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Manifestação popular

Movimento contra a Celpa chega a 3 municípios e tende a crescer

Em nota, Celpa informa que "de cada R$100,00 cobrados, apenas R$22,42 fica com a empresa para operar, manter e expandir a rede de distribuição, e atender o cliente.”

Uma manifestação popular com origem no município de Cametá, Nordeste do Pará, na noite de segunda-feira, 12, contra a concessionária de distribuição de energia Celpa começou a ganhar adesões pelo Estado. Ontem, quinta-feira, 14, dezenas de moradores protestaram em frente ao escritório da empresa na cidade de Tucuruí e, na sexta-feira, 16, será a vez dos usuários de Breu Branco.

Os manifestantes pedem que a Celpa pare de enviar contas de energia com tarifa altíssima, questionam o que chamam de aumento abusivo, além de chiarem contra a taxa de iluminação pública e os encargos, que estão deixando a conta mensal mais “salgada”.

Segundo os manifestantes de Tucuruí, o município tem uma usina hidrelétrica geradora de energia, mas lamentam que os moradores vizinhos não conseguem usufruir de uma tarefa com preço justo. Também alegam que a companhia de distribuição de energia faz cobranças abusivas, sem explicação e sem respeito nenhum para com o consumidor.

Atualmente, o Pará se encontra em 9° lugar no ranking de tarifas homologadas pela ANEEL, com valor médio de R$0,952422 kw/h, sem tributos e outros itens que fazem parte de sua conta de luz, tais como ICMS, PIS/PASEP e Cofins, Taxa de Iluminação Pública e o adicional de Bandeira Tarifária.

A Centrais Elétricas do Pará (Celpa) já é alvo de uma ação civil pública movida pela Promotoria de Justiça de Altamira, sudoeste do Pará, por dezenas de reclamações dos consumidores que não foram resolvidas desde 2015. A ação pede que a empresa pague mais de R$2 milhões em indenização por danos morais coletivos, pela insatisfação que vem causando à população.

“Eu não sei como faço todo mês, pago o atrasado e fica a conta mais nova. Não posso ficar sem energia, já tenho duas negociações. De repente, cortam minha luz e tenho que parcelar novamente. Vendo açaí em meu estabelecimento e preciso de energia”, afirma seu André Silva, morador do Bairro Novo, na cidade de Cametá.

Na manhã de ontem, aproximadamente 500 pessoas participaram da manifestação contra a Celpa em Tucuruí, “mas a expectativa é de que esse número possa crescer ainda mais a partir das próximas mobilizações”, diz um dos organizadores, identificado por Francisco.

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Foi formada uma comissão por parte dos manifestantes que aguardaram atendimento no escritório local, que passou a manhã de ontem com atendimento suspenso.

Na cidade de Breu Branco, a manifestação está prevista para acontecer na sexta–feira, 16, a partir das 7h. Denominado de “Fora Celpa”, o movimento está previsto para sair da Câmara Municipal em direção ao escritório da Celpa e já reúne centenas de pessoas por meio de grupos em redes sociais. E tem o mesmo objetivo das manifestações realizadas em Tucuruí e Cametá.

Em Marabá, também por meio de redes sociais, dezenas de clientes da Celpa se mobilizam para realizar uma manifestação na próxima semana. Em uma página denominada “Bodim de Marabá”, até as 7h30 desta quinta-feira, dia 15, havia 126 comentários e 485 compartilhamentos de uma arte simples com a seguinte frase: “Atenção, Marabá, o Bodim está organizando um grande protesto em frente à Celpa. Chega de valores abusivos. Posso contar com vcs?”.

As respostas foram as mais variadas, a grande maioria aprovando e se comprometendo a participar da manifestação. Do simples “tô dentro” de Andiara Pinto Menezes até um desabafo pessoal: “Estamos juntos. Meus pais estão pagando 500 reais de energia elétrica, um absurdo. Detalhe: não tem central de ar nem freezer. Por que uma cobrança absurda dessas?”, questiona Iracema Silva.

Celpa se manifesta em nota

“Sobre a manifestação que aconteceu em Tucuruí, a Celpa informa que está à disposição dos clientes para prestar todos os esclarecimentos necessários a respeito dos valores cobrados na conta de energia elétrica. Os representantes da empresa no município já estão dialogando para realizar uma reunião com as pessoas que participam do movimento e tomar as providências necessárias de acordo com as solicitações que surgirem. A empresa também esclarece que de uma conta de energia de R$100, R$39,21 são para tributos como ICMS, PIS, COFINS, e encargos setoriais. Já R$38,37 são para transporte e compra de energia. E apenas R$22,42 é o valor que fica com a Celpa para operar, manter e expandir a rede de distribuição, e atender o cliente.”

Por Antonio Barroso e Ulisses Pompeu

Comentários ( 5 )

  1. Fui vítima dessa empresa e não sei o que fazer, pois me acusaram de ter feito gato, sendo que nunca fiz, e agora estou pagando uma multa absurda de 4.200,00. Eles parcelaram mas ficou muito alto. Meu único erro é que, a casa, eu dividi ao meio para alugar mais só um padrão comanda as duas, quando uma fica sem ninguém logo vem a diferença na conta de luz, eles falaram que fiz gato, ou seja desvio de carga.

  2. sou furtada todos os meses,fui 3 vezes pedir vistoria no meu registro e cada vez vem mais cara e não foram fazer a vistoria, a. atendente me falou que não adianta eu ficar indo lá porque não vão fazer nada.

  3. Realmente Alex, o primeiro protesto foi aqui em Mocajuba depois que foi em Cametá… Aí seguiu; Tucuruí, Breu Branco……… Marabá, etc… Quem quiser participar ativamente do Movimento entre contato comigo pelo fone/zap: (091}981061505 ou com o Neto Wanzeler que coordena um grupo de zap a nível estadual com os coordenadores de cada município: (091)989411411.

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