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Economia

PIB do Pará do ano de 2016 será conhecido hoje (16)

Fundação ligada ao Governo do Estado estima em R$132,28 bilhões, mas errou feio a projeção do PIB em 2017. Alta na extração de minério de ferro e saída do sufoco no preço da commodity ajudam.

Nesta sexta-feira (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar os números do Sistema de Contas Regionais (SCR), que fornece estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) de cada Unidade da Federação, pelas óticas da produção e da renda, compatíveis com os resultados do Sistema de Contas Nacionais (SCN). A pesquisa é retroativa ao ano de 2016.

Atualmente, segundo o IBGE, o PIB do Pará é de mais de R$130 bilhões (exatos R$130.883.426.085,65 em 2015). Com esse valor, o estado é o 11º que mais produz riquezas no país, superando por pouco mais de R$250 milhões o Ceará, por exemplo.

Em 2017, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), ligada ao Governo do Estado, estimou o PIB paraense de 2015 em R$123,05 bilhões, diminuindo o valor em relação ao consolidado de 2014 (R$124,59 bilhões, segundo o IBGE). Na prática, a Fapespa projetou um Pará em retração econômica, mas, para a sorte do estado — e decepção da Fundação, que errou feio —, o PIB em 2015 subiu.

Em relação a 2016, no entanto, a Fapespa estima o PIB do Pará em R$132,28 bilhões. A projeção foi lançada numa nota técnica publicada em 29 de agosto deste ano. Ainda segundo a entidade, o PIB do Pará no ano passado foi de R$149,47 bilhões e este ano será de R$152,5 bilhões. A Fundação acredita piamente que, daqui quatro anos, o PIB paraense chegará a R$195,86 bilhões.

PIB dos municípios só em dezembro

A produção de riqueza dos municípios só deve ser conhecida na terceira semana de dezembro. De todas as divulgações de PIB, ela é a mais aguardada por investidores e empreendedores, muitos dos quais se guiam nos valores publicados para implantar novos projetos. O PIB, não raramente, é sinônimo de prosperidade, embora seus números não correspondam à realidade de vida das pessoas dos lugares para os quais é calculado.

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No Pará, conforme a nota técnica da Fapespa, o crescimento do PIB deve ser puxado pela indústria extrativa mineral, particularmente de minério de ferro, e pela indústria de transformação.

Em nível municipal, Parauapebas deve retomar o crescimento de seu PIB, após ter apresentado encolhimento histórico de sua economia e o pior desempenho do Brasil na década. Segundo o IBGE, o PIB municipal decresceu de R$20,2 bilhões em 2013 para R$15,56 bilhões em 2014. De 2014 tombou fortemente para R$11,21 bilhões em 2015. Num recorte temporal maior, o PIB de Parauapebas reduziu quase à metade, saindo de R$21,01 bilhões em 2011 para R$11,21 bilhões na medição de 2015.

A redução drástica da economia parauapebense se deve exclusivamente à queda no preço do minério de ferro, que, em 15 de dezembro de 2015, atingiu sua mínima histórica, de 38,54 dólares, derrubando o valor de venda do produto em moeda nacional e, por conseguinte, o valor das exportações.

A retração municipal em 2015 também afetou as contas totais do Pará, que só não regrediu porque foi sustentado pelas economias de Belém, Marabá e Barcarena, que apresentaram bom desempenho. Atualmente, de cada R$11,68 produzidos em riquezas pelo estado, R$1 sai de Parauapebas.

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