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Redenção

Com filho levado na marra, mulher desaparece de Redenção sem deixar rastro

Investigadores ainda não desvendaram caso em que dois jovens foram levados de suas casas por falsos policiais

Após 49 dias, a Polícia Civil de Redenção ainda não tem pistas do paradeiro de Francisco de Oliveiras Machado, mais conhecido por Chiquinho, de 26 anos de idade, e de Wadson Bruno, vulgo Satoshe, de 25, os quais estão desaparecidos desde o último dia 2 de outubro.

A reportagem tentou contato novamente com Jaqueline, mãe de Satoshe, porém fomos informados por um parente que estava na casa, que a mesma resolveu “dar um tempo de Redenção” e não se sabe para que cidade ela mudou-se. Indagados por que Jaqueline se ausentou da cidade, o irmão, que não quis se identificar, disse que a mulher foi seguida por duas vezes que ficou bastante abalada e resolveu sair de Redenção.

De acordo com informações de familiares, era por volta das 13h00 de uma terça-feira (02/10), quando os dois jovens foram colocados dentro de um veículo Uno, de cor branca, e nunca mais foram localizados.

À época, os supostos sequestradores se apresentaram aos familiares das vítimas como policiais. “Eles chegaram aqui na minha casa e perguntaram ao Chiquinho onde morava Satoshe. Meu filho foi até a residência do amigo, que fica a 50 metros daqui de casa e de lá nunca mais apareceram. Queremos justiça”, diz o pai Raimundo Machado.

Jaqueline Sousa Lima, mãe de Satoshe, disse à reportagem do Blog que uma semana antes do desaparecimento do filho, foram jogados três bilhetes no portão de sua residência, o primeiro em uma segunda-feira (24/09), estava escrito “Mude-se”; o segundo em uma quarta-feira (26/09); “você vai morrer”; e o último em (28/09) com a seguinte frase: “Em um jogo de tabuleiro estão o rei e a rainha. O rei sai e no final todos voltam para casa encaixotados”.

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Segundo a mãe, após ler as ameaças, decidiu ir a Delegacia registrar Boletim de Ocorrência. Os bilhetes foram entregues ao delegado responsável pelas investigações.

Cinco dias depois dos bilhetes, os jovens foram sequestrados. À época, Jaqueline disse à reportagem que antes de o filho desaparecer, havia uma movimentação estranha na rua em que a mesma residia. “Aqui na rua da minha casa, uma semana antes do meu filho sumir, era uma movimentação estranha, depois que levaram ele, acabou a movimentação” ressaltou.

Após 49 dias, a família de Chiquinho continua inconformada com o desaparecimento do filho. “Por diversas vezes procuramos a Delegacia de Policia. Porém, a polícia diz que está investigando” queixa-se Raimundo Machado.

A Reportagem procurou a Delegacia de Polícia Civil e questionou sobre o assunto, porém o superintendente, Luciano Cunha disse que as investigações estão em andamento e que não poderia revelar detalhes para não atrapalhar o trabalho policial.

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