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Eleições 2018

“Cola” de última hora toma tempo em votação em Marabá

Filas em algumas seções são resultado do tempo longo para cada eleitor votar neste domingo
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Muitos eleitores em colégios de Marabá levaram a cola escrita no celular e não puderam usar o aparelho na cabine de votação. Com isso, vários mesários estão tendo de dar uma “mãozinha” e emprestar caneta e papel para alguns desavisados escreverem os números de seus candidatos na hora de exercer o voto.

Segundo a mesária Adriana Ferreira, que trabalha no Colégio Paulo Freire, a votação leva, em média, 1 minuto, e o problema tem sido, de fato, a cola com os números dos candidatos. “Mas tá todo mundo ‘de boa’ e não registramos nenhum problema sério. A eleição está tranquila aqui dentro”, disse.

Esse fato foi registrado em outras escolas, como Judith Leitão, Plinio Pinheiro, Luzia Nunes Fernandes e Uepa, por onde a Reportagem do blog esteve desde 11 horas deste domingo. Um fato notório e lamentável é o derrame de santinhos com foto e número dos candidatos. Uma prática reprovável, que é crime, mas nunca combatida pelas autoridades.

Carla Caldas Dias, eleitora da Escola Plínio Pinheiro, confessou que esqueceu de fazer a cola antecipadamente e tinha anotado tudo em um aplicativo do celular. “Tive de pedir uma caneta emprestada e anotar na mão mesmo. Como era rápido, não ia apagar”, justifica.

O juiz da 100ª Zona Eleitoral de Marabá, José Mazutti, revelou que sete urnas localizadas em escolas diversas apresentaram problemas técnicos e foram trocadas por outras, com lacre e assinaturas dos fiscais credenciados pelo Tribunal Regional Eleitoral, sem nenhum tipo de comprometimento do processo eleitoral.

Em uma comunidade rural, denominada de Vila Patauá, a 70 km do centro de Marabá, houve atraso no início da votação por conta da falta de energia, ocasionada por fortes chuvas que caíram na noite anterior. A chefe do Cartório Eleitoral da 23ª ZE, Francinete Castelo Branco, disse que os eleitores ficaram esperando às proximidades da escola daquela comunidade até uma equipe da Celpa resolver o problema e iniciar a votação, o que ocorreu no final da manhã deste domingo.

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Ninguém foi preso em Marabá, até 15 horas de hoje em caso de boca de urna, embora algumas pessoas reclamem em redes sociais. É o caso do coreógrafo Cláudio Roberto, que postou o seguinte em sua timeline: “Hoje exerci meu direito como cidadão. Fui até o meu Colégio eleitoral, Luzia nunes (Folha 28) pra votar. A prática de boca de urna é figurinha repetida. O povo reclama de corrupção, mas é corrupto, fazendo um extra pra garantir mais um voto. Geralmente são incentivados por outros políticos para tal. Na frente do meu colégio tinha um vereador de Marabá passando algumas horas junto com seu grupo de boca de urna. Gostaria de saber se durante o ano quantas vezes ele visitou essa escola pra saber se a merenda é de qualidade ou se os funcionários estão cumprindo com sua obrigação?”.

NO PARÁ

Cerca de 707 denúncias de crime eleitoral também já haviam sido feitas pelo número Disque Denúncia Eleitoral no Pará. O número é gerido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará e Ministério Público Federal (MPF). As denúncias são encaminhadas ao MPF para apuração.

Até as 11h da manhã, já eram 43 os eleitores encaminhados às superintendências da Polícia Federal de todo o País por suspeitas ou flagrantes ligados a supostos crimes eleitorais, no primeiro balanço da PF no dia de eleições.

Há registro de eleitores levados para superintendências da Polícia Federal em Alagoas, Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul e Pará. De acordo com a PF, os crimes mais identificados até o momento foram o transporte ilegal de eleitores e a compra de votos. Também foram identificados casos de boca de urna.

Ulisses Pompeu – de Marabá

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