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Exportações

Pará é uma “mãe” para o Brasil na balança comercial, mostra Ministério

Estado pega país no colo e acalenta com R$ 1 de cada R$ 4 que Brasil lucra nas exportações. Parauapebas, Canaã e Marabá estão entre os maiores exportadores de commodities do Brasil.

Como a mãe cuida de um filho, assim é o Pará, na balança comercial, em relação ao Brasil. Com lucro cada vez mais crescente para sustentar o orgulho nacional lá fora, de janeiro a novembro o país faturou 13,06 bilhões de dólares na cacunda do estado, que é um dos que mais concentram indicadores de pobreza e subdesenvolvimento no país. No mesmo período, o Brasil — com e sem Pará — faturou 51,66 bilhões de dólares pelas transações comerciais. As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu junto ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que liberou dados da balança comercial ontem, quinta-feira (6).

Segundo o MDIC, o Pará segue como 3º principal agente de lucro para o Brasil, com superávit triunfal só superado por Mato Grosso (13,59 bilhões de dólares) e Minas Gerais (13,4 bilhões de dólares). O superávit paraense ao Brasil, em moeda nacional, já totaliza R$ 50 bilhões, o correspondente a duas vezes e meia a arrecadação estadual, que nesta quinta está em R$ 22,5 bilhões, conforme apurou o Blog junto ao Governo do Estado.

As exportações originárias de terras paraenses, ao longo de 2018, somam 14,15 bilhões de dólares, a 7ª maior do país, e as importações, R$ 1,09 bilhão. No entanto, os paraenses não entendem por que razão, mesmo diante de um emaranhado de riquezas que vai para fora, vivem num lugar castigado por indicadores precários de desenvolvimento.

Novembro azul

Não é campanha de saúde, é o balanço de um Pará que exportou 1,33 bilhão de dólares (ou cerca de R$ 5,14 bilhões). O mês passado foi muito feliz para o estado, que atualmente exporta (e pouco fica por aqui) mais que o dobro do que arrecada no mês.

O Blog levantou com exclusividade que dos dez produtos mais exportados pelo Pará em novembro, seis foram recursos minerais, estes os quais liderados pelos minérios de ferro (835 milhões de dólares) e cobre (141,7 milhões de dólares). Cobre e ferro, aliás, respondem por 73% das negociações de produtos do estado.

Veja também:  Pará tem 3º melhor saldo e Parauapebas é 4º maior exportador do Brasil

Fora do circuito mineral, dominam a cesta de exportações a pasta de madeira e a carne de gado bovino (ambas com 22 milhões de dólares). Ainda assim, o Pará exportou uma gama de 195 commodities nos 30 dias de novembro, do melhor minério de ferro do mundo a xaropes de açúcar de frutas por apenas 3 dólares.

A China consumiu 47% dos produtos paraenses em novembro, no valor total de 622,8 milhões de dólares. Malásia (97,4 milhões), Japão (68,4 milhões), Alemanha (58,2 milhões), Estados Unidos (47,5 milhões), Polônia (43,1 milhões), Holanda (40,5 milhões), Canadá (29,1 milhões) e Coreia do Sul (27,3 milhões). A lista de consumidores das commodities do estado teve, no mês passado, exatos 100 apreciadores, sendo o Gabão o que comprou menos: apenas 400 dólares.

Municípios do Pará

Em novembro, os maiores exportadores do Pará foram os municípios de Parauapebas (570,6 milhões de dólares, 4º do país), Canaã dos Carajás (283,7 milhões de dólares, 13º do país), Marabá (105 milhões de dólares, 38º no país) e Barcarena (98 milhões de dólares, 40º no país). Barcarena, que sempre esteve entre os 20 maiores exportadores, sofreu fortemente com restrições judiciais por conta de vazamento de rejeitos da mineradora Hydro. O Blog, inclusive, reportou o caso da baixa das exportações de lá no mês passado (veja aqui), e agora a situação piorou.

No acumulado do ano, Parauapebas é o 3º maior exportador (5,68 bilhões de dólares); Canaã, o 14º (3 bilhões de dólares); Marabá, o 32º (1,45 bilhão); e Barcarena, o 36º (1,26 bilhão).

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