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Balança Comercial

Pará tem 3º melhor saldo e Parauapebas é 4º maior exportador do Brasil

Minérios de ferro e cobre dominam cesta paraense, mas presença cada vez mais crescente de soja, boi vivo e carne de gado quebra a supremacia da indústria mineral no “Top 10” do portfólio.

Com 5,07 bilhões de dólares exportados de janeiro a outubro deste ano, Parauapebas é o quarto maior exportador do país e, disparado, o maior do Pará. Os dados da Balança Comercial por Município referentes a outubro foram divulgados na tarde de ontem (7) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e trazem, também, Canaã dos Carajás na 15ª colocação, com 2,7 bilhões de dólares exportados, e Marabá na 31ª, com 1,34 bilhão de dólares em transações comerciais. Mesmo em moeda nacional, de cada R$1 vendido do Pará, 40 centavos saem de Parauapebas.

Nos últimos três anos, Parauapebas, que chegou a ser o maior exportador do país, caiu três posições, enquanto Canaã avançou 85 lugares, tornando-se o município brasileiro que mais progrediu na série do MDIC — o troféu era pertencente a Marabá. O município de Barcarena, poderoso exportador que sempre se posicionava entre os 20 principais do país, saiu do pelotão este ano por conta de restrições judiciais concernentes ao episódio de vazamento de rejeitos de resíduos nas dependências da Hydro. A produção foi reduzida e teve efeitos imediatos na balança comercial paraense. Barcarena viu suas exportações reduzirem de 1,58 bilhão de dólares entre janeiro e outubro de 2017 para 1,16 bilhão no mesmo período deste ano.

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O estado do Pará exportou 12,76 bilhões de dólares este ano e é o sétimo principal do país. No balaço entre exportações e importações, o saldo paraense está positivo em 11,81 bilhões de dólares e o coloca na confortável condição de terceiro melhor contribuinte do Brasil, atrás de Mato Grosso (12,58 bilhões de dólares) e Minas Gerais (12,03 bilhões).

Commodities

Com 7,39 bilhões de dólares exportados, o minério de ferro é, de longe, a principal commodity na cesta estadual, marcando presença em 58% da carteira de negócios. Em segundo lugar, aparece o minério de cobre, com 1,77 bilhão e 14% de participação. Óxidos de alumínio (736,5 milhões de dólares), soja (553,9 milhões), boi vivo (227,3 milhões), manganês (225,3 milhões), alumínio bruto (196,1 milhões), ferroníquel (195,5 milhões), minério de alumínio (192,2 milhões) e carne bovina (169,6 milhões) completam o “Top 10” do portfólio das commodities paraenses mais desejadas lá fora.

Os maiores compradores dos produtos do estado este ano são China (6,04 bilhões de dólares), Japão (562,8 milhões), Malásia (544,5 milhões), Alemanha (418,3 milhões), Creia do Sul (417,6 milhões), Estados Unidos (398,2 milhões), Canadá (375,7 milhões), Holanda (274,3 milhões), Filipinas (272,6 milhões) e Noruega (263,2 milhões).

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