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Criminalidade

PM derruba desempenho dos “pilas” para menos da metade na região do CPR II

Para o Coronel Mauro Sergio, comandante do CPR II, "a queda na criminalidade na região se deu em virtude de três pilares: gestão, governança e transparência".

Má notícia para quem deseja fazer carreira no submundo do crime na região de Carajás: a Polícia Militar está derrubando os bandidos da função e, este ano, conseguiu reduzir o número de assaltos para menos da metade em relação a 2017. Os “pilas”, mesmo os graduados na função e velhos conhecidos dos homens da lei, estão se vendo aperreados com a atuação combativa do Comando de Policiamento Regional (CPR) 2, a cuja instituição estão vinculados o 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em Marabá; o 23º BPM, com sede em Parauapebas; e a 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), com sede em Rondon do Pará.

Números repassados pela assessoria do CPR 2 ao Blog do Zé Dudu e referentes ao mês de novembro revelam que o Comando fez diminuir de 803 registros para 366 o número de roubos, furtos, assaltos e assemelhados na região, entre 2017 e 2018 (considerando-se o período entre 1º e 25 deste mês). Em termos percentuais, a baixa é de 55% na performance dos malfeitores.

A agonia toma conta da malandragem, principalmente nos dois maiores centros urbanos da região, Marabá e Parauapebas, onde a ação dos Batalhões fez a criminalidade recuar vertiginosamente. Só em Marabá, o número de roubos despencou de 313 para 141 e áreas críticas, como os bairros Novo Progresso (núcleo São Félix), Novo Horizonte (núcleo Cidade Nova) e Folha 32 (núcleo Nova Marabá), “points” dos larápios, voltaram a respirar ares de paz. Essas localidades têm alta densidade de classe trabalhadora e vinham frequentemente sendo exploradas por gatunos de plantão, mas a presença ostensiva da PM está enxotando os marginais.

Em Marabá, vale destacar também a queda no número de homicídios, que passou de 11 para sete no comparativo entre novembro de 2017 e 2018. E na área do 4º BPM, que também abrange os municípios de Brejo Grande do Araguaia, São João do Araguaia, São Domingos do Araguaia, Palestina do Pará, São Geraldo do Araguaia, Itupiranga, Piçarra e Nova Ipixuna, o número geral de assassinatos foi reduzido de 15 para 13. Não houve registro de latrocínio.

Mais roubos que dias no ano em Parauapebas

No mês de novembro de 2017, a capital do minério viveu seu inferno astral. Os bandidos promoveram uma quantidade tão impressionante de roubos, furtos e assaltos, no total de 384 registros, que nem todos os 365 dias do ano seriam suficientes para dar conta. Aí, este ano, o 23º BPM não aceitou perder a guerra urbana para os “profissionais liberais” do crime e foi para cima. Não deu outra: o Batalhão minimizou em 58% os feitos dos fora da lei, cuja ação contabiliza 160 registros no mesmo mês deste ano.

Matematicamente, a população de Parauapebas ganhou mais tempo para respirar e se precaver dos bandidos — e isso faz toda a diferença. Em 2017, a média foi de um ataque de ladrão a cada uma hora e 53 minutos. Em novembro de 2018, um ataque a cada três horas e 45 minutos. Pode parecer mera estatística, ainda assim a média mais espaçada garante tempo de atuação maior da polícia, como a circulação por mais áreas.

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Para se ter ideia de como a coisa estava feia em Parauapebas e nos municípios adjacentes ano passado, os números do CPR 2 mostram que, apesar de o 23º BPM cobrir apenas quatro municípios (além de Parauapebas, abrange Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado do Carajás), ele apresentou números de criminalidade muito mais intensos que o 4º BPM, com sede em Marabá e que cobre nove municípios. Em novembro de 2017, o 23º BPM registrou, por exemplo, 457 roubos e afins, enquanto o 4º BPM registrou 331 ocorrências de mesma natureza este ano.

A PM trabalha ativamente para diminuir os números de homicídios, que aumentaram na área do 23º BPM em relação ao ano passado. Isso porque, enquanto em Parauapebas (sete) e Curionópolis (um) os assassinatos estacionaram e até diminuíram em Canaã (menos dois), galopou em Eldorado (saiu de zero para três ocorrências). Não houve latrocínios no período.

Em termos de roubo, os números de novembro deste ano são celebrados, também, pela CIPM, de Rondon do Pará e que congrega os municípios de Bom Jesus do Tocantins e Abel Figueiredo. Por lá, as ocorrências de roubo caíram de 15 para meia dúzia e os assassinatos, de três para dois.

Os resultados gerais do conjunto dessas unidades, que compõem a 10ª Região de Integração de Segurança Pública (Risp), mostram o excelente aproveitamento da atuação da força policial no sentido de frear a bandidagem que, em diversos capítulos da história, insiste em sustentar os municípios do sudeste do Pará entre os mais criminosos do Brasil, nos mapas e atlas de violência que anualmente são publicados por diversas instituições.

E é bom os malfeitores colocarem a barba de molho porque, pelo andar da carruagem, a PM regional segue firme, forte e contundente para zerar o estoque numérico da profissão de bandido do “mercado” e, principalmente, para garantir paz na terra aos homens de boa vontade e boa índole.

Para o coronel Mauro Sérgio, que está à frente do Comando de Policiamento Regional 2, “a queda na criminalidade na região se deu em virtude de três pilares: gestão, governança e transparência”. Ele, que completou um ano liderando o Comando da Região e que teve a carreira toda construída no município de Parauapebas, sempre na área operacional, “sabia que os números eram incompatíveis com o perfil operacional dos policiais da região. Onde há uma polícia respeitada e comprometida, o vagabundo não se instala. Polícia tem de estar na rua, e foi esse novo perfil, de ‘presença’, que produziu a gradativa queda nos índices de criminalidade na região”.

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