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Entrevista

Entrevista: Deputado Federal Nilson Pinto (PSDB-PA)

Eleito para o sexto mandato consecutivo como deputado federal, NIlson Pinto fala ao Blog sobre seu papel na presidência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, entre outros assuntos

Nilson Pinto de Oliveira nasceu em Belém, em 25 de março de 1952. É geólogo formado em 1973 pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Em 1977 obteve o título de mestre em geoquímica, também pela UFPA. Em 1980 conquistou o título de doutor em geociências, pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, na República Federal da Alemanha. É poliglota e tem fortes ligações com a comunidade científica alemã e europeia.  É professor concursado da UFPA. Foi Pró-Reitor de Extensão da instituição de 1985 a 1989, e Reitor de 1989 a 1993. Como Deputado Federal Nilson Pinto (PSDB/PA), foi reeleito para cumprir o seu 6º mandato em Brasília, sendo o atual Presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – CREND, uma das mais antigas da Casa.

Nesta entrevista para o jornalista Val-André Mutran, correspondente do Blog do Zé Dudu em Brasília, o deputado aborda assuntos como educação, seu trabalho a frente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) e agradece os votos que obteve na Região do Carajás. Confira:

Repórter – Deputado Nilson Pinto, em que medida o senhor atribui mais uma reeleição nesse pleito, atípico, com uma mudança de humor exacerbada do eleitor? Foi em razão de suas bandeiras políticas, dos avanços já conseguidos. Analise, por gentileza, esses fatores para os nossos leitores.

Deputado Nilson Pinto – Atribuo a minha reeleição essencialmente ao trabalho efetivo, acumulado ao logo de quase 20 anos de vida parlamentar. Some-se a isso, o trabalho feito da Universidade e posteriormente nas secretarias de Estado. Portanto, esse acúmulo de realizações nas áreas de educação, saúde, saneamento básico, e outras diferentes áreas, em muitas regiões do Pará, foi reconhecido pelo eleitor e continua sendo reconhecido até hoje. Então, eu diria, que é o resultado menos de discussão ideológica, discussão política e mais do trabalho efetivo, concreto, entregue à população.

Repórter – O senhor gerenciou a educação no Estado do Pará quando foi secretário estadual de educação. Um dos antagonistas da corrida eleitoral ao governo do estado nesse 2º turno, propôs a separação do Departamento de Obras da SEDUC para que fosse encampada pela Secretaria de Obras do Estado? O senhor vê alguma vantagem nisso?

Deputado Nilson Pinto – Olha, o efeito prático pretendido com essa mudança é mínimo. Não vejo algo que venha somar para melhor. A experiência que eu tive como secretário, nos poucos meses que estive na secretaria é de quando você estrutura bem o setor de obras, as coisas funcionam muito bem. Nós conseguimos avançar. Basta ser bem gerenciado. Quando você tem problema de gerência a qualidade das obras e dos serviços caem. E é importante, creio eu, que esse departamento permaneça dentro da própria Secretaria de Educação. Como se trata de uma secretária grande, com ações em todo o Estado, que quer ter respostas imediatas para as demandas, uma manutenção, uma reforma, não dá para ficar esperando a burocracia de um departamento para outro, sendo que há muitas urgências. E essas devem ser resolvidas imediatamente, assim que surgirem.

Repórter – E qual seria a questão mais importante desse setor?

Deputado Nilson Pinto – A questão mais importante do setor é priorizar a avaliação. É necessária ser organizada a avaliação de desempenho como método de trabalho. Nós só podemos avançar se nós pudermos comparar o desempenho de nossas escolas, e assim verificar onde está mais problemático. Há uma recusa, uma rejeição generalizada à avaliação. Todos criam problemas para a avaliação.

Repórter – Por que ocorre isso, deputado?

Deputado Nilson Pinto – Na verdade ninguém gosta de ser avaliado. Grande parte das pessoas cria pretextos para não serem avaliados. Sem uma boa avaliação não teremos o diagnóstico adequado para enfrentar os problemas, sejam eles de fundo ou pontuais. Na educação o professor da escola afere mensalmente o conhecimento dos alunos. A secretaria tem que fazer a mesma coisa com o professor, avaliando-o. Temos instrumentos para aferir como está o desempenho da educação. Comparar como está o desempenho em Faro, em Santarém, em Marabá, em Belém. Após isso, temos que investir naqueles pontos onde há fragilidades. Somente com uma boa avaliação isso é possível. Defendo também que essa avaliação seja divulgada para conhecimento público. Veja bem, não há espaço para achismos na Educação. Trata-se de um setor estratégico e que deve ser tratado prioritariamente. A avaliação bem feita vai identificar a necessidade de requalificação do pessoal, o investimento em material especializado, dentre outros investimentos que são necessários para melhorar a qualidade da educação.

Repórter – E isso ainda não está sendo feito?

Deputado Nilson Pinto – Não estou falando de algo que ainda não esteja disponível. Algo que vai ser implantado daqui a 20 anos. Temos as bases para essa avaliação, isso já foi contratado, colocar os recursos para isso. Agora a nossa base tem que ser comparada às informações da base nacional. Precisamos trabalhar com uma base mais científica e deixar de lado avaliações empíricas baseadas em avaliações subjetivas.

Repórter – Mas, já está sendo operacionalizado essa metodologia de avaliação?

Deputado Nilson Pinto – No que eu sei ela já vem sendo operacionalizada, mas de uma forma muito tímida. Isso é algo para ser feito e divulgado, porque não adianta fazer avaliação se você não mostrou o resultado. De modo que isso tem que ser amplamente divulgado. Isso é importante para que todos saibam onde estão os problemas e também os pontos que merecem destaque, que merecem aplausos, que merecem premiação. Resumindo: o que precisa ser feito, e o que já está sendo bem feito.

Veja também:  Perfil: Deputado federal Nilson Pinto de Oliveira (PSDB/PA)

Repórter – Deputado como é presidir a Comissão Permanente de Relações Exteriores e Defesa Nacional?

Deputado Nilson Pinto – A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) é uma das mais antigas comissões da Câmara dos Deputados. É uma comissão que trata de questões do Estado, ou seja, da relação do Brasil com outros países e da defesa Nacional. Exército, Marinha, Aeronáutica e Serviço de Inteligência estão envolvidos quando se fala em defesa nacional. Lá na comissão nós trabalhamos as questões legislativas relacionadas à essas áreas. É um trabalho realmente muito interessante. Um trabalho que tem a ver com a nação brasileira. Mais do que um programa de governo é o trabalho à nação brasileira.

Repórter – E que avanços podem ser mostrados durante sua gestão?

Deputado Nilson Pinto – Temos avançado mesmo num contexto de contenção de despesas, de pouco recursos disponíveis, mas, os avanços são visíveis, de modo que o Brasil está se estruturando para enfrentar esses problemas maiores. A questão da segurança pública está começando a encontrar respostas institucionais. O governo acabou de instituir o Sistema Único de Segurança Pública, que naturalmente vai avançar na sua consolidação com a cooperação dos Estados e dos Municípios. Isso era necessário porque, até há pouquíssimo tempo, a competência da segurança pública era apenas uma questão dos estados. Isto era muito ruim porque os estados não dão conta de um problema que é nacional e complexo.

Repórter – E quanto as fronteiras?

Deputado Nilson Pinto – Em relação a questão das fronteiras, estamos trabalhando no âmbito da comissão para que se possa garantir os recursos financeiros para o aparelhamento das Forças Armadas, na medida em que ela precisa estar aparelhada para esse enfrentamento de fiscalização das fronteiras. Agora para esclarecer, a comissão que eu presido não é uma Comissão de Segurança Pública, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional faz uma interface com a segurança pública. Ela também tem interface com a Ciência e Tecnologia.  Os investimentos em projetos de defesa, têm repercussão direta na evolução tecnológica.

Repórter – Pode dar um exemplo?

Deputado Nilson Pinto – Sim! O projeto do KC-390, por exemplo, que é uma aeronave para transporte tático/logístico e reabastecimento em voo, desenvolvido e fabricado pela Embraer Defesa e Segurança, subsidiária do grupo brasileiro Embraer. A aeronave estabelece um novo padrão para o transporte militar médio, visando atender os requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira, em substituição ao C-130 Hércules. A fabricante pretende ainda alçá-lo como substituto para as demais Forças Aéreas que possuem em sua frota essa classe de cargueiro militar. É também o maior avião produzido na América Latina. Esse projeto é responsável por um salto tecnológico extraordinário. Um cargueiro movido com turbinas que alcançam 900 km por hora em voo de cruzeiro. Não há concorrente no mercado.

Repórter – Há também muita diplomacia na Comissão?

Deputado Nilson Pinto – Sim, necessariamente. No contexto internacional cultivamos as relações de amizade e encaminhamento de solução de conflitos. Mas, não é só isso. Temos também outros desafios, tais como, a construção de uma base mais sólida no que se refere ao setor de inteligência à serviço da Nação, inteligência estratégica. As melhores cabeças dos partidos fazem partem dessa comissão. É uma honra presidí-la porque  ela não trata de questiúnculas, ela trata das grandes questões nacionais e as posições que assumimos são realmente de Estado e não de Governo.

Repórter – Deputado o espaço está aberto para o senhor fazer os seus agradecimentos aos seus eleitores, especialmente da região do Carajás, que ajudaram a lhe prestigiar com mais esse mandato.

Deputado Nilson Pinto – De coração, eu quero agradecer a todos os amigos e amigas que me prestigiaram com o seu voto. Todos aqueles que acreditaram e ouviram a nossa mensagem. Todos aqueles que ao ouvir a nossa mensagem refletiram sobre ela. Mesmo aqueles que não votaram em mim, consideraram as nossas reflexões do que pretendemos fazer para o Sul do Pará. A região do Carajás é uma região onde a minha atuação historicamente tem sido menor, mas, nos últimos quatro anos, passei a dedicar o meu mandato com muito afinco às necessidades da região. Levando a todos um trabalho efetivo, ações efetivas que terão repercussão de longo prazo, mormente as ações que desenvolvemos na melhoria da Educação e do Ensino Superior em todo o Sul do Pará. Fiquei muito feliz porque tive um crescimento expressivo na minha votação. Agora vamos fazer muito mais para que as pessoas que acreditaram e votaram no nosso trabalho –– e eu tenho orgulho de ter sido escolhido como esse parlamentar –– que vai respeitar cada um desses votos. Fomos reeleito por conta do trabalho feito, e agora queremos continuar fazendo esse trabalho e ampliando-o durante os próximos quatro anos.

Repórter – Muito obrigado pela entrevista.

Comentários ( 2 )

  1. Mais um Tucanalha do grupo do pior governador do Estado do Pará dos últimos tempos chamado Jateve.Porque ele não explica o último lugar no IDEB da educação do Estado, governado pelo Simão o pendulario? Francamente me compre um bode!Essa entrevista foi uma verdadeira perda de tempo!

  2. PirqPo não perguntou a ele sobre nosso futuro governador Hélder?
    Quanta parcialidade de você blogueiro?Na verdade tanto ele como tu estao sinda de cabeça quente pela peia do Hélder nas urnas!

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