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PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Indústria paraense tem melhor desempenho do ano, diz IBGE

Produção industrial do Pará é uma corda feita com 75% de minério de ferro e duas lideranças: enquanto Canaã dos Carajás puxa produção para cima, crescendo 250%, Parauapebas puxa para baixo, despencando 10%.

Baseada em indústria extrativa mineral, metalurgia, madeira, alimentos e bebidas, a produção industrial paraense acumula crescimento de 9,8% de janeiro a setembro deste ano. Esse é o resultado do levantamento regional da produção física mensal realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado na manhã desta sexta-feira (9). No mesmo período, a produção do Brasil cresceu 1,9%.

De acordo com o IBGE, de agosto para setembro, a indústria paraense avançou 3,5% e só foi superada pela cearense, que cresceu 3,7% de um mês para outro. Aqui no estado, o IBGE faz cobertura de 32 produtos para detecção da atividade industrial. Municípios como Canaã dos Carajás e Parauapebas (minério de ferro), Marabá (minério de cobre), Paragominas (minério de alumínio), Barcarena (transformação do alumínio), Castanhal (alimentos) e Belém (alimentos e bebidas) têm empreendimentos capturados.

Apesar da cesta múltipla de produtos, o minério de ferro é quem determina 75% da atividade industrial do Pará. Nesse quesito, o município de Canaã dos Carajás tem forte participação no desempenho do estado porque o projeto S11D, da mineradora multinacional Vale, instalado em suas terras, trouxe novos desdobramentos à produção industrial paraense no final de 2016, assim que entrou em operação. Desde então, a Vale vem expandindo sua atividade mineral até atingir carga plena, e os efeitos vêm sensivelmente sendo capturados pelo IBGE.

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Dois pesos, duas medidas

Mas a produção de minério de ferro apresenta comportamento distinto, a depender de onde seja realizada. Em 2017, de janeiro a outubro, a produção do recurso no município de Canaã totalizou apenas 13,76 milhões de toneladas. Este ano, no mesmo período, saltou para 48,27 milhões de toneladas, crescimento de 250%.

Já no município de Parauapebas, que era quem segurava sozinho o bom desempenho da produção industrial do Pará até 2017, a extração de minério de ferro despencou de 116,83 para 105,44 milhões de toneladas, isto é, um recuo de 10%. Se a produção industrial paraense dependesse apenas de Parauapebas, 2018 seria um ano para esquecer.

Este ano, a Vale vai apresentar a segunda queda consecutiva na produção industrial nas minas de Parauapebas (já tinha caído em 2017 em relação a 2016), o que, por outro lado, será compensado pelo crescimento da mina de Canaã e, ainda assim, favorecerá a atividade industrial do Pará como um todo.

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