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Professora de Parauapebas é destaque em prêmio nacional

Carlene Alves Cardoso se destacou na categoria Educação Infantil/Pré-Escola do 11º Prêmio Professores do Brasil

A Escola Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato realizou, na manhã desta terça-feira (9), uma cerimônia em homenagem à professora Carlene Alves Cardoso. Ela foi destaque estadual na categoria Educação Infantil/Pré-Escola do 11º Prêmio Professores do Brasil, com o projeto “Recitando e Encantando”.  A iniciativa, do Ministério da Educação e parceiros, busca reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.

Além de participar do processo de premiação, os professores desenvolvem um exercício de reflexão sobre a própria prática, o que garante o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.

Para o secretário de Educação de Parauapebas, Raimundo Oliveira Neto, é sempre significativa uma participação como a da professora Carlene, mostrando que a rede municipal tem professores antenados com a realidade, buscando formas diferentes de ensinar, motivando as crianças para o mundo do conhecimento

“Nesse caso específico é o início deles no mundo da poesia, com o tema ‘Recitando e Encantando’, para motivar, para que elas possam entrar no mundo da literatura. Eles são incentivados a fazerem isso. Então, existem outras experiências muito boas nesse campo, que, em verdade não chegaram a se inscrever no prêmio. Por isso, parabenizamos a professora pela coragem de ter se inscrito no prêmio, de ter participado e, a gora, se tornado destaque nacional na Educação”, observou Raimundo Neto.

Para Antônia Joelma Abreu de Almeida, diretora da Escola Monteiro Lobato, é um momento muito importante e de grande alegria, porque a professora Carlene sempre foi muito esforçada. “Não foi surpresa porque conhecemos o trabalho dela a o potencial dela, é um ganho para a Educação em Parauapebas ela ter sido a professora destaque. Além dela só outro professor em Belém. Então, para a gente, é um prazer imenso”.

Joana D’Arc, coordenadora da professora Carlene em 2017, e que acompanhou o projeto “Recitando e Encantando”, disse que ele foi estendido para outras turmas. Ela lembra que a professora, apresentou o projeto e disse que iria fazer essa inscrição no prêmio. “Então, ele foi estendido para todo o Segundo Período do Infantil II, íamos fazer esse projeto juntos. No final do ano teríamos a amostra da Educação Infantil e eu gostaria muito que a comunidade visse não só os brinquedos e as brincadeiras trabalhadas com as crianças, mas também algo relacionado à leitura e à escrita que as crianças faziam durante o ano e foi muito legal”, lembra a coordenadora.

Segundo ela, todas as professoras apresentaram o “Recitando e Encantando” com diversos autores, não só com um autor, outros autores entraram também no projeto e foi uma difusão de ideias entre todas as crianças porque uns conheciam os autores que outros professores estavam trabalhando durante as Sextas Culturais e as Quintas Literárias.

“Eu fiquei muito feliz, não só por ela, mas por toda a escola, por ser uma escola de pequeno porte, por enfrentar algumas dificuldades. Achei muito bacana ela ter transpassado essas barreiras, de não te pensado só nas dificuldades e sim de ter colocado, acima disso, a valorização das crianças”, comemorou Joana D’Arc.

Érica de Sousa, mãe de um aluno da professora Carlene, diz que o garoto avançou muito nos estudos e afirma que ela trabalha muito bem com as crianças. “O aprendizado, a postura e até o comportamento dele melhorou. É uma honra para mim tê-la como professora do meu filho”, disse.

Carlene Cardoso, a homenageada, disse que foi uma grande satisfação ser professora destaque na premiação, representando a Escola Monteiro Lobato e a rede de educação do município. “Para mim é uma honra e um orgulho muito grande”, afirmou.

Segundo ela, tudo começou quando, algumas crianças, após o término das férias, apresentaram dificuldade na linguagem oral e escrita. Aí surgiu a proposta de passarem a ler convencionalmente, a partir da memorização e declamação da poesia. “Teve momentos únicos e, no final, um sarau com a participação de toda a comunidade”, conta ela.

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