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Dia de Finados

Mais de 10.500 pessoas já morreram em Parauapebas nos últimos 30 anos

Quantidade de pessoas que já morreram no município é suficiente para lotar uma cidade quase do tamanho de Curionópolis. Assassinato é, disparado, a maior causa de mortalidade, um indicativo de problema social histórico.

Em três décadas, assassinatos, acidentes de trânsito, doenças do aparelho respiratório e óbitos com causas mal definidas foram os grandes vilões da vida do parauapebense. Essas são, de acordo com o Ministério da Saúde, as razões mais comuns que explicam o elevado volume de mortes no município. Neste 2 de novembro, em que se comemora o Dia de Finados, o Blog do Zé Dudu levantou a quantidade de óbitos na série histórica do município e constatou que 10.552 pessoas já faleceram desde 1988. Os números não consideram 2018, que ainda está em curso.

O Blog cruzou dados de óbitos a partir da Classificação Internacional de Doenças (CID) mais recente e constatou que o volume de mortes nos últimos 30 anos seria suficiente para fazer um cemitério quase do tamanho da área urbana de Curionópolis, onde residem atualmente 12 mil pessoas. Para se ter ideia da quantidade de cadáveres, há 13 municípios no Pará com população de “vivos” inferior às mortes já registradas em Parauapebas.

Segundo o Ministério da Saúde, as chamadas “causas externas” foram responsáveis por quase 3 mil mortes ao longo da existência de Parauapebas. Nesse grupo, os assassinatos lideram, com metade das ocorrências — 1.500 registros. Na prática, a proporção é de assustar: de cada sete pessoas que já morreram no município, uma foi por homicídio. Em seguida, ainda no grupo das causas externas, vêm os acidentes, que já sepultaram 810 pessoas; afogamentos, com 180 casos; suicídios, com quase 130 ocorrências; quedas fatais, com 75 registros, entre outras motivações.

As doenças do aparelho circulatório já levaram à morte quase 2 mil pessoas e, entre elas, as enfermidades cerebrovasculares lideram, com quase 630 registros, seguidas do infarto, com 540 casos.

As mortes por achados anormais em exames laboratoriais totalizam mais de 1.100 registros, particularmente por doenças sobre as quais não se chegou à conclusão de causa e, também, por enfermidades em pessoas sem assistência médica. Além disso, cerca de 830 mulheres faleceram no período perinatal, grande parte delas por complicações na gravidez.

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HIV e câncer

Os casos de doenças infecciosas e parasitárias, que sepultaram 720 pessoas no município, também chamam atenção. Verminoses intestinais, bactérias letais, fungos resistentes, protozoários incômodos e vírus aparentemente inofensivos têm tirado de circulação centenas de humanos em todo lugar, e em Parauapebas não seria diferente. Por aqui, entretanto, as doenças virais são prevalentes, entre as quais o vírus HIV, que já matou mais de 160 pessoas.

O câncer, uma das causas de mortalidade que mais têm crescido em Parauapebas nos últimos 20 anos, já levou 712 pessoas à sepultura. Na série histórica de mortes, os cânceres mais comuns são o do conjunto traqueia, brônquios e pulmões, com quase 90 casos; o de colo de útero, com 60; e o de estômago, que se aproxima de 60.

Há, ainda, as mortes por doenças do aparelho respiratório, que contribuem com cerca de 700 óbitos e são lideradas pelas pneumonias, que já privaram da vida 350 parauapebenses. Os falecimentos por doenças do aparelho digestivo, com 410 casos, são liderados por complicações no fígado, particularmente a cirrose hepática, que já sepultou 80. Já as mortes por doenças metabólicas e nutricionais, com 400 registros, são capitaneadas pelo diabetes mellitus, que já levou à cova 280 pessoas.

Há mais causas para as mortes, como má formação cromossômica, doenças do sistema nervoso, transtornos metais, doenças do aparelho geniturinário, entre outras, mas em menor quantidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, na microrregião de Parauapebas — que engloba também os municípios de Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás e Água Azul do Norte — 18 mil pessoas já faleceram nos últimos 30 anos. É o equivalente a uma cidade do tamanho de Eldorado só de mortos.

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