma concentração magnética e posteriormente pelas filtragens.

A concentração magnética funciona como um imã, que reduz a quantidade de contaminantes no minério, condição necessária para produção de pelotas de alta qualidade. A água utilizada no processo virá da própria barragem. A construção de toda planta de reprocessamento dos finos (rejeito) exigirá investimento na ordem US$ 428 milhões.

As obras devem durar três anos, com previsão de início dos testes de comissionamento para operação no 2º semestre de 2021. Caso obtida a licença ainda no início de 2019, a previsão é que em meados do mesmo ano, 1300 pessoas estejam atuando no projeto. Chegando ao pico em 2020, com 1500 trabalhadores. O perfil da mão de obra, nessa fase, será por profissionais ligados à construção civil e em seguida à montagem.

Veja também:  Pará movimenta R$ 33,5 bilhões em minérios de janeiro a novembro

“A nossa expectativa é que as empresas contratadas busquem cada vez mais Sine e Acip e contratem local”, diz o gerente executivo de Sustentabilidade, João Coral.  A empresa também estuda a possibilidade de implantar um programa de aprendizes, para capacitar 100 jovens a fim de atuar na nova planta. Além de empregos e a manutenção do royalties, a empresa estima que  o Gelado gere para Parauapebas, a arrecadação de ISS em torno de R$ 22,9 milhões durante a fase de construção.

Hoje, para que o minério brasileiro chegue à China são necessários 15 dias a mais que as concorrentes australianas, além disso há forte oscilação no preço do minério. Ainda segundo Miana, o Gelado faz parte da estratégia da empresa em ser cada vez mais sustentável e previsível.

“São projetos que irão permitir que o mercado possa facilmente prever o desempenho da empresa e a mineração brasileira mantenha a competitividade frente aos concorrentes mundiais em termos de preço e conservação ambiental, atendendo a demanda da China por cada vez mais produzir de forma limpa com menor emissão de gases poluentes, e o minério de Carajás tem esse diferencial”, afirma Miana.

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