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Canaã dos Carajás

Orçamento de quase R$ 500 milhões para 2019 é apresentado em Canaã

Enquanto a Secretaria de Obras, mais uma vez, vai mergulhar em valores milionários, Agricultura vai ficar igual neném com fome “só chupando o dedo”

Cerca de duas centenas de pessoas lotaram o Plenário da Câmara Municipal de Canaã dos Carajás, na noite de ontem (7), para acompanhar a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) 2019. Na ocasião, foram apresentadas as prioridades orçamentárias e as previsões de receitas para o exercício financeiro para o ano vindouro. Para o próximo exercício, a Secretaria Municipal de Planejamento prevê que o município vá arrecadar o total de R$ 479.644.703,72, R$149 milhões a mais que o previsto para 2018.

Desse montante, a maior fatia do bolo vai para os cofres da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, a queridinha do governo “Construindo o caminho para o desenvolvimento!”, que, sozinha, abocanhou R$ 121. 550.184,47.

Educação e Saúde ocupam o segundo e terceiro lugar no ranking da preferência da administração. Dos quase R$ 500 milhões, R$ 34.380.666,22 vão para a Secretaria Municipal de Educação. Se aprovado o documento, R$ 29.447.206,10 serão destinados para o Fundo Municipal de Educação, enquanto para o Fundeb devem ir R$36.676.000,00.

Na Saúde Pública devem ser injetados R$ 14.086.715,55. O Fundo Municipal de Saúde deve receber R$ 77.545.209,43, 19% do valor orçado.

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Quem esteve presente durante a apresentação não aprovou muito o fato de a Secretaria Municipal de Finanças ser beneficiada com mais de R$ 14 milhões. “Eu não entendo bem, mas acho que ainda falta muito planejamento. Para quê a Secretaria de Finanças terá uma receita de 14 milhões, se existem outras pastas que precisam de um orçamento maior e não recebem?”, questionou um canaense, que pediu sigilo de sua identidade.

“Uns com tanto e outros com tão pouco. Enquanto algumas secretarias mergulham em valores milionários, a agricultura vai ficar chupando dedo com os R$ 10.544.716,05 destinados à Secretaria Municipal de Produção e Desenvolvimento Rural. “Enquanto o município não direcionar mais dinheiro para agricultura, vamos continuar reféns do dinheiro que vem da mineração. Investir mais em agricultura é investir em geração de emprego e renda. Não faz sentido um município com essa arrecadação viver refém do CFEM da Vale. Precisamos repensar a questão da agricultura no município”, pontuou Cleido Braz.

O projeto segue agora para avaliação e aprovação do Poder Legislativo.

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