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Estatísticas

Homem jovem tem 12 vezes mais chance de ser morto que mulher em Parauapebas

Mortes violentas, como acidentes de trânsito e assassinato, já são responsáveis por uma em cada quatro mortes ocorridas no município, segundo série do IBGE

Homem, jovem e que se envolve com situações violentas, seja no convívio social, seja no trânsito. Esse é o perfil da morte em Parauapebas, conforme dados da pesquisa “Registro Civil 2017” divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento revela que homens com idade entre 15 e 29 anos são os que mais vão a óbito, em decorrência da violência, e a possibilidade de um jovem do sexo masculino ser assassinado em Parauapebas chega a ser 12 vezes maior que uma pessoa do sexo feminino.

Nos últimos 15 anos, cerca de 6.400 pessoas morreram no município, e quase 1.500 dessas fatalidades foram de vítimas de violência, que já responde por um quarto do total de óbitos.

Em nível de Sudeste Paraense, Marabá lidera o ranking de entrada nos cemitérios. Em 2017, o município sepultou 1.073 pessoas, enquanto Parauapebas, com 616 óbitos, apresentou pouco mais da metade. Segundo a pesquisa, ano passado Belém (8.093 mortes) liderou o volume de funerais, seguido de Ananindeua (1.705) e Santarém (1.531). No Pará, 33.364 pessoas morreram em 2017.

Nascimentos

A cada duas horas e três minutos nasce uma criança em algum lugar de Parauapebas e três pessoas morrem a cada dois dias, em média. Em 2017, conforme o levantamento, nasceram 4.276 bebês, 16 a mais em relação a 2016. É o município da região sudeste do Pará onde mais nascem crianças e o 4º do estado, atrás de Belém (18.987), Ananindeua (6.598) e Santarém (5.796). Apesar disso, quando considerado o número de registro de novas crianças em Parauapebas, no total de 4.613, o município fica atrás de Marabá, onde são identificados anualmente 4.791 bebês. Isso se deve à questão de escolha dos pais, em registrar o filho em lugar diverso daquele onde a criança efetivamente nasceu.

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Nos últimos quatro anos, aliás, o número de registro civil de novas crianças despencou mais de 10% em Parauapebas. Em 2014, um total de 4.692 crianças chegou a ser registrado no município. A queda pode ter sido causada, além da alta rotatividade demográfica, pelo esvaziamento das oportunidades de trabalho no mesmo período, já que Parauapebas sempre foi referência em oferta de empregos, particularmente na área de mineração, desde sua origem. Com menos pessoas se instalando no município à procura de oportunidade, menos nascimentos foram processados.

O Pará assiste ao nascimento de 125.924 novos bebês por ano. A média é de 345 por dia, 14 por hora e um a cada quatro minutos.

Casamentos e separações

O estudo do IBGE revela ainda que, para casa cinco novos casamentos realizados em Parauapebas, ao mesmo tempo ocorre um divórcio. É a mais alta proporção de separações da história do município. Em 2017, foram realizadas 1.379 uniões civis, ao passo que foram processados em cartório 285 divórcios. Nos últimos dez anos, cerca de 10.700 casamentos foram oficializados em Parauapebas e, no mesmo período, 3.700 divórcios foram consumados.

Vale lembrar que as separações informais não são computadas, o que eleva sobremaneira o índice de separações tanto em Parauapebas quanto no Brasil inteiro.

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