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Gavião Kyikatêjê estreia na Segundinha com estádio interditado para torcida

Apesar da falta de laudo da Vigilância Sanitária para o Estádio Zinho Oliveira, time indígena venceu o Izabelense por 3 a 0
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Na noite desta quinta-feira, dia 4 de outubro, a equipe do Gavião Kyikatêjê iniciou, mais uma vez, a luta para conseguir uma vaga na tão sonhada elite do futebol paraense. E a janela para alcançar esse objetivo é a Segunda Divisão do Campeonato Paraense, denominada de “Segundinha”.

O time este ano está mais “enxuto” e a diretoria economizou até mesmo na contratação de um técnico externo, como já aconteceu em outros anos. O comandante da equipe é Zeca Gavião, que ficou satisfeito com o desempenho da equipe, embora triste com a ausência da torcida, que viajou mais de 40 km para assistir ao jogo no estádio Zinho Oliveira.

No ano passado, a equipe indígena ficou na última colocação no Grupo A3 da Segundinha, com apenas 3 pontos conquistados em quatro jogos. Para tentar mudar a história, Zeca Gavião terá à disposição 30 jogadores no elenco, para tentar compensar possíveis suspensões e contusões.

O Gavião Kyikatêjê já participou da elite do futebol paraense em duas ocasiões, a última delas em 2015, quando teve uma performance acanhada. Neste ano, a equipe do técnico Zeca Gavião está no Grupo A4, ao lado de Izabelense, Tuna e Atlético Paraense. Alguns reforços deste ano têm passagem pelo Águia de Marabá, como o atacante Vinícius e o zagueiro Maxcley. “Começamos bem, já empatamos com a mesma pontuação do ano passado, mas vamos continuar lutando até o fim para alcançar a classificação este ano”, garante Zeca.

Antes do início do jogo, os atletas do Gavião fizeram uma homenagem para Aru Sompré, atacante da equipe, que morreu em março deste ano, vítima de acidente de Trânsito na BR-222.

SEM TORCIDA

A vitória desta segunda-feira teve sabor agridoce para a torcida do Gavião Kyikatêjê. Apesar dos três pontos, os torcedores se revoltaram porque o estádio Zinho Oliveira, palco do confronto com o Izabelense (time de Santa Izabel) ficou de portões fechados porque não havia laudo atualizado da Vigilância Sanitária. O caso revoltou torcedores, que fizeram desabafos nas redes sociais. Jair Bendelak, um dos indignados, reclamou que a interdição do estádio tenha sido consumada apenas 2 horas antes do jogo, mas sem ampla divulgação. “A gente vem apoiar o time da nossa região, mas não pode assistir ao jogo por falta de responsabilidade de quem administra o estádio e sem comunicação”, disse.

Com a bola rolando, os gols do time indígena foram marcados por Caíque, Marcos Vinícius e Gabriel. Na sequência da primeira rodada do Grupo A4 da Segundinha, o Atlético Paraense recebe a Tuna Luso neste sábado, no Estádio Rosenão, em Parauapebas, a partir das 16h.

Ulisses Pompeu – de Marabá

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