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Tailândia

Pichação ameaça policiais de Tailândia

Escrita em parede de residência faz com que Polícia Civil abra inquérito para investigar os responsáveis

“PM bom e morto”. A frase amanheceu nesta segunda-feira, 5, na parede de uma casa abandonada na cidade de Tailândia, Nordeste do Pará, e traz séria ameaça à Polícia Militar. A Polícia Civil do município abriu inquérito para investigar o autor da pichação. Apesar do tom ameaçador, a rotina dos policiais está dentro da normalidade.

O comandante da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIMP), Major Correa encaminhou uma guarnição da PM até o local para verificar e levantar informações sobre os pichadores, que deixaram a marca na construção abandonada. Constatada a veracidade do delito, o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

De acordo com a vizinhança, o local funciona como esconderijo para usuários de drogas. E está próximo a uma Unidade Básica de Saúde. Uma sigla de facção criminosa foi escrita num muro de uma casa vizinha à construção e também será alvo da investigação.

Major Correa ressalta que, diante da ameaça deixada no muro, a Polícia Militar também irá contribuir com as investigações com o intuito de identificar o autor ou autores da pichação.

No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), que estipula pena de detenção de 03 meses a 01 ano, e multa, para quem pichar, grafitar ou por qualquer meio conspurcar edificação ou monumento urbano.

O advogado Jullis Duarte explica que “o problema das pichações é muito mais complexo do que podemos imaginar. A pichação muitas vezes se torna uma porta de entrada para o mundo da criminalidade. O adolescente que dá início a condutas socialmente reprováveis dentro da cultura da pichação posteriormente poderá se envolver em delitos mais graves: furtos e até roubos, como forma de financiar a compra dos materiais utilizados na depredação. Além disso, pode-se esperar que os integrantes destes grupos se tornem consumidores contumazes de entorpecentes”.

Antonio Barroso
Foto: redes sociais

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