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Parauapebas

Líderes religiosos participam da pré-campanha do Laço Branco

Iniciativa envolve homens e foca na não-violência contra as mulheres

Pastores evangélicos, padre, autoridades civis e representantes de instituições que compõem a Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência participaram de um momento de discussão e palestra sobre o tema. A pré-campanha do Laço Branco foi realizada na manhã desta quinta-feira, 29, no Plenarinho da Câmara Municipal de Parauapebas, no bairro Beira Rio.

“Nossa missão é trabalhar para que as pessoas valorizem a instituição família. Que cada um se respeite e cuide um do outro com amor”, disse padre Hudson Rodrigues.

A ideia é que os líderes religiosos sejam multiplicadores da uma mensagem de paz e respeito às mulheres. Foi uma manhã rica em debates, onde se pôde conhecer histórias de dor, superação e empoderamento.

“Muitas vezes se busca orientar a mulher vítima de violência sobre os seus direitos e incentivá-las a denunciar, mas é preciso se atentar a causa desse problema. Por isso, esse momento é importante para chamar a atenção e envolver os homens diretamente neste processo”, destaca a delegada Ana Carolina,da Delegacia da Mulher (Deam).

A mobilização da Campanha do Laço Branco será realizada na próxima quinta-feira, 6, na portaria que dá acesso a Carajás, quando homens vão abordar pessoas do mesmo sexo entregando panfletos e laços brancos acompanhados de palavras de orientação de cuidado e respeito às mulheres.

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“Devemos estar engajados nesta causa. Os dados assustam e não devemos parar de trabalhar para diminuir esses índices”, explica Vanuza Pereira, presidente do Conselho Municipal da Mulher.

As atividades fazem parte da programação dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres realizada pela Secretaria Municipal da Mulher.

Sobre a Campanha do Laço Branco

No dia 6 de dezembro de 1989, Marc Lepine, 25, entrou armado na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá. Ao chegar numa sala de aula, ele ordenou que os homens se retirassem. Quando isso ocorreu ele efetuou vários disparos contra as mulheres, 14 morreram. Depois da ação, ele saiu nos corredores ainda atirando e gritando “eu odeio as feministas”.

O crime, que ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”, mobilizou a opinião pública daquele país, gerando amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social. Lançaram, assim, a primeira Campanha do Laço Branco: homens pelo fim da violência contra a mulher e elegeram o laço branco como símbolo. No Brasil, algumas iniciativas pontuais começaram a ser delineadas a partir de 1999.

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