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Mineração

Pará movimenta R$ 33,5 bilhões em minérios de janeiro a novembro

Estado está a R$ 2 bilhões de alcançar o matusalênico Minas Gerais, a menor diferença da história. Na balança comercial, Pará já superou o estado do Sudeste.

A hegemonia de Minas Gerais na produção de riquezas advindas da indústria extrativa mineral está ameaçada. Pelo andar da carruagem, em 2019, o Pará pegará o cetro de estado que mais movimenta recursos minerais, deixando para trás o estado do Sudeste e até hoje o maior produtor nacional.

Entre janeiro e novembro deste ano, o Pará já produziu R$ 33,59 bilhões em bens minerais, o equivalente a 37% dos 90 bilhões movimentados no país, conforme apurou o Blog do Zé Dudu hoje, 1º de dezembro, junto à Agência Nacional de Mineração (ANM). No mesmo período, Minas produziu R$ 35,63 bilhões e está, portanto, R$ 2 bilhões acima da movimentação paraense.

No entanto, essa diferença é a menor da história. Em 2017, por exemplo, Minas encerrou o ano com produção de R$ 43,32 bilhões em commodities minerais, enquanto o Pará produziu R$ 36,7 bilhões. A diferença superava R$ 6 bilhões.

Ao longo de 2019, com a continuidade da expansão do projeto S11D, para extração de minério de ferro em Canaã dos Carajás, é esperado que o Pará ultrapasse Minas.

Atualmente, a maior diferença entre os estados está na produção de minério de ferro. Enquanto a produção total de Minas rende R$ 27,28 bilhões em ferro, a do Pará soma R$ 21,84 bilhões. Em termos de exportações, no entanto, o faturamento paraense ultrapassa o mineiro em cerca de R$ 5,3 bilhões, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O Pará exportou, entre janeiro e outubro deste ano, 7,39 bilhões de dólares em minério de ferro, enquanto Minas, 5,93 bilhões de dólares.

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Na cesta de produtos paraenses, além do minério de ferro, as commodities minerais mais valiosas este ano são cobre (R$ 6,32 bilhões), alumínio (R$ 2,7 bilhões), ouro (R$ 988,4 milhões) e manganês (R$ 803,3 milhões). Eles são seguidos pelo caulim (R$ 502,4 milhões), pelos minérios de níquel (R$ 188,6 milhões) e estanho (R$ 59 milhões), pelo granito (R$ 39,4 milhões) e pelo calcário dolomítico (R$ 38,5 milhões). Os recursos minerais paraenses já renderam, até novembro, R$ 1,01 bilhão em royalties.

Confira o ranking dos estados que mais produziram minérios:

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