Assombrada pela Covid, Marabá corre para comprar 100 mil testes

No principal município do sudeste do estado, 233 pessoas já perderam a vida. Com medo das aglomerações deste fim de ano, a prefeitura cancelou até queima de fogos de Réveillon na orla
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Uma das primeiras providências do prefeito reeleito Tião Miranda em 2021 é comprar testes rápidos para se antecipar ao alastramento intenso do novo coronavírus, agente causador da terrível pandemia de Covid-19 que praticamente paralisou o mundo neste ano que se finda. No dia 14 de janeiro, a Prefeitura de Marabá vai registrar preços de 100 mil testes para auxiliar no diagnóstico e no rastreamento da doença que, desde março, já fez 233 vítimas fatais no principal município do sudeste do Pará. As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu.

A prefeitura estima gastar aproximadamente R$ 1,25 milhão com a compra dos exames, cujo custo unitário vai sair por até R$ 12,43, e justifica que a ausência dos testes pode ocasionar dificuldade na realização da triagem de casos suspeitos. “Medidas urgentes de imediata aplicação devem ser asseguradas para a detecção e contenção do coronavírus, motivo pelo que se justifica a pretensa aquisição do teste rápido,” explica o governo municipal.

Em Marabá, o governo de Tião Miranda já realizou pelo menos meia dúzia de licitações para ações de enfrentamento à Covid-19. Já foram efetuadas aquisições de testes, materiais de consumo, respiradores mecânicos, medicamentos manipulados, macacões de segurança, sacos para cadáveres, entre outros.

A atual situação epidemiológica de Marabá levou a prefeitura a suspender a tradicional queima de fogos de Réveillon na orla do Rio Tocantins, na Velha Marabá, até como medida preventiva. O evento realizado anualmente chega a aglomerar 30 mil pessoas.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) mostram que cerca de 11.300 marabaenses já adoeceram de Covid-19, embora quase 11 mil já tenham se recuperado. Atualmente, 111 pessoas estão isoladas em casa se tratando, 16 estão internadas em enfermarias e 24, em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

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