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Parauapebas

Peça teatral com Maitê Proença atrai público em Parauapebas

“A Mulher de Bath” agradou em cheio ao público e hoje será encenada em Marabá

Num longo prólogo, a personagem narra sua trajetória desde o primeiro casamento, na adolescência, e de que forma foi administrando seus prazeres e adquirindo, dos maridos, poder e soberania. “Ela era imatura e teve uma evolução. Vai contando os truques da mulher, os jogos que ela fazia”, diz a atriz Maitê Proença, do alto de sua experiência adquirida com 60 anos de vida e 40 de carreira. Também coloca, religiosa que é, uma mistura de sagrado e profano. Busca na Bíblia respostas para o seu prazer e questiona por que o desejo, se é uma força da natureza, deve ser visto como pecado.

Ao fim, ela chega ao conto propriamente dito. Em tom fabular, narra uma história dos tempos do rei Arthur, quando um estuprador é condenado à morte, mas terá clemência da rainha caso complete uma tarefa. Deve viajar pelo mundo e, no retorno, compreender as mulheres e seus desejos.

Assim a Atriz Maitê Proença encena Brasil afora a peça “A Mulher de Bath”, exibida em Parauapebas na noite desta quinta-feira, 8, tendo atraído público que, pela primeira vez, pode prestigiar uma peça de expressão nacional e com um texto britânico de Geoffrey Chaucer, escrito no Século 14.

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A peça, com duração de duas horas, agradou ao público que assistia atentamente quebrando o silencio em vários momentos com aplausos. Após a peça, foi momento de receber autógrafos da atriz em seus livros com diversos títulos que puderam ser comercializados ali mesmo no local do evento. Maitê Proença, hoje, leva a peça “A Mulher de Bath” a Marabá, onde se apresentará logo mais à noite.

Sobre a peça

Falando da personagem do monólogo que está percorrendo o Brasil, Maitê Proença descreve como uma figura que condena o celibato e preza os prazeres femininos. Depois de cinco matrimônios, busca seu sexto: “Não pretendo viver em castidade só porque enviuvei. Melhor o casamento do que queimar por dentro”, afirma a personagem em parte de seu texto. A peça já foi encenada em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Belém (PA), Goiânia (GO), Parauapebas e hoje chega a Marabá.

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